
23 de janeiro de 2026
China2Brazil
Cientistas da Universidade de Fudan, na China, desenvolveram um chip eletrônico flexível no formato de fibra, fino como um fio de cabelo, que pode ser tecido em roupas e implantado no corpo humano. O avanço, publicado nesta quinta-feira (22) na revista Nature, permite integrar processamento, memória e transmissão de sinais em um único material elástico, com aplicações em interfaces cérebro-computador, eletrônicos vestíveis e realidade virtual tátil. A equipe conseguiu incorporar um circuito integrado funcional diretamente em uma fibra de polímero extensível, superando o formato rígido e plano dos chips de silício convencionais. Segundo os pesquisadores, o novo desenho atende à demanda por eletrônicos compatíveis com tecidos biológicos, que são macios, flexíveis e sujeitos a deformações constantes. “O corpo humano é composto por tecido mole. Por isso, áreas emergentes como as interfaces cérebro-computador exigem sistemas eletrônicos flexíveis e adaptáveis”, afirmou Peng Huisheng, líder do estudo. O grupo trabalha há mais de dez anos no desenvolvimento de fibras funcionais para iluminação, telas e geração de energia. O principal desafio foi construir microeletrônica estável em um material curvo e elástico, capaz de esticar e torcer sem perder desempenho. “É semelhante a construir um arranha-céu em um terreno macio e irregular e fazê-lo resistir à deformação”, explicou Chen Peining, autor correspondente do artigo. Para contornar a limitação da pequena área de superfície da fibra, os pesquisadores adotaram uma arquitetura inspirada no enrolamento de sushi. Primeiro, criaram uma superfície ultralisa, em escala nanométrica, sobre um elastômero extensível. Em seguida, fabricaram circuitos de alta precisão nessa película usando processos padrão de litografia, protegendo-os com um revestimento resistente a solventes químicos. Por fim, enrolaram o filme em múltiplas camadas, formando uma espiral compacta dentro da própria fibra. De acordo com o estudo, essa estrutura permite integrar transistores, resistores e capacitores em alta densidade. Testes em laboratório mostraram que o chip de fibra suporta 10 mil ciclos de flexão e abrasão e mantém o funcionamento mesmo após ser esmagado por um caminhão de 15,6 toneladas. Cada centímetro da fibra concentra cerca de 100 mil transistores, o que significa que uma fibra de um metro abriga um número de transistores comparável ao de uma CPU clássica. Em demonstrações práticas, o chip de fibra processou sinais digitais e analógicos e executou tarefas de computação neural para reconhecimento de imagens com alta precisão. Segundo Chen Peining, o método de fabricação é compatível com as linhas industriais atuais, o que permite integração direta à produção em larga escala. Nas interfaces cérebro-computador, a tecnologia pode reduzir a dependência de processadores externos. Hoje, sondas neurais rígidas precisam transmitir sinais para fora do corpo. Com o chip de fibra, seria possível detectar, pré-processar e até fornecer feedback de sinais neurais internamente, o que pode diminuir o risco de infecções e melhorar a compatibilidade com o tecido cerebral. O estudo aponta que fibras com apenas 50 micrômetros de diâmetro podem acomodar matrizes de eletrodos com até 1.024 canais por centímetro, além de circuitos integrados. Essas fibras apresentam flexibilidade semelhante à do tecido cerebral e registram sinais neurais com relação sinal-ruído comparável à de dispositivos comerciais. Na eletrônica de consumo, a tecnologia abre caminho para roupas inteligentes com maior capacidade de interação. “Os têxteis eletrônicos do passado exibiam apenas padrões estáticos. Para vídeos ou interação por toque, é necessário um módulo de processamento de informações”, afirmou Chen Ke, um dos primeiros autores do estudo. Segundo ele, fibras integradas ao tecido poderiam mostrar dados de navegação, informações de saúde ou vídeos diretamente nas mangas das roupas. Já em aplicações de realidade virtual e aumentada, luvas feitas com essas fibras poderiam oferecer feedback tátil distribuído e preciso. “Um cirurgião em uma cirurgia remota poderia sentir a rigidez dos órgãos, enquanto um jogador perceberia objetos virtuais de forma mais realista”, disse Wang Zhen, outro coautor principal. Atualmente, a equipe colabora com um hospital para avaliar o uso da tecnologia em cirurgias cardiovasculares. “Esperamos que, no futuro, tecidos eletrônicos baseados em chips de fibra troquem informações com a mesma eficiência dos telefones e computadores atuais”, concluiu Chen Peining. Fonte: news.cn

