23 de fevereiro de 2022
Mesmo com um cenário econômico severo e complexo da China e no exterior durante o ano passado, o volume de comércio entre a China e a Alemanha atingiu um novo recorde, principalmente devido a três razões: orientação estratégica dos dois líderes de estado; crescimento e resiliência da economia da China; cooperação econômica e comercial China-Alemanha altamente complementar, e que abrange uma ampla gama de áreas de cooperação. De acordo com os dados divulgados pelo Escritório Federal de Estatísticas da Alemanha em 18 de fevereiro, apesar do impacto da pandemia do COVID-19, o volume de comércio bilateral entre China e Alemanha em 2021 atingiu um novo recorde, chegando a 245,4 bilhões de Euros em um ano, um aumento anual de 15,1%. Desde 2016, a China vem sendo o parceiro comercial mais importante da Alemanha, por seis anos consecutivos. Em 2021, as importações totais da Alemanha foi de 1,20 trilhão de Euros, um aumento anual de 17,1%, dos quais as importações da China são de 141,7 bilhões de Euros, 20,8% maior do que o ano anterior. A China é a maior fonte de importações da Alemanha desde 2015, além disso, também é o maior destino de exportação da Alemanha, depois dos EUA. Desde o início da pandemia, os dois países sempre mantiveram contato próximo, cooperando ativamente em suprimentos médicos, ao mesmo tempo em que fortalece a política macroeconômica, facilitando o fluxo transfronteiriço de pessoas e mercadorias. Essas medidas criaram condições favoráveis para o desenvolvimento estável do comércio sino-alemão e promoveram o aprofundamento da parceria econômica e comercial bilateral. Fonte: Diário do Povo
18 de janeiro de 2022
Nesta segunda-feira, dia 17 de janeiro de 2022, o Escritório Nacional de Estatísticas da China divulgou a “transcrição” da operação econômica nacional de 2021. Durante a coletiva de imprensa realizada pelo Gabinete de Informação do Conselho de Estado, Ning Jizhe, diretor do Escritório Nacional de Estatísticas, apresentou que, em 2021, o PIB da China aumentou 8,1% em relação ao ano anterior, e a taxa de crescimento econômico está entre os melhores das principais economias do mundo. A economia chinesa atingiu 114,4 trilhões de yuans, ultrapassando a marca dos 110 trilhões de yuans (em dólar, o valor equivale a US$ 17,7 trilhões), ocupando o segundo lugar do mundo e respondendo por mais de 18% da economia global. China chega a uma fase crítica de “armadilha da renda média” Em 2021, o PIB per capita da China chegou a 80,976 yuans, o que equivale a US$ 12.551 à taxa de câmbio média anual, bem próximo do padrão de alta renda do Banco Mundial. Em julho de 2021, o Banco Mundial divulgou os padrões mais recentes, e a “porta de entrada” para ser considerado um país de alta renda foi aumentado para um RNB per capita (renda nacional bruta) superior a US$ 12.695. Yu Yongding, membro da Academia Chinesa de Ciências Sociais e presidente da Associação de Economia Mundial da China, acredita que a China fez grandes conquistas em 2021. Os dados divulgados refletem um bom desempenho do desenvolvimento econômico da China, isso também significa que o país entrou em um momento crítico, um momento de “armadilha da renda média”. Yu Yongding afirmou que os últimos anos foram os anos mais cruciais para sair da “armadilha da renda média”. Anteriormente, Liu Yuanchun, vice-presidente da Universidade Renmin da China, disse que a China sairá da armadilha da renda média por volta de 2026. Fonte: Phoenix New Media
17 de janeiro de 2022
O Produto Interno Bruto (PIB) da China totalizou a marca de 114,36 trilhões de yuans em 2021, um crescimento de 8,1% em relação ao ano anterior (ou, o equivalente a um aumento médio de 5,1% a.a. quando consideramos os 2 últimos anos), de acordo com estimativas oficiais divulgadas nesta segunda-feira (17), pelo Departamento Nacional de Estatísticas (NBS, sigla em inglês) da China. Esta é a maior alta em dez anos. Em termos trimestrais, no 1º trimestre de 2021 o PIB cresceu 18,3% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, e no 2º, 3º e 4º trimestres cresceu 7,9%, 4,9% e 4,0%, respectivamente, quando comparados com os mesmos trimestres do ano anterior. Ning Jizhe, chefe de agência da NBS, no entanto, apontou durante coletiva à imprensa que a expansão econômica foi mais estável ao longo do ano em períodos anteriores, expondo que o crescimento médio anual do 1º, 2º, 3º e 4º trimestres, quando considerados os 2 últimos anos, foi de 4,9%, 5,5%, 4,9% e 5,2%. As fortes expansões neste ano foram impulsionadas pela produção industrial e exportações robustas, mas enfraqueceu no último trimestre principalmente devido ao impacto de novos surtos de Covid-19, da desaceleração do consumo e de uma crise imobiliária. Outras áreas da economia , como de serviços e de investimentos, tiveram crescimentos pouco expressivos, mas demonstraram uma recuperação a um patamar estabilizado. Quais as perspectivas para a economia no 1º trimestre de 2022? Apesar do crescimento do último trimestre de 2021, Ning reiterou que a economia chinesa está sofrendo pressão no início deste ano. Segundo ele, apesar da estabilidade no crescimento interno, ainda há muitas