As exportações chinesas de veículos de nova energia (NEVs) representaram 52,7% das exportações chinesas de veículos de passageiros em abril, segundo dados da Associação Chinesa de Carros de Passageiros (CPCA). Já a Associação Chinesa dos Fabricantes de Automóveis (CAAM) registrou 430 mil unidades exportadas, alta de 110% na comparação anual.
O desempenho acompanha a ampliação do uso de veículos elétricos em mercados internacionais, impulsionada, entre outros fatores, pelo custo elevado dos combustíveis fósseis. Segundo o pesquisador automotivo do UBS na China, Gong Min, a alta do petróleo elevou o custo de abastecimento e aumentou a demanda por alternativas eletrificadas, o que favoreceu as exportações chinesas.
No acumulado de janeiro a abril, as vendas globais de NEVs fora da China chegaram a 2,63 milhões de unidades, com crescimento anual de 25%, de acordo com o secretário-geral da CPCA, Cui Dongshu.
Nos principais mercados, a expansão também aparece nos dados regionais. Na Europa, as entregas de veículos elétricos a bateria (BEVs) subiram 38% em abril, segundo a Associação Europeia dos Fabricantes de Automóveis. Na Austrália, os elétricos alcançaram 16,4% do mercado no mesmo período, enquanto híbridos e híbridos plug-in responderam por cerca de um terço das vendas, de acordo com a Câmara Federal das Indústrias Automotivas.
Esse cenário tem ampliado a presença das montadoras chinesas no exterior. Na Austrália, a BYD ficou na segunda posição em abril, com 8,3% de participação. No total, marcas chinesas somaram cerca de 30% das vendas de veículos no país. Na Europa, a participação chinesa no segmento de elétricos ultrapassou 15% no mesmo mês, segundo a consultoria Dataforce.
Dados da CPCA indicam que o país respondeu por 61% do mercado mundial de veículos de nova energia entre janeiro e abril. No segmento de elétricos a bateria, a participação chegou a 56%, enquanto nos híbridos plug-in atingiu 71%.
Segundo representantes do setor, a competitividade chinesa está ligada à cadeia industrial de baterias, tecnologias de propulsão elétrica e estrutura de custos. Essas condições têm ampliado a presença internacional das marcas e acelerado a transição energética no setor automotivo.
Para o médio prazo, a CAAM projeta que a soma de exportações e produção no exterior das montadoras chinesas pode ultrapassar 10 milhões de veículos anuais até o fim do 15º Plano Quinquenal (2026–2030), com crescimento médio superior a 10% ao ano.
Fonte: China Daily

