31 de março de 2025
Os quatro maiores bancos comerciais estatais da China anunciaram, em 30 de março, a captação de 520 bilhões de yuans (US$72,5 bilhões) por meio da emissão de ações A para investidores específicos. O Banco da China, o China Construction Bank, o Banco de Comunicações e o Banco Postal de Poupança da China divulgaram a operação em comunicados às bolsas de Xangai e Hong Kong . O Banco da China pretende captar 165 bilhões de yuans, enquanto o China Construction Bank busca levantar 105 bilhões de yuans. O Banco de Comunicações e o Banco Postal de Poupança da China planejam arrecadar 120 bilhões e 130 bilhões de yuans, respectivamente. Os recursos, descontados os custos da emissão, serão utilizados para reforçar o capital de nível 1 dessas instituições. O movimento ocorre após a aprovação do Congresso Nacional do Povo para a emissão de 500 bilhões de yuans em títulos especiais do governo voltados à recapitalização dos bancos estatais. O Ministério das Finanças da China (MOF) participará da captação, com uma subscrição total de até 500 bilhões de yuans. Os bancos afirmam que o reforço de capital promovido pelo MOF faz parte da estratégia do governo para fortalecer a estabilidade financeira e apoiar o crescimento dessas instituições. Em 2023, os quatro bancos registraram um lucro líquido acumulado de cerca de 750 bilhões de yuans. Em nota, o China Construction Bank afirmou que o investimento do MOF permitirá otimizar a alocação do capital estatal, ampliar a eficiência das políticas fiscais e fortalecer a implementação de estratégias nacionais. A instituição também destacou que a medida pode impulsionar a recuperação econômica e melhorar a contribuição dos bancos para o desenvolvimento do país. O Ministério das Finanças afirmou que os bancos estatais mantêm operações estáveis, com qualidade de ativos e provisões dentro dos parâmetros previstos. A pasta destacou que a medida reforçará a capacidade operacional das instituições, garantindo retornos sustentáveis para investidores e maior eficiência no suporte à economia real. Analistas do setor avaliam que a recapitalização fortalecerá a base de capital dos bancos e permitirá uma melhor gestão de riscos. O aumento da resiliência financeira deve ampliar a capacidade dessas instituições de atender a demanda do mercado e contribuir para a estabilidade do sistema financeiro. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Diário do Povo
24 de setembro de 2024
As ações da Miniso caíram bruscamente nesta terça-feira (24) após a varejista chinesa anunciar um investimento de 6,3 bilhões de yuans (US$ 893 milhões) para adquirir uma participação majoritária na rede de supermercados Yonghui Supermarket, tornando-se sua principal acionista. Na bolsa de Hong Kong, as ações da Miniso [HKG: 9896] registraram uma queda de 28,1%, sendo negociadas a HK$ 23,65 (US$ 3,04) às 10h35. Enquanto isso, os papéis da Yonghui Supermarket [SHA: 601933] atingiram o limite diário de alta de 10%, sendo cotados a 2,48 yuans (US$ 0,35) na bolsa de Xangai. A Miniso adquiriu 21,1% das ações da Yonghui pertencentes ao grupo de varejo DFI Retail Group, além de mais 8,3% das mãos da gigante do comércio eletrônico JD.com . A transação deve ajudar a Miniso a expandir sua presença no varejo físico, de acordo com o comunicado da empresa. Após a conclusão do acordo, as duas companhias planejam desenvolver em conjunto produtos de marca própria com maior qualidade e preços mais competitivos, o que, segundo a Miniso, poderá reforçar sua diferenciação no mercado. Embora ambas as empresas atuem no setor de varejo, um analista de mercado entrevistado pelo portal Yicai destacou que os focos são distintos: enquanto a Miniso trabalha com produtos de consumo acessíveis, a Yonghui é especializada em grandes redes de supermercados. "Uma fusão completa parece improvável, com cada empresa mantendo suas marcas independentes", observou o especialista. Com sede em Fuzhou, a Yonghui Supermarket opera uma vasta rede com mais de 850 lojas em 25 províncias da China. Segundo a Miniso, a estrutura da cadeia de suprimentos da Yonghui pode melhorar ainda mais as economias de escala e otimizar a estrutura de custos por meio da nova parceria. A aquisição ocorre em um momento de pressão financeira para a Yonghui. Com o consumo enfraquecido, a rede de supermercados viu seu lucro líquido cair 26% no primeiro semestre de 2024, totalizando 275 milhões de yuans (US$ 38,9 milhões). A receita operacional também sofreu retração de 10%, fechando o período em 37,8 bilhões de yuans (US$ 5,4 bilhões). Especialistas apontam que a compra faz parte da estratégia da Miniso para expandir seu portfólio de negócios e consolidar sua presença no mercado chinês por meio de aquisições, enquanto a Yonghui busca novos investidores para aliviar suas dificuldades financeiras. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global
