30 de dezembro de 2025
A China passou a aplicar, em 1º de dezembro de 2025, a norma GB17761-2024, que redefine os critérios de segurança e uso das bicicletas elétricas de duas rodas e inaugura uma nova fase de concorrência no setor. Com limites técnicos mais rígidos, a regulamentação desloca a disputa entre fabricantes para a chamada inteligência embarcada — conjunto de sistemas digitais integrados ao veículo, responsáveis por funções como conectividade, segurança e controle eletrônico. A nova norma encerra a comercialização de modelos enquadrados no padrão anterior e estabelece a velocidade máxima de 25 km/h. Ao atingir esse limite, o sistema deve interromper automaticamente a assistência do motor, sem acionar os freios. A regulamentação também limita a 5,5% a proporção de componentes plásticos em relação ao peso total do veículo. O objetivo é reforçar o uso das bicicletas elétricas em deslocamentos urbanos curtos e coibir modificações ilegais. Ajuste inicial do mercado No primeiro mês após a implementação da norma, o mercado registrou instabilidade. O aumento dos requisitos técnicos elevou os custos de produção, pressionou os preços finais e levou parte dos consumidores a adiar a compra. Ao mesmo tempo, usuários acostumados a modelos mais rápidos demonstraram preocupação com as novas limitações de velocidade e peso. Dados da All View Cloud mostram que o mercado manteve crescimento ao longo de 2025, com 32,325 milhões de unidades vendidas no primeiro semestre, alta de 29,5% na comparação anual. No entanto, em novembro, mês anterior à entrada em vigor da nova norma, as vendas internas caíram 28,7%, para 2,21 milhões de unidades. Reclamações pontuais de consumidores circularam nas redes sociais, envolvendo assentos metálicos, ausência de banco traseiro e receio de frenagem ao atingir 25 km/h. Fabricantes e entidades do setor afirmaram que os casos não representam o padrão da indústria. Segundo a Associação Chinesa de Bicicletas, mais de 70% dos modelos compatíveis com a nova norma já oferecem assento traseiro adequado, e o corte de assistência não provoca frenagem brusca. Inteligência vira eixo da concorrência Com velocidade e potência padronizadas, a competição no setor migrou do desempenho para a inteligência embarcada. Conectividade, segurança digital e experiência do usuário passaram a definir a diferenciação entre marcas. A Ninebot lidera esse movimento. Em agosto de 2025, lançou o sistema operacional NimbleOS, que integra motor, bateria e sensores. A empresa informou vendas superiores a 9 milhões de unidades em 2025, com crescimento de 35% na receita e 28% no lucro líquido, impulsionados por produtos inteligentes. Outras fabricantes aceleraram a digitalização. A NIU equipou toda a sua linha com telas inteligentes e monitoramento remoto, enquanto marcas tradicionais como Yadea e AIMA passaram a oferecer sistemas de conectividade e diagnóstico em todos os modelos. Fonte: tmtpost.com
30 de agosto de 2024
Para diminuir os riscos e aumentar a segurança relacionada a bikes elétricas, o Ministério do Comércio da China e outros quatro departamentos do país emitiram recentemente um plano para promover a troca de bicicletas elétricas usadas por novas. De acordo com o plano, as localidades devem coordenar o uso de fundos e oferecer subsídios aos consumidores que entregarem suas bicicletas elétricas antigas registradas em seu nome e adquirirem novas bikes elétricas. Quem entregar bicicletas elétricas antigas com baterias de íon de lítio e comprar bicicletas elétricas com baterias de chumbo-ácido, poderá ter maior subsídio. Os consumidores são incentivados a comprar novas bicicletas elétricas que atendam aos requisitos das “Condições Normativas da Indústria de Bicicletas Elétricas”. Cada localidade deve elaborar seu próprio plano de implementação da troca de bicicletas elétricas, determinando de forma independente os valores de apoio, métodos e data de início do plano. O plano propõe apoiar vendedores de bicicletas elétricas a colaborarem com fabricantes e empresas de reciclagem para realizar a troca de bicicletas, oferecendo descontos adicionais aos consumidores. Os governos locais podem, de acordo com a situação real de sua região, utilizar fundos fiscais locais para subsidiar os consumidores que entregarem bicicletas elétricas e baterias com alto risco de segurança. O plano enfatiza a necessidade de aumentar a capacidade de fornecimento de produtos de alta qualidade em bicicletas elétricas. Os fabricantes devem organizar a produção de acordo com os padrões nacionais obrigatórios e os requisitos de certificação de produtos obrigatórios, garantindo o nível de qualidade dos produtos. Em relação à supervisão das vendas de bicicletas elétricas, o plano estabelece que as empresas que comercializam devem implementar um sistema de verificação e aceitação de compras. Se forem identificados defeitos, os produtores devem ser legalmente obrigados a realizar recalls. A venda de bicicletas elétricas que não tenham passado pela certificação obrigatória de produtos ou que não atendam aos padrões nacionais será severamente punida. A supervisão das plataformas de comércio eletrônico será reforçada, sendo proibida a venda de bicicletas elétricas e outros produtos que não tenham sido legalmente certificados; nas páginas de venda de produtos relacionados a bicicletas elétricas, deve ser claramente indicado que “modificações ilegais são proibidas”. Fonte: news.cn