23 de janeiro de 2026
China2Brazil
Cientistas do Instituto de Física da Academia Chinesa de Ciências descobriram estruturas ultrafinas dentro de cristais usados na indústria de chips que podem ampliar drasticamente a capacidade de armazenamento de dados. O estudo foi publicado na revista Science na sexta-feira 23, e aponta caminhos para chips de inteligência artificial mais compactos e eficientes. A pesquisa analisou cristais ferroelétricos à base de fluorita, material já empregado na microeletrônica. Nesses cristais, a informação é organizada em regiões internas que respondem a campos elétricos. Até agora, os limites entre essas regiões eram tratados como superfícies planas. Os pesquisadores identificaram que, em determinadas condições, esses limites não formam superfícies, mas linhas extremamente finas, com largura próxima à de um único átomo. Essa mudança de escala permite concentrar muito mais informação em um espaço reduzido. O estudo também mostrou que essas linhas permanecem estáveis dentro do cristal, condição essencial para o armazenamento de dados. Segundo os pesquisadores, pequenos defeitos na estrutura do material ajudam a manter essas linhas fixas, evitando que desapareçam com o tempo. Com o uso de microscópios eletrônicos, a equipe conseguiu observar e controlar essas estruturas, criando, movendo ou apagando as linhas por meio de campos elétricos localizados. Esse controle abre a possibilidade de novos tipos de dispositivos de memória. “Os sistemas atuais armazenam dados em áreas de dezenas de nanômetros. As estruturas que identificamos são muito menores”, afirmou Zhong Hai, primeiro autor do estudo e professor associado da Universidade de Ludong, na província de Shandong. De acordo com ele, a tecnologia pode multiplicar a densidade de armazenamento disponível hoje. As estimativas indicam que dispositivos baseados nessas estruturas poderiam armazenar até 600 vezes mais dados do que as tecnologias atuais, permitindo concentrar cerca de 20 terabytes em uma área de um centímetro quadrado. Zhong destacou que a descoberta tem relevância direta para o avanço do hardware de inteligência artificial, área que exige cada vez mais capacidade de processamento e menor consumo de energia. Apesar do potencial, o pesquisador ressaltou que o trabalho ainda é pesquisa básica e não tem aplicação comercial imediata. Segundo ele, desafios técnicos, como o controle preciso de campos elétricos em escala microscópica, ainda precisam ser superados. Fonte: China Daily

23 de janeiro de 2026
China2Brazil
A China encerrou 2025 com 2,29 milhões de patentes de invenção de alto valor em vigor, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (23) pela Administração Nacional de Propriedade Intelectual da China (CNIPA). O número cresce em ritmo superior ao do total de patentes de invenção registradas no país. De acordo com o órgão regulador, a China contabilizou 5,32 milhões de patentes de invenção válidas até o fim de 2025. No último ano, a taxa de crescimento das patentes de alto valor superou em 2,2 pontos percentuais a expansão do conjunto das patentes de invenção. A participação dessas patentes no total de registros válidos alcançou 43,1% em 2025, o que representa um avanço de 2,9 pontos percentuais em relação a 2020. Para a CNIPA, o dado indica uma mudança estrutural no perfil da inovação no país. Segundo Liang Xinxin, alto funcionário da CNIPA, o aumento reflete a maior presença de patentes com maior densidade tecnológica , valor econômico mais elevado e proteção jurídica mais consistente. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa. Cerca de 70% das patentes de invenção de alto valor estão concentradas em indústrias estratégicas emergentes. As áreas com crescimento mais acelerado incluem gestão de tecnologia da informação, tecnologia da computação e tecnologia médica. Patentes ligadas à inteligência artificial figuram entre as mais relevantes em escala global. Outros setores emergentes também concentram tecnologias centrais, como tecnologia quântica, biofabricação, interfaces cérebro–computador e comunicações de sexta geração (6G), segundo a CNIPA. As empresas lideram a criação de patentes. De acordo com o órgão, o setor empresarial detém mais de 75% das patentes de invenção de alto valor registradas no país, consolidando-se como o principal motor da inovação tecnológica. Os principais polos regionais de inovação da China concentram a maior parte desses ativos. O Delta do Rio Yangtzé, a região Pequim–Tianjin–Hebei e a Grande Área da Baía Guangdong–Hong Kong–Macau respondem, juntas, por cerca de 70% do total de patentes de alto valor. O desempenho dessas regiões também aparece em rankings internacionais. Em 2025, a aglomeração de inovação Shenzhen–Hong Kong–Guangzhou, localizada na Grande Área da Baía, liderou pela primeira vez o Índice Global de Inovação da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). Pequim ocupou a quarta posição, enquanto o eixo Xangai–Suzhou ficou em sexto lugar. Outro indicador destacado pela CNIPA foi a média de posse de patentes de invenção de alto valor, que chegou a 16 patentes por 10 mil habitantes. O resultado supera a meta de 12 estabelecida no 14º Plano Quinquenal (2021–2025). Segundo Liang, esse indicador serve para orientar a política de inovação do país, ao estimular a transição do foco em volume para a priorização da qualidade das patentes. Para os próximos cinco anos, a CNIPA afirmou que pretende direcionar os agentes de inovação a fortalecer o desenvolvimento de patentes centrais de alto valor, com o objetivo de sustentar novas forças produtivas de maior qualidade. Fonte: news.cn

23 de janeiro de 2026
China2Brazil
O presidente da China, Xi Jinping, conversou por telefone com o presidente do Brasil , Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã de 23 de janeiro. O diálogo teve como foco o aprofundamento das relações bilaterais e a coordenação entre os dois países em temas internacionais. Durante a conversa, Xi afirmou que, em 2024, China e Brasil elevaram oficialmente a parceria bilateral ao nível de uma comunidade de futuro compartilhado. Segundo ele, ao longo do último ano, os dois países avançaram na articulação de suas estratégias de desenvolvimento e ampliaram a cooperação em diferentes áreas, consolidando um modelo de colaboração entre países do Sul Global. Xi destacou que 2026 marca o início do 15º Plano Quinquenal da China, período em que o país pretende ampliar a abertura econômica e promover o desenvolvimento de alta qualidade. De acordo com o presidente chinês, esse cenário cria novas oportunidades para a cooperação sino-brasileira. A China manifestou interesse em aprofundar a cooperação econômica, comercial e tecnológica com o Brasil, com o objetivo de ampliar os resultados práticos da parceria bilateral. O presidente chinês também abordou o contexto internacional, marcado por instabilidade e incertezas. Segundo Xi, China e Brasil exercem papel relevante na defesa da paz, da estabilidade internacional e na reforma da governança global. Ele afirmou que os dois países devem atuar de forma coordenada para defender os interesses comuns do Sul Global, apoiar o papel central das Nações Unidas e promover a justiça e a equidade no sistema internacional. Xi reiterou ainda o compromisso da China em fortalecer as relações com a América Latina e o Caribe. Na conversa, Lula afirmou que a visita de Xi Jinping ao Brasil, em 2024, contribuiu para elevar a relação bilateral e ampliar a cooperação entre os dois países. Segundo o presidente brasileiro, o novo patamar da parceria impulsionou avanços em áreas estratégicas e abriu espaço para maior integração entre China, Brasil e América Latina. Lula destacou que Brasil e China atuam como defensores do multilateralismo e do livre comércio. Diante do atual cenário internacional, o presidente afirmou que o Brasil pretende intensificar a coordenação com a China, fortalecer a cooperação no âmbito dos BRICS, apoiar a autoridade das Nações Unidas e contribuir para a manutenção da paz e da estabilidade regionais e globais. Fonte: gmw.cn

