
10 de setembro de 2026
China2Brazil
A China colocou seis novos satélites em órbita nesta quinta-feira (10) com um único foguete Longa Marcha-4B, lançado do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan. A missão também marcou o 666º voo dos foguetes da série Longa Marcha. Os satélites Yaogan-53 01 a 03 e Yaogan-56 01 a 03 chegaram às órbitas previstas, segundo a China Aerospace Science and Technology Corporation (CASC). Os equipamentos serão usados em experimentos científicos, levantamento e monitoramento de recursos terrestres, estimativas da produção agrícola e prevenção e redução de desastres. Os seis satélites foram desenvolvidos sob coordenação da Quinta Academia da CASC. O lançamento utilizou o Longa Marcha-4B, foguete de três estágios capaz de transportar um ou vários satélites em uma mesma missão. Em uma órbita heliossíncrona circular a 700 quilômetros de altitude, o modelo pode transportar até 2,5 toneladas. Uma órbita heliossíncrona permite que o satélite passe sobre determinadas áreas da Terra em horários solares semelhantes, característica útil para observação e monitoramento. Fonte: China News

9 de setembro de 2026
China2Brazil
A China adicionou 84 projetos à lista nacional de investimentos estrangeiros considerados prioritários, com aportes previstos de US$19,46 bilhões. Os novos projetos estão concentrados principalmente na indústria, em áreas como equipamentos eletromecânicos, produtos químicos, energia, automóveis e saúde. As informações foram divulgadas durante a 26ª Feira Internacional de Investimento e Comércio da China, realizada de 8 a 11 de setembro, em Xiamen, na província de Fujian. A lista reúne projetos acompanhados pelo Ministério do Comércio, que oferece suporte durante etapas como implantação e operação. Até agora, os projetos classificados como prioritários acumulam US$109,3 bilhões em investimento estrangeiro efetivamente utilizado. Entre as multinacionais presentes na feira está a Saudi Aramco. Mohammed Al-Qahtani, presidente das operações downstream da companhia, afirmou que dois grandes projetos da empresa na China devem entrar em operação ainda neste ano e que outro já começou a ser construído. Segundo Al-Qahtani, os investimentos acumulados da Saudi Aramco no país ultrapassaram US$ 33 bilhões nos últimos 30 anos. A China vem direcionando parte de sua política de atração de capital para setores industriais e tecnológicos. Nos primeiros sete meses de 2026, as indústrias de alta tecnologia receberam 182,31 bilhões de yuans em investimento estrangeiro efetivamente utilizado, alta de 32,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Fonte: southcn.com

9 de setembro de 2026
China2Brazil
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) da China subiu 0,8% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2025, informou o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) nesta quarta-feira (9). Em julho, a alta havia sido de 0,5%. A inflação subjacente, que exclui alimentos e energia, ficou em 1,0% na comparação anual. Já de julho para agosto, o CPI passou de queda de 0,1% para alta de 0,4%. Segundo o NBS, a energia foi o principal fator para a aceleração anual. Os preços do setor subiram 4,1% em agosto, ante 0,6% em julho, e acrescentaram cerca de 0,28 ponto percentual ao CPI. A gasolina registrou alta de 9,3% na comparação anual. Gasolina e alimentos pesam na alta mensal Na comparação com julho, os preços da gasolina subiram 7,2%, depois de terem caído 10,7% no mês anterior. Sozinha, a variação acrescentou aproximadamente 0,21 ponto percentual ao CPI de agosto. Os alimentos também contribuíram. Os vegetais frescos ficaram 5,5% mais caros, enquanto os ovos de galinha subiram 2,4% e a carne suína, 1,3%. Segundo o NBS, altas temperaturas, chuvas e fatores sazonais de produção afetaram esses preços. Preços ao produtor sobem 3,8% O Índice de Preços ao Produtor (PPI), que mede os preços dos produtos na saída das fábricas, subiu 3,8% em agosto na comparação anual. Em relação a julho, o índice avançou 0,4%, revertendo a queda de 0,7% registrada no mês anterior. Segundo o NBS, a alta refletiu principalmente o aumento internacional dos preços do petróleo e de metais não ferrosos, além de maior demanda em alguns segmentos industriais. Fonte: people.com.cn