27 de maio de 2024
Em 27 de maio, as ações do Lenovo Group subiram 8,86%, fechando a HK$ 12,04 por ação, atingindo um novo recorde nos últimos anos. Durante o pregão, as ações da Lenovo ainda atingiram um pico de HK$ 12,26 por ação. Na semana passada, após a Lenovo Group anunciar os resultados anuais do ano fiscal 23/24 e do quarto trimestre, o presidente e CEO do Lenovo Group, Yang Yuanqing, disse que “o período mais difícil da indústria de TI já passou” e afirmou, em carta aos stakeholders da cadeia de suprimentos, que a inteligência artificial trouxe oportunidades de desenvolvimento sem precedentes para a indústria. A Lenovo propôs anteriormente “All for AI” (Tudo para IA), que se refere não apenas à oportunidade de produtos na IA, mas também à aplicação de tecnologias de IA na operação da cadeia de suprimentos. Xu He, diretor-chefe de transformação global da cadeia de suprimentos do Lenovo Group e CEO da LESHINES, disse ao portal chinês Yicai que a IA pode melhorar a eficiência operacional da cadeia de suprimentos e que a inteligência artificial também entrará nos processos de produção e distribuição no futuro. Oportunidades trazidas pela IA, ao mesmo tempo, a cadeia de suprimentos também enfrenta flutuações. Na produção, a falta de processadores de IA anteriormente afetou as remessas de alguns fabricantes. Na operação da cadeia de suprimentos, ainda existem alguns desafios para que a IA seja implementada com sucesso na operação da cadeia de suprimentos. Implantação da IA na cadeia de suprimentos “A oportunidade da IA deve ser infinita, (as empresas) não podem ser lentas, primeiro devemos utilizar bem a IA, tornar-nos a empresa mais inteligente, prever melhor a demanda, alinhar a oferta e demanda, tornando a produção mais eficiente, a inspeção de qualidade e o transporte mais eficiente. Isso é o que temos de fazer, depois de concluído, podemos servir as empresas de manufatura”, disse Yang Yuanqing à imprensa, incluindo o Yicai, na conferência de mídia. A flexibilidade da cadeia de suprimentos é uma das razões para a inovação sustentável da Lenovo, quando tem mais ofertas, vende mais, a conexão ascendente e descendente está relacionada à previsão inteligente da demanda. A cadeia de suprimentos global da Lenovo abrange as áreas de PC, servidores e telefones celulares, com mais de 4.000 fornecedores principais e de terceiro e quarto níveis combinados, e mais de 30 bases de fabricação globalmente. Na recente conferência global de fornecedores do Lenovo Group, Du Zhemin, vice-presidente sênior e diretor de operações do grupo Lenovo, apresentou que antes desse boom da IA, o Lenovo Group já havia integrado a IA em suas operações globais de cadeia de suprimentos, e a torre de controle inteligente da cadeia de suprimentos global impulsionada pela IA (SCI) pode reduzir o tempo de tomada de decisão em quase 60%. “O Grupo Lenovo trouxe os 400 fornecedores mais importantes para a plataforma digital de colaboração, realizando resumo, compartilhamento e refino de informações por meio de APIs (interfaces de programação), análise de big data e tecnologia de mineração de dados de IA, reduzindo as flutuações e os efeitos de cauda da vaca na gestão da cadeia de suprimentos,” disse Xu He. Fonte: yicai.com Imagem principal: Li Bo/Xinhua
26 de abril de 2024
