13 de setembro de 2023
A agricultura chinesa é um exemplo de como um país consegue alimentar uma população de mais de 1,412 bilhão de pessoas, com recursos naturais escassos e desafios ambientais. A China vem investindo em ciência, tecnologia e inovação para aumentar a produtividade e a eficiência do setor agrícola, diversificar a produção e o comércio, além de integrar o desenvolvimento rural com o desenvolvimento urbano. Com uma tradição agrícola milenar, a China sempre valorizou a agricultura como uma atividade fundamental para a sua economia, a sua sociedade e a sua cultura. O país foi um dos primeiros lugares do mundo a cultivar plantas e animais e a desenvolver sistemas de irrigação, cultivo e colheita. Da mesma forma que também foi um dos primeiros lugares do mundo a experimentar e difundir novas variedades de culturas, como o arroz , o trigo e o milho. No entanto, a agricultura chinesa também enfrentou muitos obstáculos ao longo da sua história. Com uma área cultivável limitada, que representa apenas 7% da área total do país e sua distribuição desigual dos recursos hídricos, regiões áridas e semiáridas no norte e no oeste, e regiões úmidas e inundáveis no sul e no leste, o país asiático enfrenta problemas ambientais sérios, como a poluição do solo, da água e do ar, a erosão da biodiversidade, as mudanças climáticas e os desastres naturais. Diante desses desafios, a China tem buscado soluções inovadoras e sustentáveis para o seu setor agrícola, implementando políticas públicas que incentivam a pesquisa, o desenvolvimento e a difusão de novas técnicas e variedades de culturas, que aumentam o rendimento e a resistência das plantas a pragas, doenças e condições climáticas adversas. A China também tem melhorado a infraestrutura rural e a gestão dos recursos hídricos, que facilitam o transporte, o armazenamento e a irrigação dos produtos agrícolas. Além disso, também tem instalado tecnologia 4G na zona rural, que permite aos produtores rurais acessar informações, serviços e mercados online, além de receber treinamento em tecnologias da informação. Inclusive utilizando recursos como sensores, sistemas de integração de maquinários, GPS, drones e softwares para gestão agrícola, que contribuem para o monitoramento, o controle e a otimização da produção da lavoura. Outra estratégia do país, é a diversificação da sua produção e o seu comércio agrícola, buscando atender às demandas internas e externas. Por se tratar de um dos maiores produtores e consumidores de alimentos do mundo, mas também um dos grandes importadores de alguns produtos, como soja, carne e lácteos, o país tem buscado ampliar suas fontes de fornecimento, assim como suas parcerias comerciais, especialmente com países em desenvolvimento, como o Brasil. China incentiva cooperativas e cadeias produtivas Além de apoiar os pequenos produtores rurais, que representam mais de 90% dos produtores agrícolas do país, oferecendo crédito, subsídios, seguros e assistência técnica, a China também vem incentivando os agricultores a participar de cooperativas e associações, que facilitam o acesso a recursos, serviços e mercados. Segundo a FAO ( Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) , existem mais de um milhão de cooperativas agrícolas na China, que envolvem cerca de 40% dos agricultores familiares. Essas cooperativas fornecem aos seus membros benefícios como economias de escala, redução de custos, aumento da renda, melhoria da qualidade dos produtos e fortalecimento da capacidade de negociação. Além disso, a China também vem promovendo a integração vertical da cadeia produtiva agrícola, estimulando os agricultores a se envolverem em atividades de processamento, armazenamento, transporte e comercialização dos seus produtos. Essa estratégia visa aumentar o valor agregado da produção agrícola, reduzir as perdas pós-colheita e melhorar a competitividade dos agricultores no mercado interno e externo.
17 de janeiro de 2023
Matéria publicada originalmente no dia 19 de agosto de 2022 A China construiu a maior rede de fibra ótica e banda larga móvel do mundo, com a rede fixa aumentando gradualmente de 10 para 100 e depois para gigabit, e a rede móvel de "3G" para "4G" e depois para "5G", disse nesta sexta-feira (19), Xie Cun, diretora do Departamento de Desenvolvimento de Informação e Comunicações do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. A indústria de informação e comunicação da China manteve uma expansão robusta durante a última década, com sua receita de telecomunicações subindo para 1,47 trilhão de yuans (cerca de US$ 215,97 bilhões) em 2021 de 1,08 trilhão de yuans em 2012, disse Xie em uma entrevista coletiva. De 2012 a 2021, a infraestrutura de telecomunicações da China alcançou um salto de desenvolvimento, e a "divisão digital" entre áreas urbanas e rurais foi notavelmente reduzida. Desde 2015, a China organizou e implementou uma campanha especial para aumentar a velocidade da rede e cortar as taxas de rede por muitos anos consecutivos, e a taxa média de download de usuários de banda larga fixa e 4G aumentou sete vezes. A abolição das tarifas de roaming de longa distância e das tarifas de "roaming" para o tráfego de telefonia móvel, além da implementação do aumento da velocidade da Internet e a redução das tarifas da Internet, promoveram o desenvolvimento vigoroso de novas aplicações, novas formas de negócios e novos modelos da Internet. O número de usuários de internet atingiu 1,032 bilhão em 2021, 83% acima de 2012. Já o número de aplicativos móveis atingiu 2,32 milhões, disse Xie Cun, um funcionário do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, acrescentando que a China construiu as maiores redes de fibra ótica e banda larga móvel do mundo. Segundo o Xie, na próxima etapa, o país consolida ainda mais as bases para o desenvolvimento da indústria de informação e comunicação, cultivando novos motores de crescimento e permitirá a transformação digital das indústrias tradicionais, disse Xie. Fonte: China News
23 de outubro de 2020
Em uma entrevista coletiva no dia 23 de outubro no Escritório de Informação do Estado, Wen Ku, porta-voz do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e diretor do Departamento de Desenvolvimento de Informação e Comunicação da China, informou que a tarifa média para o tráfego de banda larga fixa e telefonia móvel no país caiu mais de 95% nos últimos cinco anos, e o consumo médio mensal dos usuários chineses é de 10,86 GB, um aumento de 38 vezes a partir de 2015. A velocidade média de download da banda larga fixa e 4G na China aumentou mais de 7 vezes a partir de 2015, com redes fixas funcionando agora em 43MB e redes móveis (4G) em 29MB. A China responde por mais da metade das estações de 4G do mundo, complementando com mais de 690.000 estações 5G construídas em menos de um ano. Wen Ku relatou que a indústria de informação e comunicação da China manteve um desenvolvimento constante e relativamente rápido, a taxa de penetração da Internet excedeu a meta planejada antes do prazo. No final de 2019, os usuários de banda larga fixa e móvel atingiu 91% e 96%, respectivamente. Mais de 80 milhões de residências são cobertas por fibra ótica e mais de 1,2 bilhões de assinantes de 4G. A comercialização do 5G tem aumentado gradativamente, atualmente existem mais de 160 milhões de usuários conectados. As empresas têm sido incentivadas pelo governo a introduzir vários pacotes de tarifas preferenciais, políticas de oferecimento de mais quotas quando o usuário zerar o seu pacote do mês, aumento da velocidade sem aumentar o preço, lançamento de pacotes para determinados grupos sociais, diminuição dos custos da empresa, entre outros benefícios. Fonte: 21caijin