25 de maio de 2026
A Huawei anunciou que pretende desenvolver chips mais potentes e eficientes até 2031 usando uma nova estratégia de engenharia, em meio às restrições dos Estados Unidos. A empresa afirmou que sua nova arquitetura poderá alcançar um nível de desempenho equivalente aos chips de 1,4 nanômetro, hoje considerados entre os mais avançados do setor. O anúncio foi feito durante uma conferência de semicondutores em Xangai. A proposta, chamada de “Lei de Escala Tau”, abandona a estratégia tradicional da indústria baseada apenas na redução do tamanho dos transistores. Segundo a empresa, o foco passa a ser a diminuição do tempo de propagação de sinais dentro dos chips, o que pode aumentar desempenho e eficiência energética mesmo sem acesso às ferramentas mais avançadas de fabricação. A Huawei informou que já produziu 381 chips com essa arquitetura nos últimos seis anos, incluindo aplicações para smartphones e inteligência artificial. A companhia também anunciou o lançamento, ainda neste semestre, de um novo chip Kirin com arquitetura multicamadas. O movimento ocorre enquanto empresas chinesas aceleram a adoção de chips nacionais diante das dificuldades para acessar tecnologia estrangeira. A DeepSeek, por exemplo, citou pela primeira vez os chips Ascend, da Huawei, ao lado das GPUs da Nvidia em um relatório técnico de IA. A projeção coloca a Huawei em uma corrida tecnológica próxima da TSMC, que prevê iniciar a produção em massa de chips de 1,4 nanômetro em 2028. Especialistas avaliam, porém, que a China dificilmente alcançará esse nível apenas com métodos convencionais de fabricação devido às limitações impostas pelas sanções dos EUA. Fonte: China Daily
7 de março de 2025
O mercado internacional de semicondutores deve crescer a uma taxa de dois dígitos este ano, impulsionado pela demanda em setores emergentes, como inteligência artificial e redes móveis de quinta e sexta gerações, afirmou ontem o vice-presidente global da Semiconductor Equipment and Materials International (SEMI) e presidente da associação global da indústria de chips na China. “A SEMI prevê crescimento positivo nas vendas de semicondutores pelos próximos seis anos, impulsionado pela demanda por IA generativa, expansão da indústria automotiva, aumento no número de dispositivos IoT e a implementação das tecnologias 5G e 6G”, disse Ju Long. Alcançar um mercado trilionário até 2030 já está no horizonte e pode acontecer até antes, segundo Ju. Após uma queda de 11% em 2023, o mercado global de semicondutores se recuperou fortemente no ano passado, registrando um salto de quase 20% na comparação anual, atingindo US$ 628 bilhões. O investimento global em equipamentos para fabricação de chips deve atingir um recorde de US$ 112,8 bilhões em 2024 e continuar crescendo nos próximos três anos, segundo relatório da SEMI. A China mantém-se como o maior mercado mundial de equipamentos para semicondutores há cinco anos consecutivos. Embora o crescimento do mercado chinês de equipamentos de semicondutores deva desacelerar este ano, os investimentos continuarão, afirmou Ju. A demanda doméstica em alta e a ênfase na produção local seguem impulsionando a necessidade de maior capacidade produtiva no país. O nível tecnológico também está avançando de forma constante. Segundo ele, eventuais gargalos ou excesso de capacidade fazem parte do processo natural de desenvolvimento e não devem interromper o dinamismo do setor na China. Além da China e da região Ásia-Pacífico, que continuam investindo na fabricação de chips, América do Norte, Europa, Japão e Sudeste Asiático também estão ampliando seus investimentos na indústria. Mercados emergentes, como Índia e Oriente Médio, começam a ganhar participação no setor, refletindo uma reconfiguração da cadeia global de semicondutores. A maior parte da inovação na indústria vem do setor privado, disse Ju. Segundo ele, os governos podem fornecer diretrizes políticas e apoio financeiro para impulsionar essas empresas. No entanto, os semicondutores são, em essência, um setor global. Embora a China tenha capacidade para explorar novas oportunidades, a inovação depende da interação com outros países. Empresas chinesas devem ter o mercado global como objetivo, acrescentou. A maior feira mundial de semicondutores, a SEMICON China, será realizada em Xangai a partir de 26 de março. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global
20 de fevereiro de 2025
