A China começa a adotar, a partir de 1º de julho, uma nova norma nacional que endurece os requisitos de segurança para baterias de veículos elétricos. A principal mudança é que, durante os testes, as baterias não poderão pegar fogo nem explodir, mesmo em situações de falha térmica.
A regulamentação substitui a exigência anterior, que apenas determinava que o sistema emitisse um alerta antes de um possível incêndio. Agora, além do aviso, a bateria deverá permanecer estável, sem incêndio ou explosão, e a fumaça produzida não poderá colocar os ocupantes em risco.
Norma amplia testes de segurança
A nova regra prevê sete testes para células individuais e 17 para módulos e sistemas de baterias. Os ensaios simulam situações como colisões, altas temperaturas, curtos-circuitos, incêndios externos, sobrecarga e descarga excessiva.
A norma também cria dois testes inéditos: um para verificar a resistência da bateria a impactos na parte inferior do veículo e outro para avaliar a segurança de baterias com recarga ultrarrápida. Nesse último caso, modelos capazes de carregar de 20% a 80% em até 15 minutos serão submetidos a 300 ciclos de recarga antes de um teste de curto-circuito, sem que possam apresentar incêndio ou explosão.
Fabricantes já se adaptam
Segundo especialistas do setor, os novos requisitos devem acelerar o desenvolvimento de tecnologias voltadas à segurança das baterias, como sistemas de proteção térmica, monitoramento inteligente e melhorias na estrutura das células.
Desde a publicação da norma, em março de 2025, montadoras e fabricantes de baterias anunciaram que alguns de seus produtos já atendem aos novos padrões.
Apesar das mudanças, especialistas ressaltam que a nova regulamentação não elimina os cuidados durante o uso do veículo. Danos provocados por colisões, alagamentos ou modificações não autorizadas ainda podem comprometer a segurança das baterias.
Fonte: news.cn