22 de janeiro de 2026
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Shenzhen, cidade da província de Guangdong, no sul da China, registrou crescimento de 1,4% no comércio exterior em 2025, alcançando 4,55 trilhões de yuans (US$649,8 bilhões). O resultado garantiu à cidade a liderança entre todos os municípios do continente chinês, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pela Alfândega de Shenzhen e pelo departamento municipal de comércio. As exportações somaram 2,74 trilhões de yuans no ano, enquanto as importações cresceram 8% em relação a 2024, totalizando 1,81 trilhão de yuans. O desempenho reflete a ampliação da base empresarial e a diversificação das trocas comerciais da cidade. Em 2025, Shenzhen contou com 62.300 empresas com operações efetivas de importação e exportação, um aumento de 16% na comparação anual. Desse total, mais de 8.600 companhias ingressaram no mercado no último ano, indicando a expansão contínua do setor comercial local. As empresas privadas responderam por quase 70% do valor total do comércio exterior da cidade, consolidando sua posição como principal força do crescimento comercial de Shenzhen. O comércio de produtos de alta tecnologia alcançou 2,6 trilhões de yuans em importações e exportações combinadas, alta de 10,6% em relação a 2024. Esse segmento representou 57,1% do comércio exterior total do município. Já o intercâmbio comercial com países participantes da Iniciativa Cinturão e Rota somou 1,57 trilhão de yuans em 2025, o equivalente a 34,5% do comércio exterior total de Shenzhen no período. Fonte: Xinhua

22 de janeiro de 2026
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A China encerrou 2025 com mais de 6 mil empresas de inteligência artificial (IA) , e o valor da indústria essencial do setor deve ultrapassar 1,2 trilhão de yuans (US$171,39 bilhões). A informação foi divulgada nesta quarta-feira (21) pelo Ministério da Indústria e Informatização, durante uma coletiva de imprensa em Pequim. Segundo Zhang Yunming, vice-ministro da pasta, empresas chinesas lançaram, ao longo de 2025, diversos chips nacionais voltados à IA. Como resultado, a capacidade de poder computacional inteligente do país alcançou 1.590 EFLOPS. EFLOPS, ou ExaFLOPS, é a unidade usada para medir desempenho computacional. Cada EFLOP equivale a 1 quintilhão de operações de ponto flutuante por segundo. De acordo com o ministério, as aplicações de inteligência artificial passaram a abranger setores como aço, metais não ferrosos, energia e telecomunicações. Além disso, a tecnologia já é utilizada em atividades como pesquisa e desenvolvimento de produtos, inspeção de qualidade e atendimento ao cliente. O governo também lançou, em 2025, um fundo nacional de investimento de 60 bilhões de yuans voltado à indústria de IA. No mesmo período, mais de 40 padrões nacionais e industriais relacionados ao setor foram formulados e publicados. Ao comentar preocupações sobre os impactos da IA no mercado de trabalho, Zhang afirmou que avanços tecnológicos tendem a reorganizar estruturas de emprego e atualizar funções. Segundo ele, processos de reestruturação não implicam, necessariamente, eliminação de postos de trabalho. O vice-ministro acrescentou que, historicamente, grandes transformações tecnológicas aumentaram a produtividade, ajustaram estruturas ocupacionais e criaram novas vagas por meio da transformação industrial. Fonte: Xinhua

22 de janeiro de 2026
China2Brazil
