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Nova tecnologia chinesa pode ajudar a construir casas na Lua

Casa na lua
Imagem gerada por IA

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Harbin desenvolveram um novo sistema capaz de concentrar a luz solar e gerar temperaturas altas o suficiente para, no futuro, derreter o solo lunar e transformá-lo em material de construção.

A tecnologia funciona como uma espécie de “forno solar”. O sistema concentra a luz em uma área muito pequena e pode fornecer o calor necessário para processos como a fusão do regolito, nome dado ao solo solto que cobre a superfície da Lua.

A ideia é aproveitar esse material disponível no próprio satélite para produzir tijolos ou até componentes mecânicos, reduzindo a necessidade de transportar grandes volumes de matéria-prima a partir da Terra.

Em testes realizados em ambiente externo, um protótipo de 300 milímetros de diâmetro conseguiu aumentar a intensidade da radiação solar em mais de 500 vezes. A temperatura no ponto focal permaneceu acima de 800 °C e chegou a 892 °C.

Na Lua, onde não há atmosfera e a incidência direta da radiação solar é diferente da terrestre, os pesquisadores calculam que o sistema poderia alcançar até 1.326 °C. Segundo a equipe, essa temperatura pode ser suficiente para processos de alta temperatura, incluindo o derretimento do solo lunar.

O equipamento utiliza três espelhos especiais para corrigir pequenos desvios no ângulo de entrada da luz e manter o foco concentrado. Esse é um dos principais desafios de sistemas tradicionais, que perdem eficiência quando a posição da luz muda.

A nova configuração também dobra a tolerância do sistema a variações de ângulo, característica considerada importante para operar em condições extremas da superfície lunar.

Segundo os pesquisadores, essa maior flexibilidade pode simplificar o equipamento e reduzir tanto a dificuldade de fabricação quanto os custos de transporte para futuras missões.

A próxima etapa será desenvolver um protótipo mais leve e realizar experimentos específicos de derretimento de solo lunar, aproximando a tecnologia de uma possível aplicação fora da Terra.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Engineering.

Fonte: news.cn