9 de setembro de 2026
China2Brazil
A China reconheceu oficialmente 11 novas profissões nesta quarta-feira (9), com atividades ligadas à inteligência artificial, robótica, energia, análise de dados e digitalização da indústria . Outras 23 funções e especializações profissionais também foram incorporadas à classificação do país. As 11 novas profissões são: Engenheiro de tecnologia de gêmeos digitais Técnico em aplicação de robôs com inteligência incorporada Modelador digital de produtos industriais Analista de dados esportivos Gestor de microrredes elétricas Profissional de fabricação de células a combustível de hidrogênio Profissional de produção de hidrogênio por eletrólise da água Artesão especializado na produção de incensos Técnico de engenharia em gestão terrestre de embarcações Instalador e ajustador de equipamentos de navegação por satélite Planejador de sustentabilidade empresarial Das 11 ocupações, cinco são classificadas como profissões digitais, o equivalente a 45,5% do total. Outras três são consideradas profissões verdes e representam 27,3%. Além delas, a China reconheceu 23 novas funções e especializações dentro de profissões já existentes. Entre os exemplos divulgados estão desenvolvedor de agentes de inteligência artificial, profissional de logística de baixa altitude, inspetor de veículos de nova energia, designer de adaptações para idosos e trabalhador comunitário. A lista é a oitava divulgada pelo país desde 2019. Ao todo, 121 novas profissões foram reconhecidas oficialmente nesse período. Segundo o Ministério dos Recursos Humanos e da Seguridade Social, o governo agora pretende desenvolver padrões profissionais e programas de qualificação para as novas ocupações. Fonte: CCTV

9 de setembro de 2026
China2Brazil
O mercado de brinquedos da China está mudando de perfil. Além dos produtos infantis tradicionais, ganham espaço itens colecionáveis, produtos ligados a hobbies e compras motivadas por identificação emocional, principalmente entre jovens e adultos. A mudança também favorece personagens e franquias desenvolvidos no próprio país. Em vez de depender apenas de marcas internacionais, empresas chinesas começam a investir em propriedades intelectuais próprias e em lojas pensadas como espaços de entretenimento. A Miniso é um dos exemplos dessa estratégia. No primeiro semestre de 2026, a empresa registrou receita de 11,5 bilhões de yuans, cerca de US$1,7 bilhão, alta de 22,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na China continental, a receita cresceu 26,2%, enquanto o número de lojas aumentou 8%, indicando crescimento das vendas também nas unidades já existentes. Parte desse desempenho está ligada aos formatos maiores de loja e aos produtos baseados em personagens. Na nova unidade Miniso Land inaugurada em Chengdu, mais de 80% dos cerca de 5 mil produtos estão associados a propriedades intelectuais. A empresa também tenta reduzir a dependência de personagens licenciados de grupos como Disney, Sanrio e Marvel. No primeiro semestre, as despesas com licenciamento cresceram 48%, para 356 milhões de yuans. Um dos principais testes dessa nova estratégia é Yoyo, personagem criado pela própria Miniso. Lançado há cerca de um ano, ele gerou quase 500 milhões de yuans em vendas no primeiro semestre e já foi levado a 53 países e regiões. A companhia também criou outros personagens próprios e pretende usar sua rede de mais de 8,6 mil lojas para apresentá-los diretamente aos consumidores. A estratégia difere da adotada por empresas como a Pop Mart, que construiu comunidades de colecionadores em torno de personagens como Labubu antes de ampliar sua presença no varejo. A Miniso aposta no caminho inverso: primeiro utiliza sua rede de lojas para alcançar consumidores e, depois, tenta transformar essas compras em comunidades de fãs. Fonte: China Daily