Após três trimestres consecutivos de perdas, os fundos mútuos chineses voltaram a registrar lucro no primeiro trimestre de 2024. A recuperação foi impulsionada pelo aumento dos preços das ações e pelo crescente interesse dos investidores em fundos negociados em bolsa (ETFs). De acordo com o provedor de dados financeiros Wind, entre janeiro e março, os 11.560 fundos mútuos acessíveis a investidores de varejo na China tiveram um lucro líquido combinado de 22,3 bilhões de yuans (US$ 3,1 bilhões). Esse resultado positivo ocorre após uma perda líquida cumulativa de 1,9 trilhão de yuans (US$ 262,2 bilhões) ao longo dos últimos dois anos. Os produtos de renda fixa foram os principais responsáveis pelos ganhos. Os fundos de títulos tiveram um lucro de 91,7 bilhões de yuans no primeiro trimestre, enquanto os fundos do mercado monetário, que investem em instrumentos de dívida de curto prazo e equivalentes em dinheiro, ganharam 63,2 bilhões de yuans. Entretanto, fundos focados exclusivamente em ações e fundos híbridos, que misturam ações e títulos, registraram perdas de 49,8 bilhões de yuans e 87,1 bilhões de yuans, respectivamente. Apesar das perdas, houve uma redução em relação aos três trimestres anteriores. A recuperação dos fundos de ações foi impulsionada pelo forte desempenho das ações no mercado chinês em fevereiro. O Índice Composto da Bolsa de Valores de Xangai subiu 8% naquele mês, após uma queda de 6% em janeiro. Hoje, o índice fechou com alta de 1,2%, acumulando um crescimento de 3,8% desde o início do ano. Os ETFs ganharam popularidade entre os investidores chineses. No primeiro trimestre, seis ETFs listados no mercado chinês cresceram mais de 30 bilhões de yuans (US$ 4,1 bilhões). O ETF CSI 300, gerido pela E Fund Management, liderou com um aumento de 87,3 bilhões de yuans. Com o crescimento dos ETFs, o valor total dos produtos de fundos mútuos na China chegou a 29,2 trilhões de yuans em 31 de março, um aumento de 9,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Agora, a China conta com seis empresas de fundos públicos com mais de 1 trilhão de yuan em ativos sob gestão: E Fund, China Asset Management, GF Fund Management, China Southern Fund Management, Tianhong Asset Management e Bosera Asset Management. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Yicai Global Imagem principal: Bigc Studio/ Adobe Stock
3 de abril de 2024
Na noite de 2 de abril, o Grupo Alibaba anunciou que, até o final do ano fiscal de 2024, em 31 de março, comprou um total de 1,249 bilhão de ações ordinárias por US$ 12,5 bilhões (equivalente a 156 milhões de Ações Depositárias Americanas). De acordo com o anúncio, a recompra foi realizada de acordo com o plano de recompra de ações, realizado nos mercados dos Estados Unidos e de Hong Kong. Até o final do ano fiscal de 2024 em 31 de março, a Alibaba reduziu 1,057 bilhão de ações ordinárias por meio do plano de recompra de ações, resultando em uma redução líquida de 5,1% (após a emissão de ações no âmbito do plano de incentivo de ações). Em 7 de fevereiro, quando o relatório financeiro do terceiro trimestre do ano fiscal de 2024 foi divulgado, a Alibaba anunciou um novo plano de recompra de ações, aprovado pelo conselho de administração, aumentando o plano de recompra de ações em US$ 25 bilhões, com validade até o final de março de 2027. Nos próximos três anos fiscais, ainda há um limite de recompra de ações de US$ 35,3 bilhões. Em maio de 2019, a Alibaba anunciou a recompra de ações no valor de US$ 6 bilhões. Em dezembro de 2020, a Alibaba aumentou o total do plano de recompra de ações de US$ 6 bilhões para US$ 10 bilhões. Em agosto de 2021, o plano de recompra de ações subiu de US$ 10 bilhões para US$ 15 bilhões. Em março de 2022, a Alibaba anunciou a expansão contínua da recompra de ações, aumentando o tamanho do plano de recompra de ações para US$ 25 bilhões. Em novembro de 2022, a empresa anunciou um aumento adicional de US$ 15 bilhões no plano de recompra de ações, expandindo o total de recompra para US$ 40 bilhões. Atualmente, o total do plano de recompra da Alibaba subiu para US$ 65 bilhões. Anteriormente, a Alibaba divulgou que, durante o ano natural de 2023, comprou um total de 897,9 milhões de ações ordinárias por um total de US$ 9,5 bilhões (equivalente a 112,2 milhões de Ações Depositárias Americanas). Durante o ano natural de 2023, considerando as ações emitidas no âmbito do plano de participação dos funcionários, o plano de recompra de ações da Alibaba resultou em uma redução líquida de 3,3% nas ações em circulação. Fonte: yicai.com Imagem principal: Xinhua
3 de julho de 2023