A pesquisa chinesa em tecnologia quântica alcançou um avanço significativo. Em 20 de fevereiro, a revista Nature publicou um estudo destacando que uma equipe de pesquisadores da China conseguiu realizar a primeira instância global de um estado emaranhado de aglomeração quântica de "variáveis contínuas" em um chip de luz integrado. Especialistas afirmam que a conquista preenche uma lacuna tecnológica fundamental nos chips quânticos de luz baseados em variáveis contínuas, estabelecendo uma base importante para sua expansão em larga escala e aplicações em computação quântica , redes quânticas e outras áreas. Os chips quânticos de luz integrados representam uma plataforma avançada capaz de codificar, processar, transmitir e armazenar informações quânticas de luz em escala micro e nano. O emaranhamento quântico em larga escala nesses chips é um desafio global na pesquisa quântica. O estado emaranhado de aglomeração, um tipo típico de estado quântico de múltiplos bits, é um recurso central na ciência da informação quântica. No entanto, a preparação determinística e em larga escala desses estados enfrenta desafios experimentais, especialmente na criação e verificação de chips quânticos de luz baseados em variáveis contínuas, um obstáculo até então não superado internacionalmente. [caption id="attachment_23172" align="alignnone" width="1017"] Fonte da imagem: Xinhua[/caption] Após anos de pesquisas, a equipe liderada pelos professores Wang Jianwei e Gong Qihuang, da Universidade de Pequim, e Su Xiaolong, da Universidade de Shanxi, superou esses desafios tecnológicos. O grupo desenvolveu técnicas inovadoras de controle de chips quânticos de luz com variáveis contínuas, além de aprimorar métodos de bombeio e detecção multicolorida. Isso permitiu a preparação de estados emaranhados de aglomeração de forma determinística e reconfigurável, com verificação experimental da estrutura de emaranhamento. Wang Jianwei explicou que os bits quânticos podem ser criados em chips de luz por meio de codificação de variáveis discretas ou contínuas. A codificação de variáveis discretas, baseada em fótons únicos, é comum para produzir bits quânticos com alta fidelidade. No entanto, a taxa de sucesso diminui exponencialmente com o aumento do número de bits quânticos. Para contornar esse problema, a equipe adotou a codificação de variáveis contínuas, resolvendo as limitações probabilísticas na geração de bits quânticos e estados emaranhados. Pela primeira vez, foi possível produzir estados emaranhados de aglomeração de forma determinística em chips quânticos de luz. "Este é um novo avanço dos cientistas chineses no campo da tecnologia de chips quânticos de luz integrados", afirmou Gong Qihuang. Ele destacou que a descoberta oferece um novo caminho tecnológico para a geração e manipulação de estados quânticos em larga escala, sendo um passo fundamental para o desenvolvimento da computação quântica, redes quânticas e simulação quântica. Os revisores da Nature avaliaram o estudo como um "marco importante" para o processamento escalável de informações quânticas de luz. "Pela primeira vez, foi realizado um emaranhamento quântico de múltiplos bits com variáveis contínuas em chips quânticos de luz", destacaram. Fonte: news.cn
8 de agosto de 2024
Uma equipe de cientistas chineses fez um avanço significativo na tecnologia de chips ao desenvolver “wafers dielétricos” feitos de safira artificial. A pesquisa, considerada inovadora na área, foi publicada na revista Nature nesta quarta-feira, 7, e estabelece uma base crucial para o desenvolvimento de chips mais eficientes em termos de consumo de energia. À medida que os dispositivos eletrônicos continuam a encolher e a demandar um desempenho superior, a miniaturização dos transistores tem apresentado desafios, especialmente no campo dos materiais dielétricos. Esses materiais normalmente atuam como isolantes em chips, mas sua eficácia diminui em escala nanométrica – uma das razões pelas quais nossos smartphones tendem a esquentar e ter uma vida útil curta da bateria. Para resolver esse problema, os pesquisadores do Instituto de Microsistemas e Tecnologia da Informação de Xangai, da Academia Chinesa de Ciências, criaram wafers dielétricos de safira artificial usando um novo processo de oxidação por intercalação. "O óxido de alumínio que criamos é essencialmente safira artificial, idêntica à safira natural em termos de estrutura cristalina, propriedades dielétricas e características de isolamento", disse Tian Zi'ao, um dos pesquisadores envolvidos no projeto. "Utilizando a tecnologia de oxidação por intercalação em alumínio monocristalino, conseguimos produzir este material dielétrico de óxido de alumínio monocristalino", explicou o pesquisador Di Zengfeng. "Ao contrário dos materiais dielétricos amorfos tradicionais, nossa safira cristalina pode alcançar um vazamento excepcionalmente baixo em apenas um nível de um nanômetro." Esse avanço pode ajudar na criação de dispositivos mais eficientes em termos de energia, com maior vida útil da bateria. Chips criados com essa nova tecnologia podem ser cruciais para o avanço das aplicações de inteligência artificial e Internet das Coisas (IoT) . Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global