Xangai concentrou cerca de 300 mil profissionais de inteligência artificial até dezembro de 2025, o equivalente a aproximadamente um terço do total nacional da China. O dado consta no White Paper 2025 de Desenvolvimento “AI+Manufacturing”, compilado pela Associação de Internet Industrial de Xangai. O relatório mostra que grande parte desses profissionais cresceu durante a expansão da internet e hoje atua diretamente na aplicação da IA em setores produtivos, especialmente na manufatura. No atual ciclo de expansão tecnológica, esses profissionais recorrem à inteligência artificial como ferramenta central de trabalho, assumindo funções de desenvolvimento, validação e aplicação prática de soluções baseadas em grandes modelos. IA no centro da produção intelectual Zhai Xingji, fundador e CEO da Language Core (Shanghai) Technology, nasceu em 1996 e lidera uma equipe dedicada ao desenvolvimento de “funcionários digitais”. A empresa atua na integração dessas soluções em setores industriais, com foco na automação de processos cognitivos. Segundo Zhai, os grandes modelos de linguagem ampliam a lógica da Revolução Industrial. Enquanto a mecanização permitiu a produção em série de bens físicos, a IA cria condições para a produção em série de atividades intelectuais. Com a entrada desses “funcionários digitais” no mercado de trabalho, Zhai defende que os profissionais humanos precisam redefinir seu papel. Para ele, a permanência no mercado depende da capacidade de trabalhar em conjunto com a IA e de assumir o controle sobre seu uso. Nesse cenário, caberia aos humanos formular problemas e avaliar a qualidade das soluções geradas pelas máquinas. Resultados como critério no setor industrial A aplicação da inteligência artificial na indústria exige ganhos mensuráveis. Ru Binxin, cofundador da Guang Dong Pangus Information Technology, afirma que clientes industriais não pagam pela tecnologia em si, mas pelos resultados obtidos. Segundo ele, melhorias marginais não costumam justificar investimentos; apenas avanços claros de eficiência despertam interesse em ambientes industriais. Essa lógica orienta a adoção da IA em fábricas e cadeias produtivas, onde o foco está na redução de custos, no aumento de produtividade e na confiabilidade dos processos. Ciclos de inovação mais curtos Li Lijun, fundadora da Qiaochuang Tech, avalia que a inteligência artificial reduziu de forma significativa o tempo necessário para validar novas soluções. Para ela, os profissionais da área dispõem hoje de ferramentas capazes de acelerar testes, ajustes e implementações em diferentes setores. Li incentiva usuários a testarem as ferramentas de forma crítica e a reportarem falhas quando necessário. Segundo ela, o retorno direto dos usuários orienta o aprimoramento contínuo das soluções desenvolvidas por equipes de IA. Especialização e domínio do setor Li Lijun também destaca que o impacto de uma ferramenta de IA depende do nível de conhecimento setorial de quem a utiliza. De acordo com ela, a capacidade de gerar valor está diretamente ligada à compreensão dos problemas específicos de cada indústria. A executiva defende que equipes de tecnologia devem se aprofundar nos setores em que atuam e atrair profissionais com experiência prática. Para ela, a capacidade de resolver problemas concretos é o principal critério de valor profissional, independentemente do cargo ou da hierarquia ocupada. Fonte: chinanews.com

22 de janeiro de 2026
China2Brazil
O Fórum Econômico Mundial (WEF) divulgou uma nova lista de fábricas reconhecidas como referência global em tecnologia industrial, conhecidas como “fábricas-farol”. Das 16 novas unidades incluídas, 11 estão localizadas na China, o equivalente a cerca de 70% do total. Com isso, o país passou a concentrar 101 fábricas desse tipo, o maior número no mundo. A lista reúne unidades industriais que utilizam automação avançada, inteligência artificial e análise de dados para elevar produtividade, resiliência da cadeia de suprimentos e sustentabilidade. Entre as fábricas reconhecidas estão operações de multinacionais instaladas na China, como Schneider Electric (Wuhan), Zeiss Optics (Guangzhou), Michelin (Shenyang), Siemens CNC (Nanjing) e Faurecia Automotive Components Systems (Yancheng). Criada pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com a McKinsey & Company, a iniciativa “Lighthouse Factory” passa por uma reformulação a partir de setembro de 2025. O