Uma pesquisa realizada pelo Banco Popular da China , o banco central do país, revelou que os residentes urbanos da China estão mais dispostos a aumentar o consumo no segundo trimestre de 2023 em comparação com o trimestre anterior. As informações foram publicadas pela agência de notícias chinesa, Xinhua News. Segundo a pesquisa, dos 20.000 depositantes de bancos urbanos entrevistados em 50 cidades da China, 24,5% expressaram sua vontade de aumentar o consumo no segundo trimestre, 1,2 pontos porcentuais a mais que no trimestre anterior. Educação, assistência médica e turismo são os três principais itens que os residentes urbanos pretendem gastar mais dinheiro no terceiro trimestre de 2023, segundo o levantamento. Os residentes que depositam mais poupança representam quase 58% do total, 0,1 ponto percentual a mais do que no trimestre anterior. A proporção de entrevistados que estão mais dispostos a investir ficou em 17,5%, uma queda de 1,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Produtos financeiros de bancos , corretoras e seguradoras encabeçaram a lista de opções de investimento preferidas pelos entrevistados, seguidos por fundos fiduciários e ações, de acordo com a pesquisa. Fonte: Xinhua News Imagem principal: Yang Guanyu/ Xinhua
10 de janeiro de 2023
Matéria publicada originalmente no dia 05 de agosto de 2022 O grupo Softbank, liderado pelo bilionário fundador Masayoshi Son, vendeu cerca de um terço de sua participação na Alibaba este ano através de contratos a termo pré-pagos (derivativos), de acordo com o Financial Times. Os contratos são um tipo de derivativo ao qual o SoftBank tem se voltado cada vez mais para captar dinheiro, mantendo a possibilidade de continuar a deter ações. O SoftBank já vendeu mais da metade de suas participações no Alibaba através dessas vendas a termo. Isso poderia reduzir sua participação no gigante chinês do comércio eletrônico abaixo do limite para manter sua sede no conselho de administração e impedir o grupo japonês de reconhecer sua participação na receita da Alibaba em suas demonstrações financeiras. Se o SoftBank optar por não comprar de volta as ações do Alibaba, isso marcaria o fim de uma era. O Son construiu sua fortuna com base na liderança de uma rodada de financiamento de US$ 20 milhões para o início do comércio eletrônico de Jack Ma há mais de duas décadas, gerando um enorme retorno sobre o investimento. As vendas a prazo de 213 milhões de ações do Alibaba este ano foram realizadas com bancos como Goldman Sachs, Mizuho Bank e UBS Group AG, e na maioria dos casos atrasaram a entrega final das ações por dois anos, de acordo com os arquivamentos vistos pelo Financial Times. O grupo japonês mantém os direitos de voto das ações até o vencimento e tem a opção de liquidar os contratos com dinheiro em vez de ações. Algumas das transações estabelecem preços mínimos ou máximos de ações para liquidar as transações. Desde outubro, o SoftBank já entregou mais de 40 milhões de ações do Alibaba para liquidar as transações realizadas em períodos anteriores, reduzindo sua participação na empresa de 24,8% para 23,9% em meados de julho. O ritmo recorde de vendas a termo este ano, envolvendo mais ações do que nos três anos anteriores combinados, significa que o SoftBank pode ter alavancado mais de 80% de sua participação na Alibaba nas transações de derivativos ou a penhora de ações como garantia para empréstimos marginais, de acordo com as estimativas do Financial Times. O SoftBank tinha prometido separadamente 164 milhões de ações do Alibaba como garantia de US$ 6 bilhões de empréstimos no final de março. O grupo foi forçado a reembolsar bilhões de dólares em empréstimos garantidos pelo bloco de ações, como mostra o preço das ações do Alibaba nos últimos dois anos, os arquivos. "O Alibaba é seu único ativo líquido, eles não têm nenhum outro ativo líquido grande", disse Atul Goyal, um analista da Jefferies. "Eles já venderam a SoftBank Corp, que é uma subsidiária, abaixode 40%, portanto qualquer corte adicional irá removê-lo como subsidiária". O SoftBank enfatizou que manteve o direito de comprar de volta as ações do Alibaba, mas acrescentou que as transações permitiram ao grupo "levantar capital antecipadamente" enquanto "se protegia contra a queda das ações". O SoftBank se esforçou para levantar dinheiro este ano, pois dezenas de seus investimentos do SoftBank Vision Fund caíram em meio a uma venda mais