15 de julho de 2024
A Halo Microelectronics, empresa chinesa fabricante de chips, de produtos de circuitos integrados analógicos e de sinal misto de alto desempenho, assumirá o controle da designer de chips sul-coreana, Zinitix, pelo valor de US$15 milhões. A controladora Halo Microelectronics International comprará uma participação de 30,9% na Zinitix da Seoul Electronics & Telecommunications e de dois acionistas individuais com um prêmio de 9% sobre o preço de fechamento da empresa-alvo em 11 de julho. O acordo, que deve ser concluído até 29 de agosto, dará à Halo o direito de nomear o conselho de administração da Zinitix e controle sobre seus negócios, pessoal e decisões financeiras, observou a Halo, acrescentando que também planeja nomear executivos seniores da Zinitix, incluindo o diretor financeiro. A aquisição ajudará a Halo a obter as tecnologias de patentes maduras, recursos de pesquisa e desenvolvimento e clientes da Zinitix, expandir suas categorias de produtos e layout técnico e de produtos nos campos de telefones móveis e dispositivos vestíveis, e formar fortes sinergias técnicas e de mercado com suas linhas de produtos existentes, apontou a Halo. A Zinitix registrou perdas líquidas tanto no ano passado quanto no primeiro trimestre deste ano. Seu principal negócio envolve o desenvolvimento e a produção de diversos chips e dispositivos semicondutores, incluindo chips de controle de toque, que são usados principalmente em dispositivos móveis e vestíveis, como smartphones, smartwatches e tablets. Os principais produtos da Zinitix já entraram no sistema de cadeia de suprimentos da Samsung Electronics para smartphones e outros eletrônicos de consumo , de acordo com a Halo. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global
31 de agosto de 2023
Na vanguarda da inovação tecnológica, cientistas chineses conquistaram um feito notável na produção de pastilhas semicondutoras bidimensionais de 12 polegadas. Através do desenvolvimento de um método pioneiro, esses pesquisadores têm agora a capacidade de fabricar, em larga escala, um material extremamente fino - com apenas um átomo de espessura - permitindo a criação de pastilhas de dimensões impressionantes a partir de substratos de apenas duas polegadas. Liu Kaihui, um destacado professor da renomada Universidade de Pequim e líder do projeto, compartilhou sua perspectiva empolgante em uma entrevista exclusiva ao South China Morning Post. Ele afirmou com confiança: "Demonstramos à indústria que isso é cientificamente viável e incutimos confiança", destacando ainda que "caso surjam demandas industriais no futuro, os avanços nesse campo serão surpreendentes". Essa nova descoberta assume relevância singular, visto que o material semicondutor bidimensional (2D) emerge como uma opção promissora para os materiais semicondutores de amanhã. Sua espessura extraordinariamente fina e propriedades semicondutoras imaculadas colocam-no na vanguarda das possíveis substâncias para canais semicondutores de próxima geração, como enfatizado pelos especialistas da Universidade de Pequim. Diante do desafio de equilibrar alta produtividade de chips com fabricação acessível, as pastilhas de silício de 12 polegadas já se tornaram o padrão na indústria de semicondutores. Como tal, a capacidade de produzir em massa pastilhas de até 12 polegadas, de maneira eficiente e econômica, desempenha um papel crucial no avanço tecnológico. Ao longo da última década, cientistas têm conseguido produzir filmes de pastilha em larga escala. No entanto, os tamanhos dessas pastilhas estavam limitados a 2 ou 4 polegadas, e apenas uma unidade poderia ser fabricada por vez. O método inovador desenvolvido pela equipe chinesa supera essas limitações, possibilitando a fabricação em série de materiais em tamanhos que variam de 2 a 12 polegadas, um feito notável. Além disso, o material resultante dessas pastilhas em larga escala pode ser adaptado para diversas estruturas, aumentando ainda mais seu potencial. A recente conquista científica da China, portanto, não apenas expande os limites do que é possível na fabricação de semicondutores, mas também oferece uma visão emocionante das possibilidades futuras. Com a promessa de avanços ainda mais significativos à medida que a demanda industrial aumenta, o cenário tecnológico aguarda com expectativa as futuras contribuições desses cientistas visionários. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: South China Morning Post Imagem principal: Manassanant/ Adobe Stock
16 de agosto de 2023
