A China realizará duas missões tripuladas e uma missão de reabastecimento à sua estação espacial em 2026. A informação foi divulgada pelo Escritório do Programa Espacial Tripulado da China, que também confirmou o avanço do projeto de pouso lunar com meta de levar um astronauta chinês à Lua antes de 2030. As ações integram as diretrizes do 15º Plano Quinquenal e fazem parte da estratégia nacional para ampliar a presença do país no espaço.
Atualmente, a estação espacial chinesa opera de forma contínua em órbita. Desde o início da fase de aplicação e desenvolvimento, o programa executou seis missões tripuladas, quatro missões de reabastecimento e sete retornos de espaçonaves. Ao todo, 18 astronautas permaneceram em órbita em seis tripulações distintas. As equipes realizaram 13 atividades extraveiculares (EVAs), além de operações externas de cargas e manutenção. O programa também conduziu um lançamento de emergência e registrou recorde de duração em uma única atividade extraveicular.
A estação espacial já implementou 267 projetos científicos e tecnológicos. As pesquisas abrangem ciências da vida no espaço, estudos sobre o corpo humano, física em microgravidade e desenvolvimento de tecnologias espaciais. Parte dos resultados foi aplicada em atividades práticas na China.
Para 2026, além das duas missões tripuladas, o plano inclui a participação de astronautas de Hong Kong e Macau. Um integrante da missão Shenzhou-23 realizará um experimento de permanência em órbita por um ano.
No programa lunar, a China mantém a meta de pouso tripulado antes de 2030. Os principais sistemas seguem em desenvolvimento, entre eles o foguete Longa Marcha 10, a nave tripulada Mengzhou e o módulo lunar Lanyue. O programa já concluiu testes como o escape em altitude zero da nave, ensaios de pouso e decolagem do módulo lunar, ignição estática com amarração do foguete e verificação do sistema sob máxima pressão dinâmica.
Além disso, o governo ampliará, em 2026, a construção de instalações de apoio no Centro de Lançamento Espacial de Wenchang, além do desenvolvimento de sistemas terrestres de controle, monitoramento, comunicações e áreas de pouso.
No campo internacional, a China assinou acordo com o Paquistão para seleção e treinamento de astronautas. O planejamento prevê a participação de um astronauta paquistanês em missão de curta duração como especialista em carga útil. O programa também mantém cooperação com o Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior para projetos científicos na estação espacial.
Fonte: stdaily


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