programa adotará cinco categorias: Farol Centrado no Cliente, Farol da Produtividade, Farol da Resiliência da Cadeia de Suprimentos, Farol da Sustentabilidade e Farol do Talento. Nesse novo formato, a fábrica da Schneider Electric em Wuhan tornou-se uma das primeiras “fábricas-farol de talento” do mundo. A unidade estruturou um modelo de capacitação voltado à manufatura digital, combinando automação, inteligência artificial e formação profissional. Segundo dados do Fórum Econômico Mundial, entre 2020 e 2024, a fábrica aumentou sua taxa de automação em 55% e ampliou o portfólio de produtos em 239%. No mesmo período, a empresa enfrentava limitações na qualificação da mão de obra, com apenas 20% dos funcionários capacitados em automação e alta rotatividade técnica. Após a adoção de programas de requalificação com apoio de inteligência artificial e parcerias com universidades, o tempo médio de integração caiu de 75 para 15 dias e a rotatividade dos técnicos de manutenção recuou para 6% em cinco anos. Em entrevista concedida em 21 de janeiro, Zhang Kaipeng, vice-presidente sênior da Schneider Electric e responsável pela cadeia de suprimentos globais da empresa na China, afirmou que a dependência de fornecedores únicos elevou os riscos em um cenário global mais instável. Segundo ele, a integração entre tecnologia e desenvolvimento de talentos tornou-se central para a resiliência das cadeias produtivas. Outras fábricas reconhecidas também ilustram a estratégia de adaptação ao mercado local. A unidade da Zeiss em Guangzhou utiliza aprendizado de máquina e gêmeos digitais para produzir lentes oftálmicas personalizadas com base em perfil visual e estilo de vida dos clientes. A adoção dessas tecnologias ampliou o portfólio de produtos personalizados em 400% e elevou a taxa de entrega no prazo para 98,5%. Na indústria automotiva, a fábrica da Michelin em Shenyang respondeu à expansão do mercado de veículos de nova energia com um aumento de 340% no número de especificações de pneus, que ultrapassaram 250 modelos. O pedido mínimo caiu 71% e o ciclo de produção experimental foi reduzido em 51%. Dados do Ministério do Comércio indicam que, nos primeiros 11 meses de 2025, a China criou 61.207 novas empresas com investimento estrangeiro , alta de 16,9% na comparação anual. No mesmo período, o uso efetivo de capital estrangeiro em indústrias de alta tecnologia superou 220 bilhões de yuans, com destaque para serviços de comércio eletrônico, fabricação de equipamentos médicos e setor aeroespacial. Fonte: Yicai

21 de janeiro de 2026
China2Brazil
Entre janeiro e agosto de 2025, a receita internacional de microdramas chineses atingiu US$1,525 bilhão, alta de 194,9% na comparação anual. No mesmo período, aplicativos internacionais do setor somaram 730 milhões de downloads, avanço de 370,4%. Analistas projetam que o mercado externo pode superar o doméstico até 2027. Esse movimento tem em Hengdian World Studios, em Zhejiang, um dos principais polos de produção e exportação do formato. Hengdian é a maior base de filmagens de cinema e televisão do mundo. Até o fim de 2025, produziu 4.016 microdramas por meio do Centro de Operações de Dramaturgia em Tela Vertical, dos quais 10% foram exportados. O volume rendeu ao complexo o apelido de “Loja Vertical”. A infraestrutura inclui quase mil cenários profissionais, mais de 140 mil figurantes e 15 mil trabalhadores técnicos. Segundo Shi Haigang, do Instituto de Pesquisa da Indústria Cultural de Cinema e Televisão de Hengdian, essa estrutura oferece vantagem competitiva para acelerar a internacionalização . No primeiro trimestre de 2025, empresas chinesas lançaram 237 aplicativos de microdramas no exterior, quase quatro vezes mais que em 2024, acumulando 270 milhões de downloads. A base de conteúdo combina cenários históricos, urbanos e internacionais, fator que atrai produções com orçamentos curtos e prazos rígidos. Fu Weibing, da Hengdian Heritage, afirma que a divisão clara de funções e a coordenação operacional permitem cumprir cronogramas apertados. O governo local lançou políticas de apoio que cobrem toda a cadeia: criação, filmagem, produção, distribuição e exportação. O Centro de Operações de Dramaturgia Vertical oferece serviços integrados, e a Aliança Internacional de Microdramas reúne faculdades de cinema, empresas e instituições internacionais. Segundo Guo Shu, da Hengdian World Studios, a estratégia inclui formação de talentos, treinamento de atores estrangeiros e intercâmbios entre equipes. A tradução e a mediação cultural são pontos críticos. Obras precisam transmitir o conteúdo e a cultura de forma compreensível para outros mercados. A Rongge Short Drama adotou o modelo “um drama por região”, traduzindo obras para mais de 10 idiomas e distribuindo-as para mais de 200 países. Zhou Yingying, responsável pela marca, afirma que internacionalizar significa reconstruir conteúdo e emoção conforme o contexto local, não apenas traduzir diálogos. Para isso, a empresa criou equipes dedicadas ao mercado externo e adotou um modelo de coautoria com roteiristas locais. A Huanyu Film & Television segue linha semelhante. Li Di explica que obras filmadas em Hengdian incorporam elementos do patrimônio cultural imaterial chinês, distribuídos em mais de 60 títulos, 20 idiomas e 200 países. Plataformas de streaming ampliam o alcance. Segundo Li, a empresa coopera com mais de 40 serviços internacionais, como Netflix, Disney+ e HBO. Apesar do avanço, o setor enfrenta desafios. A expansão internacional carece de padrões unificados de gestão, de regulamentação e de critérios para atores estrangeiros. Guo Shu afirma que sua equipe produziu um “Guia para Microdramas Internacionais”, com dados sobre leis, distribuição e direitos autorais de mercados como Europa, América e Sudeste Asiático. Estúdios e escolas também adaptam currículos. Yang Weice, da Faculdade Profissional de Cinema e Televisão de Hengdian, informa que os alunos formam equipes interdisciplinares para desenvolver roteiros e produções voltadas ao exterior. Especialistas consideram que o conteúdo continua sendo o fator decisivo. Para ampliar a qualidade, Hengdian investe em inteligência artificial aplicada ao audiovisual, pesquisa cultural de mercados estrangeiros e atualização de cenários. O objetivo é transformar microdramas em produto cultural escalável e global, sustentado por infraestrutura, distribuição e tradução. Fonte: gmw

21 de janeiro de 2026
China2Brazil
Em 2025, o varejo de bens de consumo chinês atingiu RMB 50,1 trilhões, crescimento de 3,7% em relação ao ano anterior. As vendas de mercadorias subiram 3,8% e o setor de alimentação avançou 3,2%. O consumo das famílias respondeu por 52% do crescimento do PIB, mantendo-se como principal motor da economia. Durante o 14º Plano Quinquenal, o varejo ultrapassou consecutivamente os marcos de RMB 40 trilhões, RMB 45 trilhões e RMB 50 trilhões, sustentando a recuperação econômica e o aumento da qualidade de vida da população chinesa. Bens duráveis movimentam mercado Programas de troca de produtos antigos por novos geraram RMB 2,61 trilhões em vendas e beneficiaram 366 milhões de pessoas. Automóveis de passeio venderam 23,744 milhões de unidades, crescimento de 3,8%, com veículos de nova energia representando 53,9% do total. Eletrodomésticos registraram RMB 1,17 trilhão em vendas, alta de 11%. Equipamentos de comunicação, artigos culturais, móveis e artigos de escritório cresceram entre 14,6% e 20,9%. Bens de consumo diário mantém estabilidade Grãos, óleos e alimentos registraram alta de 9,3%, com destaque para produtos orgânicos e verdes. Roupas, calçados e artigos têxteis subiram 3,2%, impulsionados por modelos de estilo chinês tradicional, como hanfu, e tecidos funcionais. Artigos de uso diário cresceram 6,3%, mantendo consumo estável. Artigos esportivos e de entretenimento cresceram 15,7%, puxados por equipamentos para esportes de inverno, trilhas e ciclismo. Óculos, relógios e pulseiras inteligentes registraram crescimento superior a 40%. Cosméticos avançaram 5,1%, liderados por tendências de estética oriental, enquanto ouro, prata e joias subiram 12,8%, com destaque para produtos que unem cultura tradicional e design moderno. Fonte: news.cctv.com