ampla de ações de tecnologia. Son prometeu aos investidores que jogaria "defesa" em maio depois de revelar uma perda de investimento de US$27 bilhões para o SoftBank Vision Fund durante o ano comercial anterior. A venda da Alibaba é parte do esforço do SoftBank para diversificar suas participações, com o grupo chinês representando apenas 23% de seu valor total no final de março, contra 60% em 2020. Durante este período, o SoftBank captou US$ 30 bilhões das vendas a prazo da Alibaba, colocando a expansão de sua carteira em cima da engenharia financeira complexa. Um pedaço do dinheiro colhido foi canalizado para o segundo Fundo de Visão do grupo, que não conseguiu atrair dinheiro de fora. O fundo tinha investido 48 bilhões de dólares em 250 empresas até o final de março. O Softbank também disse que a empresa cortou novos investimentos e se concentrou em "aumentar a posição de caixa neste ambiente de mercado incerto". Fonte: The Paper
31 de outubro de 2022
A gigante marítima chinesa Cosco Shipping Holdings anunciou planos de investir 19,7 bilhões de yuans (US$ 2,7 bilhões) para aumentar sua participação em dois grandes portos chineses e US$ 2,9 bilhões para adquirir novos navios. A Cosco Shipping vai investir 18,9 bilhões de yuans para aumentar sua participação no Shanghai International Port Group para 15,55% de 0,62% e 779 milhões de yuans (US$ 107 milhões) para comprar 3,24% do porto de Guangzhou para aumentar sua participação para 6,5%, disse a empresa sediada em Pequim em 28 de outubro. O vendedor é a Cosco Shipping Group, sua empresa controladora. O Porto Internacional de Xangai é um dos principais operadores portuários chineses que administra o Porto de Xangai, o maior do mundo em termos de movimentação de contêineres. O Porto de Guangzhou é um dos maiores centros abrangentes e portos de troncos de contêineres do sul da China, com a carga e a movimentação de contêineres no topo do ranking mundial. As aquisições ajudarão a aprofundar a parceria estratégica da Cosco Shipping com os dois operadores portuários e promoverão sua participação no desenvolvimento da infraestrutura de transporte marítimo digital, observou a Cosco Shipping. Porto de Hamburgo A mudança vem logo depois que o Cosco Shipping Group obteve a aprovação do governo alemão em 26 de outubro para seu plano de participação na empresa que administra o Porto de Hamburgo, o maior do país europeu. Em uma tentativa de fortalecer a posição de liderança da empresa na indústria naval, a Cosco Shipping Holdings também anunciou em 28 de outubro que várias de suas unidades encomendaram 12 navios porta-contêineres de metanol de duplo combustível com capacidade de 24 mil TEUs por cerca de US$ 239,9 milhões cada, com entrega programada para o terceiro trimestre de 2026 até o terceiro trimestre de 2028. Duas joint ventures entre a Kawasaki Heavy Industries do Japão e a Cosco Shipping Group nas cidades chinesas de Nantong e Dalian construirão os navios, de modo que o negócio foi uma transação entre partes relacionadas, acrescentou a empresa. Ações As notícias sobre o aumento da participação e a expansão da frota não conseguiram aumentar as ações das três partes hoje, em parte porque o relatório de ganhos da Cosco Shipping Holdings divulgado em 28 de outubro mostrou um abrandamento do crescimento no terceiro trimestre. Os ganhos continuaram a crescer graças a um boom global de mais de dois anos na navegação, permitindo sua onda de gastos, mas a um ritmo mais lento. As ações da Cosco Shipping Holdings [SHA: 601919] fecharam 0,2% mais baixas nos 11,23 de yuans (US$ 1,54) cada. O Porto Internacional de Xangai [SHA: 600018] subiu 0,4% para 5,17 de yuans (US$ 0,71), enquanto o Porto de Guangzhou [SHA: 601228] encerrou em baixa de 2% nos 3,02 de yuans. O mercado mais amplo de Xangai caiu 0,7%. O lucro líquido do terceiro trimestre na Cosco Shipping Holdings aumentou 6,4% em relação ao ano anterior para o 32,5 bilhões de yuans, com um ganho de 15% na receita para o 105,8 bilhões de yuans (US$ 14,6 bilhões), de acordo com seu relatório financeiro. Nos nove meses encerrados em 30 de setembro, a receita e o lucro líquido subiram 37% e 44% em relação ao ano anterior, diminuindo de 51% a 74% no primeiro semestre. A receita das linhas de contêineres da empresa totalizou 297,7 bilhões de yuans no terceiro trimestre, um aumento de mais de 38%, enquanto a das linhas internacionais subiu 48% para 2.876 por unidade equivalente a vinte pés. Fonte: YICAI