O Departamento de Economia e Informatização de Pequim publicou nesta quarta-feira, 16, "Medidas para Promover o Desenvolvimento Inovador da Indústria de Robôs em Pequim". No documento, foi proposta a organização e implementação do projeto de fundação da indústria de robôs, lançando uma lista de tecnologias chave para superar desafios do setor. As medidas propõem apoiar as empresas de robótica para financiamento e listagem no mercado de ações. O documento estabelece um fundo industrial de robótica de 100 bilhões de yuans, com uma primeira parcela de não menos que 20 bilhões de yuans, para apoiar a incubação de equipes inovadoras, a conversão de resultados tecnológicos, fusões e aquisições, e expansão de negócios. Com foco em sistemas operacionais para robôs , chips especializados de alto desempenho, motores, redutores, controladores, sensores e outras peças-chave, assim como inteligência artificial e grandes modelos multimodais, eles apoiam as empresas na formação de consórcios para resolver conjuntamente os problemas da indústria de robôs e os desafios técnicos. Dependendo do investimento em pesquisa e desenvolvimento, apoiam com até 30 milhões de yuans. Fonte: STCN Imagem principal: Eakrin/ Adobe Stock
20 de junho de 2023
A SAIC Motor, uma das principais montadoras chinesas, está comprometida em impulsionar a produção nacional de chips e estabelecer uma cota de 30% de chips fabricados na China até 2025. Para alcançar esse objetivo, a empresa anunciou a formação de um fundo de semicondutores no valor de mais de 6,01 bilhões de yuans (US$ 838 milhões) em parceria com seus sócios. De acordo com o comunicado divulgado ontem, a SAIC Motor investirá 6 bilhões de yuans, adquirindo uma participação direta de 99,8% no fundo. Enquanto isso, seus três parceiros relacionados contribuirão conjuntamente com 11 milhões de yuans (US$ 1,5 milhão) para completar o montante. O fundo será utilizado para investir em subfundos e em projetos que abrangem toda a cadeia de produção de semicondutores, incluindo o desenvolvimento de chips para veículos elétricos inteligentes. Esse fundo, que contará com uma equipe de gestão especializada, tem como objetivo impulsionar o investimento cruzado entre indústrias, aprimorar a posição da SAIC no setor de chips e acelerar o desenvolvimento de chips automotivos fabricados na China. Além disso, busca promover a colaboração entre empresas ao longo da cadeia de suprimentos, ao mesmo tempo em que proporciona retornos de investimento sólidos para a montadora. Nos últimos anos, a SAIC Motor tem se esforçado para reduzir sua dependência de componentes estrangeiros. Desde janeiro de 2022, a empresa já estabeleceu diversos fundos de investimento na indústria de semicondutores, com investimentos que totalizam bilhões de yuans. No ano passado, cerca de 7% dos chips utilizados pela SAIC eram produzidos na China. Entretanto, a empresa pretende aumentar essa proporção para mais de 10% este ano, de acordo com informações divulgadas por seus executivos em resposta a perguntas de investidores. Além disso, a SAIC Motor também realizou investimentos em mais de 20 empresas de semicondutores, incluindo nomes conhecidos como Horizon Robotics e Amlogic, conforme dados públicos disponíveis. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: STCN Imagem principal: Chen Jianli/ Xinhua
21 de março de 2023
A montadora chinesa BYD está focada na expansão para o mercado global e no aumento de suas capacidades tecnológicas. Mirando o mercado de chips, recentemente, se tornou acionista da Kunlunxin, uma empresa de chips na China. Fundada em junho de 2011, a Kunlunxin era anteriormente conhecida como o Departamento de Arquitetura e Smart Chip do Baidu. O Baidu ainda é atualmente seu maior acionista com uma relação acionária de 70,87%. De acordo com seu site oficial, a Kunlunxin completou uma rodada de levantamento de fundos em abril de 2021 com uma valorização de cerca de 13 bilhões de yuans (US$ 1,89 bilhão). A Kunlunxin produziu seu chip AI de primeira geração em 2020 e implantou mais de 20.000 deles no mecanismo de busca do Baidu, no assistente de voz e em outras operações. É o único chip de IA de nuvem na China que passou por testes extensivos com algoritmos de larga escala. Em agosto de 2021, a Kunlunxin começou a produzir em massa seu chip de IA de segunda geração, que apresenta um aumento de desempenho de duas a três vezes em comparação com o chip de primeira geração. À medida que os veículos elétricos se tornam mais inteligentes, particularmente no que diz respeito à capacidade de condução automatizada, exigências mais significativas são colocadas em sua potência computacional. Isto exige não apenas que as empresas de automóveis adquiram tecnologia mais avançada, mas também