15 de julho de 2025
A China lançou, em 15 de julho, a espaçonave de carga Tianzhou-9 a partir do centro espacial de Wenchang. O foguete Longa Marcha-7 Y10 levou a nave ao espaço, que se acoplou automaticamente ao módulo central Tianhe da estação espacial chinesa às 8h52. Desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia Espacial da China (CAST), subordinado à Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China (CASC), a série Tianzhou transporta suprimentos, propelente e resíduos da estação, que são eliminados na reentrada atmosférica. A Tianzhou-9 é a quarta nave da série fabricada para a fase de aplicação e desenvolvimento da estação e fornecerá recursos para as missões tripuladas Shenzhou-20 e Shenzhou-21. Tianzhou-9 leva 6,5 toneladas de carga e estabelece novo recorde A missão transportou cerca de 6,5 toneladas de carga, incluindo alimentos, propelente e equipamentos científicos, a maior carga útil já levada por uma nave logística da estação. Entre os itens embarcados, estão duas novas roupas extraveiculares. De acordo com o Centro de Pesquisa e Treinamento de Astronautas da China, os trajes passaram por atualizações que aumentam sua durabilidade de três para quatro anos ou de 15 para 20 caminhadas espaciais. O cardápio dos astronautas também foi expandido. A missão levou aproximadamente 30 novos pratos, totalizando mais de 190 tipos de alimentos, o que estende o ciclo alimentar de sete para dez dias. Novos equipamentos de exercícios e materiais para pesquisas em medicina espacial também foram incluídos. Missão leva quase 800 kg de material científico A Tianzhou-9 carregou 776,5 kg de materiais para 23 experimentos científicos, em áreas como biotecnologia, ciência de materiais, física de fluidos e combustão em microgravidade. A carga também incluiu dois dispositivos voltados para testes de tecnologias espaciais que visam melhorar a eficiência das futuras missões. Novo padrão de acoplamento em 3 horas A nave completou o acoplamento com a estação em três horas, repetindo o padrão das missões Tianzhou-7 e Tianzhou-8. Esse novo método substitui o modelo anterior de 6,5 horas e oferece uma alternativa técnica mais estável do que a acoplagem ultrarrápida de duas horas, exigindo menos dos sistemas de orientação e controle. Durante a manobra, a Tianzhou-9 enfrentou dois desafios inéditos: realizou o acoplamento em nova altitude orbital e sob ângulo solar diferente dos anteriores. Para reduzir os riscos, a equipe executou simulações e análises de dados para validar a robustez dos sistemas em condições variáveis. Nave permanece em prontidão para emergências A equipe finalizou a Tianzhou-9 antes mesmo do lançamento da Tianzhou-8. A nave permaneceu em prontidão por três meses, com capacidade de lançamento emergencial. A próxima nave da série também já está pronta como reserva. A estratégia busca garantir resposta rápida e ampliar a segurança operacional da estação espacial chinesa . Fonte: stdaily.com
14 de outubro de 2021
O primeiro satélite de teste de ciência e tecnologia de exploração solar da China, "Xihe", equipado no foguete Changzheng 2D, foi lançado com sucesso no Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, hoje (14) às 18h51, horário de Beijing. Marcando um início na era de missões solares da China. Segundo as informações, da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST, sigla em inglês), este satélite (Detecção de Espectro Solar H-alpha [Hα] e Teste de Ciência e Tecnologia de Super Plataforma Dupla Satélite) foi aprovado pela Administração Espacial Nacional da China (CNSA, sigla em inglês) e desenvolvido pela 8 a Academia Chinesa de Tecnologia Espacial, e será operado pela Universidade de Nanjing (NJU, sigla em inglês). Após o lançamento bem-sucedido, o satélite realizará a primeira observação de imagem espectral de banda Hα de plano completo do mundo. Ao mesmo tempo, o satélite aplicará pela primeira vez em órbita as tecnologias de levitação, precisão de apontamento, ultra alta estabilidade e realizará dois tipos de compartimentos separados. Tradução: Mei Zhen Li.