8 de fevereiro de 2024
As ações da Alibaba Group Holding sofreram um forte impacto após o anúncio de uma significativa redução de 77% no lucro líquido durante o último trimestre de dezembro. O gigante chinês do comércio eletrônico registrou um lucro líquido de apenas 10,7 bilhões de yuans (US$ 1,5 bilhão) em comparação com os 35 bilhões de yuans no mesmo período do ano anterior. Esta drástica queda é atribuída principalmente a mudanças no valor justo de investimentos em ações e a uma diminuição na receita operacional devido a impairment, conforme detalhado no recente relatório de ganhos da empresa, com sede em Hangzhou. O CEO Eddie Wu enfatizou a necessidade de redobrar esforços. "Entregamos um trimestre sólido enquanto executamos nossas estratégias focadas em toda a organização. Nossa principal prioridade é reacender o crescimento de nossos negócios principais, comércio eletrônico e computação em nuvem”, disse. Apesar do revés no lucro líquido, a receita da Alibaba viu um aumento de 5%, atingindo 260,3 bilhões de yuans (US$ 36,7 bilhões) no último trimestre de dezembro em comparação com o mesmo período do ano anterior. A receita do Taobao e do Tmall Group, pilares fundamentais da empresa, cresceu 2%, totalizando 129,1 bilhões de yuans. O volume bruto de mercadorias online registrou um crescimento saudável, impulsionado pelo aumento significativo no número de compradores e no volume de pedidos, embora tenha sido parcialmente compensado por uma diminuição no valor médio do pedido. Setores-chave, como o Alibaba International Digital Commerce Group e o Alibaba's Digital Media and Entertainment Group, também registraram aumentos na receita, com destaque para um crescimento de 44% e 18%, respectivamente. Além disso, a empresa anunciou uma extensão em seu plano de recompra de ações, acrescentando US$ 25 bilhões para um total de US$ 65 bilhões, com o prazo estendido até março de 2027. Esta estratégia visa impulsionar a confiança dos investidores, com US$ 35,3 bilhões reservados para recomprar ações nos próximos três anos fiscais. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: etnet Imagem principal: Wang Dingchang/Xinhua
11 de julho de 2023
As cafeterias enfrentam uma concorrência acirrada na China, com a abertura de novas lojas e o lançamento de produtos. De acordo com dados da Canyan Data, empresa de pesquisa do setor de alimentos, o número de cafeterias na China atingiu 148.000, equivalente a 10,5 estabelecimentos para cada 100 mil pessoas. No último ano, foram inauguradas 53 mil novas lojas, o que representa um aumento líquido de 19.500. O mercado de café na China apresenta um enorme potencial de crescimento. Segundo um relatório divulgado pela AliResearch, braço de pesquisa do Alibaba Group Holding , estima-se que o mercado ultrapasse 1 trilhão de CNY (138,5 bilhões de dólares) até 2025, em comparação com os 381,7 bilhões de CNY (53 bilhões de dólares) registrados em 2021. A Starbucks China pretende ter 9.000 pontos de venda no país e aumentar sua equipe para mais de 90 mil funcionários até 2025, conforme afirmou recentemente Laxman Narasimhan, CEO global da rede americana, em entrevista ao Yicai Global. A Luckin Coffee da China já possui mais de 10 mil lojas, em comparação com as 8.214 do final do ano passado, graças à introdução de franquias secundárias. De acordo com o gerente de uma cafeteria local da Cotti Coffee, o custo de abrir uma loja franqueada em Pequim varia de 500.000 a 700.000 yuans (US$69.250 a US$ 96.950), valor superior ao de outras cidades. A Cotti Coffee, fundada pelo mesmo fundador da Luckin, abriu sua primeira cafeteria em outubro passado e já conta com 4 mil unidades. À medida que o número de cafeterias aumenta, a proximidade entre elas também cresce. Por exemplo, a Starbucks e a Luckin abriram cada uma uma cafeteria no edifício-sede da marca chinesa Manner Coffee. Segundo uma fonte do setor, anteriormente as grandes redes de café evitavam abrir lojas muito próximas umas das outras. No entanto, atualmente, todos, incluindo marcas internacionais, estão abrindo lojas independentemente da localização, buscando conquistar a maior fatia possível do mercado. Além da abertura acelerada de estabelecimentos, as cadeias de café têm recorrido a promoções, incluindo cortes de preços e o lançamento de novos produtos, como latte de durian e café de abacate. A Starbucks, que inicialmente evitava competir diretamente com marcas emergentes, intensificou seus esforços para lançar novos produtos. No entanto, muitas empresas de café não possuem equipes de pesquisa e desenvolvimento, dependendo, assim, de fornecedores e prestadores de serviços operacionais para criar novos produtos. Como esses terceiros visam promover suas próprias matérias-primas, muitas novas entradas no mercado não têm sido muito bem-sucedidas em termos de sabor do produto. Guerra de Preços As marcas emergentes de café têm adotado principalmente a estratégia de preços promocionais. Desde fevereiro, a Cotti reduziu o preço de todos os produtos para 9,90 yuans (1,37 dólares) por xícara e, em maio, esse valor foi reduzido ainda mais para 8,80 CNY. No último mês, a empresa ofereceu cafés a apenas 1 yuan para novos clientes. Essa guerra de preços tem afetado seriamente a líder do setor, a Starbucks, conforme apontou Luo Xianliang, vice-presidente da empresa de consultoria Ries China. Por um lado, a Starbucks pode perder espaço nas cidades menores devido a preços mais altos do que os concorrentes, mas, por outro, pode comprometer sua posição de alto nível se os novos produtos forem de qualidade inferior. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Sina Imagem principal: Fahmi Fakhrudin/ Unsplash
20 de março de 2023
A China está entre os três primeiros lugares no ranking de aplicativos de comércio eletrônico mais baixados na Espanha, segundo a plataforma de informações, data.ai. Entre eles, Miravia e AliExpress, os dois maiores negócios estrangeiros da Alibaba , são o primeiro e o terceiro, respectivamente, de acordo com uma matéria do DoNews. A lista de downloads do aplicativo de comércio eletrônico espanhol mostra que o app Miravia superou a Shein em volume de downloads e se tornou o aplicativo de compras mais popular na Espanha. Em dezembro do ano passado, a nova plataforma de comércio eletrônico espanhola da Alibaba Group Holding Limited, Miravia, foi oficialmente lançada, focando nas operações de localização da empresa no mercado europeu e se posicionando como um mercado de comércio eletrônico europeu de alto nível. Mais de um mês após seu lançamento, alguns funcionários internos revelaram que o número de usuários ativos diariamente, o número de pedidos e o volume de negócios na plataforma Miravia, excederam as expectativas do mercado. [caption id="attachment_16352" align="alignnone" width="842"] Imagem: data.ai[/caption] A Miravia, a AliExpress também apareceu no topo da lista de aplicativos de compras mais baixados pelos espanhóis. Em março deste ano, a AliExpress lançou o Canal Choice no exterior, e anunciou que aumentaria os investimentos no exterior na Espanha, na Coréia do Sul e em outros países. Atualmente, na Coréia do Sul, Espanha e outros países , o volume de downloads do AliExpress subiu para os três primeiros. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: DSB Imagem principal: Divulgação/ AliExpress