incertezas em relação ao desenvolvimento do mercado imobiliário doméstico e fatores externos. No entanto, afirmou de que as premissas que mantiveram a China dentro de uma faixa de crescimento estável deverão se manter ao longo deste ano. É esperado pela Conferência Central de Trabalho Econômico da China que, em 2022, os esforços econômicos e de políticas públicas estejam em linha com uma política de ‘crescimento estável’. Hoje, o banco central chinês anunciou corte em sua taxa de juros, reduzindo seus custos de empréstimo de médio prazo (MLF, sigla em inglês) pela primeira vez desde abril de 2020. A redução será para algumas instituições financeiras em 10 bps, passando de 2,95% para 2,85%. Este corte de juros é coerente com o afrouxamento da política monetária pelo banco central chinês e ao incentivo ao financiamento para que a economia consiga lidar com a pressão que está sofrendo. Liu Xuezhi, pesquisador sênior do Centro de Pesquisa Financeira do BOCOM (Banco de Comunicações), apontou que exportações e mercado imobiliário, pilares que suportaram o crescimento econômico em 2021, irão enfraquecer gradualmente em 2022. Estes fatores combinados com a lenta recuperação da demanda doméstica dificultarão o crescimento estável dos investimentos em infraestrutura, com a economia tendo um crescimento em um nível moderado. Por enquanto, estima-se que o PIB de 2022 aumente em cerca de 5%, taxa que deverá ser composta por um crescimento recuperado de cerca de 6,5% do consumo, de cerca de 4,5% dos investimentos, e de cerca de 4,5% das exportações. Especificamente, para o 1º trimestre do ano, devida à fraca demanda atual e recuperação do consumo, espera-se que a economia chinesa cresça em 4,5%. É possível que o crescimento do 1º trimestre de 2022 seja cerca de 5,3%, de acordo com Zhang Yongjun, se o ímpeto do último trimestre continuar neste ano. Os investimentos melhoraram em novembro e dezembro, com emissão de bonds e ritmo de novos projetos acelerando neste ano. Ning também apontou que há ainda bastante potencial para expansão efetiva de investimentos, alegando que o gap de desenvolvimento entre áreas urbanas e rurais do país ainda é grande, com diversos elos frágeis de infraestrutura em áreas de subsistência. Com uma série de políticas e medidas a serem introduzidas neste ano, de incentivo ao investimento em produção industrial, investimentos privados em P&D, e em tecnologias de transformação, espera-se que a tendência de modernização industrial da China continue expandindo. Para Luo Zhiheng, vice-presidente de Yuekai Securities, "afetada pela nova variante do coronavírus, a situação de prevenção e intolerância à epidemia durante o Ano Novo chinês poderá ser mais tensa neste ano do que no ano passado, com os impactos no setor de consumo ainda a serem avaliados. Os EUA podem aumentar a taxa de juros básica de sua economia já em março, o que impactará nas medidas políticas da China. Já para a taxa de juros da China, é melhor reduzi-las o quanto antes, havendo ainda a possibilidade de mais reduções no futuro". Leia também: Balança comercial da China atinge superávit recorde acima dos US$ 6 trilhões
10 de dezembro de 2021
Nos primeiros três trimestres de 2021, a economia da China cresceu 9,8% em relação a 2020, e a taxa média de crescimento em dois anos foi de 5,2%. O mercado previu uma taxa de crescimento de 8% para 2021, ultrapassando a meta. Com a taxa de crescimento econômico no quarto trimestre prevista para 3,9%, especialistas dizem que a economia chinesa deve crescer 5,5% em 2022, com base em fatores de política econômica. Em 2021, o desenvolvimento econômico da China e a prevenção e controle da pandemia manteve o país asiático na posição de liderança no mundo, enquanto as forças estratégicas científicas e tecnológicas nacionais aceleram o crescimento, dando um bom início ao 14ª Plano Quinquenal. Entretanto, o desenvolvimento econômico da China vem enfrentando pressões triplas na redução da demanda, choques de oferta e redução das expectativas. Sob os efeitos da pandemia, o cenário econômico tornou-se mais complexo, severo e incerto. Fonte: 21st Business Herald
7 de dezembro de 2021
Em 4 de dezembro, na 18ª Reunião Anual Global do Fórum Financeiro Internacional (IFF), a IFF divulgou seu primeiro relatório global de finanças e desenvolvimento. Segundo o relatório, a economia global cresceu cerca de 5,9% em 2021, e a China é o maior contribuinte para o crescimento econômico global, com uma participação de 26,3%. O IFF é conhecido como o “F20”, o “Finance 20”, no cenário financeiro global, e sua reunião anual global chama muita atenção. É uma plataforma importante para o intercâmbio de políticas econômicas entre a China e o mundo. “A atratividade do mercado financeiro da China para empresas estrangeiras é enorme e só vai ficar cada vez maior”, disse Vladimir Imamovich Norov, Secretário-Geral da Organização de Cooperação de Xangai, em um fórum recente, dizendo que a China foi país com o maior fluxo de investimento estrangeiro direto em 2020. Depois de assumir a liderança no controle eficaz da pandemia do COVID-19, a economia chinesa continua liderando a recuperação global. Fonte: Diário do Povo