5 de outubro de 2022
O gigante automotivo chinês Zhejiang Geely Holding Group informou recentemente que investiu no fabricante britânico de carros de luxo Aston Martin Lagonda, adquirindo 7,6% das ações ordinárias da empresa, o que o torna o quinto maior acionista. A Empresa chinesa torna-se a 5ª maior acionista da montadora britânica de automóveis de luxo. A Geely é proprietária da marca britânica de carros de luxo Lotus, e pretende expandir ainda mais seus negócios no setor de carros de luxo através da cooperação com a Aston Martin. A montadora chinesa não divulgou o valor da aquisição. Daniel Li, CEO do Geely Holding Group, disse que eles "acreditam que com nosso histórico bem estabelecido e nossas ofertas de tecnologia, a Geely Holding pode contribuir para o sucesso futuro da Aston Martin". "Estamos ansiosos para explorar oportunidades potenciais de engajamento e colaboração com a Aston Martin enquanto ela continua a executar sua estratégia para alcançar crescimento sustentável a longo prazo e aumento da lucratividade", disse Daniel Donghui Li, diretor executivo da Zhejiang Geely, em uma declaração. Aston Martin é conhecida como a marca de carros conduzida por James Bond nos filmes 007. Seu volume de vendas para 2021 foi de cerca de 6.000 unidades. A marca britânica de luxo, na qual a Mercedes-Benz também investiu, visa utilizar a tecnologia da Geely para acelerar o desenvolvimento de veículos elétricos e tecnologia de auto-acionamento. A Geely vendeu mais de 2,2 milhões de unidades em todo o mundo em 2021. Começando com a aquisição da marca sueca de carros de luxo Volvo Cars da Ford Motor em 2010, a montadora chinesa se concentrou em fusões e aquisições. Quando assumiu uma participação na Proton Holdings da Malásia em 2017, também adquiriu a Lotus do Reino Unido, que era de propriedade da Proton. A Geely começou a focar no negócio de carros de luxo. A montadora estabeleceu uma nova marca EV, a Polestar, em conjunto com a Volvo , com o objetivo de contrariar a Tesla dos EUA. A marca vendeu quase 30.000 unidades em 2021, com foco nas vendas nos mercados europeu e americano. Um pouco de dispêndio Em maio, a Geely investiu US$ 207 milhões para obter uma participação de 34% na Renault Coréia. Embora a mudança tenha ajudado ambas as partes - a Aston também se beneficia do investimento da Geely, pois certamente poderia usar mais capital ao enfrentar um empurrão na eletrificação - a mudança de Geely para obter uma parte da Renault Korea foi projetada para dar à empresa uma plataforma de lançamento para produzir veículos que ela possa vender nos Estados Unidos. As duas empresas anunciaram em janeiro que planejam desenvolver um modelo híbrido, com a Renault fornecendo o projeto. A Renault Coréia se encarregará do desenvolvimento tecnológico, e a Geely fornecerá o sistema híbrido e a plataforma para veículos compactos Arquitetura Modular Compacta (CMA, sigla em inglês). Fonte: Jiemian.com
13 de maio de 2022
O desenvolvimento econômico e ambiente ecológico gerais da China melhoraram muito ao longo da última década, disseram autoridades chinesas em uma coletiva de imprensa organizada pelo Departamento Central de Propaganda do Partido Comunista Chinês (PCC) nesta quinta-feira, 12 de maio, reiterando que o país viu um aumento substancial de desenvolvimento da economia verde, aliada a robustez econômica, assim como a abertura de sua economia, entre outras conquistas. A solidez geral da economia chinesa se manteve em crescimento constante, tornando o país o principal motor do crescimento mundial na última década. Em 2021, com um PIB de 114 trilhões de yuans, a China representou 18% da economia global, ante uma representação de apenas 11,4% em 2012. Já, o PIB per capita da China ficou em US$ 12.500, um patamar próximo ao que já pode ser considerado como um país desenvolvido e de renda alta, de acordo com as definições do Banco Mundial. Nos últimos anos, a China tem contribuído com cerca de 30% do crescimento global, tornando-se um dos pilares do desenvolvimento econômico global. Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), da China passaram de 1,91% para 2,44% do PIB ao longo desta última década. Melhorando a classificação do país no Índice de Inovação Global (GII, na sigla em inglês para Global Innovation Index ) de 34º para 12º colocado, com a ajuda de grandes avanços como, por exemplo, nas conquistas com os voos espaciais tripulados e na exploração de Marte. No mesmo período, as emissões de CO2 por unidade de PIB da China caíram 34% e a capacidade total instalada para a geração de energia eólica e fotovoltaica, assim como da produção e vendas de veículos de nova energia atingiram patamares que levaram a China à liderança mundial. O comércio exterior também se desenvolveu de forma constante e rápida na década, linkado a uma grande abertura à economia mundial. A participação da China nas exportações de mercadorias para o mundo cresceu de 11% para 15%. Um total de nove acordos de livre comércio foram assinados e 21 zonas de livre comércio foram construídas, criando áreas de testes para maior integração à economia mundial. Atualização sobre a Covid-19 De acordo com uma decisão tomada na reunião executiva do Conselho de Estado na quarta-feira passada, a China irá adotar políticas fiscais e monetárias priorizando a criação de empregos, de tal forma a manter uma estabilidade do desempenho econômico à medida em que há impactos maiores do que esperado por novos casos de Covid-19, que afetam a dinâmica e ambiente internacional e trouxeram pressões à economia chinesa em abril. Restituições e isenções fiscais, diferimento de pagamento de seguros sociais, reduções nos custos de financiamento, entre outras medidas, devem vigorar com foco na manutenção da estabilidade do mercado, dos empregos e folha de pagamentos, de forma a garantir a subsistência básica das pessoas e estimular a continuidade do consumo interno. Na reunião, também foi decidida a flexibilização na mobilização de ativos, para ampliar canais para investimentos privados e incentivar a expansão de investimentos. Beijing lançou novas medidas para reforçar a triagem do vírus à medida em que a cidade corre para conter um novo surto. Iniciando nesta quinta-feira, os cidadãos precisarão fornecer resultados negativos de testes PCR, realizados dentro de um intervalo de 48 horas para poder entrar em locais públicos em toda a cidade, disseram autoridades em coletiva de imprensa nesta quarta-feira. A última onda de surto em Beijing registrou 892 infecções até às 15 horas desta quarta-feira. A seguir em notícias sobre empresas: O porto de Shanghai concluiu a movimentação de 3,085 milhões de unidades TEUs de contêineres em abril, recuperando-se para mais de 80% do nível do ano passado, de acordo com dados do Ministério de Transportes da China na última quarta-feira. Após a retomada da produção em 19 de abril na gigafábrica da Tesla em Shanghai, o primeiro lote de 10 mil veículos elétricos foi enviado para entregas nesta quarta-feira. No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, a Tesla em Shanghai já entregou 183.686 veículos, uma quantidade 1,7 vezes maior do que no mesmo período do ano passado, e superando a totalidade de veículos entregues em 2020. A inda, o CEO Elon Musk disse em um encontro de indústria automotiva na terça-feira que a empresa irá expandir a produção em sua fábrica em Shanghai. Notícias do mercado financeiro: Chen Yulu, presidente do Banco do Povo da China (PBoC), disse nesta quinta-feira que os riscos financeiros do país acumulados ao longo dos anos convergiram e estão, no geral, sob controle. O banco central do país concluiu com sucesso uma campanha de regulação de financiamento via internet, uma vez que todas as empresas financeiras de plataformas online foram colocadas sob supervisão. O problema do shadow banking foi efetivamente endereçado, cerca de 5 mil empresas de empréstimo P2P online foram encerradas e cerca de 25 mil casos de arrecadação ilegal de fundos foram investigados, de acordo com Chen. Notícias do mercado de ações: As ações chinesas fecharam em queda na quinta-feira. O índice Shanghai Composite caiu 0,12% e o Shenzhen Component fechou com queda de 0,13%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 2,24%, seguindo as perdas em Wall Street devido a novos temores de alta da inflação e sell-off em ações de tecnologia. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: 21st Century Business Herald