que tenham fornecedores confiáveis. Nos últimos dois anos, a escassez de chips tem assolado a indústria automotiva chinesa. As principais empresas automotivas ainda estão operando com volumes de produção reduzidos devido ao fornecimento insuficiente de chips. Investimentos da BYD no mercado de chip Em 2021, a subsidiária de semicondutores da BYD investiu 5 bilhões de yuans (US$ 726 milhões) para adquirir a Energen Semiconductor, uma fábrica de wafers. Em 2022, a BYD investiu em dois fabricantes de chips processadores de sinais digitais. Além disso, a BYD colaborou com a Nvidia e a Horizon Robotics no domínio dos chips. Os veículos BYD equipados com o chip Horizon Robotics' Journey 5 serão lançados em meados de 2023. O Journey 5 é o chip de terceira geração da Horizon Robotics, com um único chip com capacidade de computação AI de até 128TOPS. A partir do H1 2023, alguns novos carros BYD serão equipados com a plataforma Nvidia Drive Hyperion para uma condução inteligente e capacidade de estacionamento. Em 2022, a BYD vendeu 1.863.500 veículos, representando uma realização significativa resultante das vantagens da empresa em eficiência de produção e gerenciamento de custos. Entretanto, a BYD ainda não se destacou em tecnologias inteligentes, mesmo com seus modelos mais vendidos. A empresa está atualmente focada em fechar rapidamente a lacuna nesta área. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Sohu Imagem principal: Divulgação/ Kunlunxin
22 de junho de 2022
A indústria de chips da China está crescendo mais rápido do que em qualquer outro lugar no mundo, segundo dados mais recentes. Nos últimos quatro trimestres, 19 das 20 empresas de chips que mais crescem no mundo são da China. No mesmo período do ano passado foram oito, de acordo com os dados compilados pela Bloomberg. A indústria global de semicondutores de US$ 550 bilhões desempenha um papel importante em tudo, desde defesa nacional até inteligência artificial e carros autônomos. Desde 2020, os Estados Unidos iniciaram sanções técnicas às empresas chinesas de semicondutores, que afetaram SMIC, Huawei e Hikvision em vários aspectos, mas por outro lado promoveram a prosperidade da fabricação e fornecimento de chips da China. A China liberou bilhões de dólares em investimentos, incentivando estratégias alternativas para contornar as sanções dos EUA, com a Apple agora considerando a YMTC como seu mais recente fornecedor de memória flash para iPhone. “A maior tendência subjacente é a busca da China pela autossuficiência nas cadeias de suprimentos impulsionada pelo controle da pandemia”, escreveu Phelix Lee, analista da consultoria Morningstar, em resposta por e-mail à pergunta da Bloomberg. “Durante a pandemia, os clientes chineses precisam comprar produtos locais para garantir o bom funcionamento das alternativas.” Em 2021, a China importou chipsets no valor de até US$ 410 bilhões. Os fabricantes de equipamentos de chips de fornecedores estrangeiros aumentaram 58% no ano passado, à medida que a China continental continuou a expandir a capacidade, o que, por sua vez, impulsionou os negócios locais. As vendas totais de fabricação de chips da China, incluindo empresas de fabricação e design, aumentaram 18% em 2021, para um recorde de mais de 1 trilhão de yuans, cerca de US$ 150 bilhões, segundo a Associação da Indústria de Semicondutores da China. A escassez contínua de chips está reduzindo a produção das maiores fabricantes de automóveis e eletrônicos do mundo, o que por outro lado beneficia fabricantes de chips locais, ajudando fornecedores chineses a acessar mais facilmente os mercados internacionais. Apesar da pandemia de COVID-19 ter paralisado fábricas e logística da China desde 2020, a SMIC e Shanghai Huahong Grace Semiconductor mantiveram suas fábricas de Xangai operando com capacidade quase total. Com a ajuda dos governos locais, voos de carga do Japão entregaram os materiais e equipamentos necessários para a fabricação de chips. A SMIC relatou recentemente um aumento de 67% nas vendas trimestrais, superando as rivais GF e TSMC. A receita da Shanghai Fullhan cresceu em média 37%, e a empresa prometeu expandir seus negócios para veículos elétricos e inteligência artificial no futuro. A desenvolvedora de ferramentas de design Primarius Technologies, que dobrou sua média de vendas nos últimos quatro trimestres, supostamente desenvolveu um software que pode ser usado para fazer chips de 3 nm. Phelix Lee disse que a capacitação agressiva de empresas da China continental aumentará sua presença global: “Não há dúvida de que os fabricantes de chips chineses podem obter crescimento na receita nos próximos anos por meio do setor automotivo, de eletrônicos de consumo e outros setores.” Fonte: IT Home