8 de setembro de 2026
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Shenzhen, Hong Kong e Guangzhou formam o maior polo de inovação do mundo pelo segundo ano consecutivo, segundo o Índice Global de Inovação 2026, divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). A China também concentra 25 dos 100 principais polos do ranking, mais do que qualquer outro país. Além da liderança de Shenzhen–Hong Kong–Guangzhou, outros dois polos chineses aparecem entre os dez primeiros: Pequim ocupa a quinta posição e Xangai–Suzhou, a sexta. Tóquio–Yokohama aparece em segundo lugar no ranking global, seguido por San Jose–São Francisco, em terceiro, e Seul, na quarta posição. Os polos de inovação podem reunir uma cidade ou um conjunto de cidades com forte concentração de atividades tecnológicas e científicas. Para elaborar a classificação, a OMPI considera três indicadores: pedidos internacionais de patentes, produção de artigos científicos e localização de empresas que recebem investimentos de capital de risco. No total, a China possui 25 polos entre os 100 primeiros e lidera esse levantamento pelo quarto ano consecutivo. Os Estados Unidos aparecem com 20, seguidos pela Alemanha, com sete. Índia e Reino Unido têm quatro cada. Juntos, China e Estados Unidos concentram quase metade dos principais polos de inovação identificados pela OMPI. O Brasil também aparece no ranking, representado por São Paulo. Entre as demais economias de renda média com polos entre os 100 primeiros estão Índia, Egito, Irã, Malásia, México e Turquia. Segundo a OMPI, o desempenho dos polos chineses está relacionado à concentração de pesquisa, empresas, talentos e investimentos, além do crescimento de áreas como tecnologias de baterias e energia. Fonte: news.cn

8 de setembro de 2026
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A Huawei apresentou em Guangzhou o Mate XT 2, nova geração de seu smartphone com tela que se dobra em três partes. O aparelho dá continuidade à linha que inaugurou comercialmente esse formato no mercado e estreia o Kirin 9050 Pro, primeiro chip de alto desempenho da empresa a utilizar uma tecnologia de empilhamento lógico. O primeiro Mate XT foi lançado em 2024 como o primeiro smartphone comercial do mundo com tela triplamente dobrável. Quando totalmente aberto, o formato transforma o aparelho em uma tela de dimensões próximas às de um tablet. No Mate XT 2, a Huawei combina esse formato com uma nova geração de seu processador próprio. O Kirin 9050 Pro organiza unidades lógicas em diferentes camadas dentro de um único chip, em vez de mantê-las apenas em uma estrutura plana. A arquitetura também utiliza conexões verticais entre essas camadas. Segundo as informações divulgadas pela empresa, a estrutura reduz o caminho percorrido pelos sinais dentro do chip, diminuindo a latência e melhorando o desempenho. O lançamento marca ainda a primeira vez em seis anos que a Huawei apresenta um novo chip Kirin durante o lançamento de um smartphone topo de linha. A última ocasião havia sido na apresentação global da família Mate 40. Com o Mate XT 2, a empresa atualiza uma categoria que ajudou a criar comercialmente e volta a colocar sua tecnologia própria de chips no centro de um lançamento de celulares premium. Fonte: gmw.cn

8 de setembro de 2026
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A China chegou a 5,394 milhões de patentes de invenção válidas e manteve, pelo sétimo ano consecutivo, a liderança mundial em pedidos internacionais de patentes pelo sistema PCT, segundo dados da Administração Nacional de Propriedade Intelectual. O PCT é um sistema internacional que permite solicitar proteção de uma invenção em vários países por meio de um único pedido inicial. Além das patentes, o país possui 50,816 milhões de registros de marcas válidos em vigor. A China também está entre os países com maior número de pedidos internacionais de desenhos industriais pelo Sistema de Haia e de registros de marcas pelo Sistema de Madri. Os dados foram divulgados durante a 15ª Conferência Nacional de Propriedade Intelectual da China, realizada em Pequim entre 8 e 9 de setembro. O encontro discute as prioridades para propriedade intelectual durante o 15º Plano Quinquenal, que cobre o período de 2026 a 2030. Fonte: CCTV

8 de setembro de 2026
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Mais de 300 mil empresas chinesas realizaram operações de importação ou exportação com os demais países do BRICS em 2025, marca alcançada pela primeira vez. O número cresceu 8,8% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China. No mesmo período, o comércio entre a China e os demais integrantes do grupo chegou a RMB 7,47 trilhões, alta de 3,4% na comparação anual. Esse volume representou 16,4% de todo o comércio exterior chinês em 2025. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (8), durante a 26ª Feira Internacional de Investimento e Comércio da China (CIFIT). Na ocasião, a alfândega chinesa também divulgou o Índice de Comércio entre a China e os demais países do BRICS, criado para acompanhar a evolução dessas relações comerciais. O indicador chegou a 334,14 pontos em 2025, crescimento de 32,64 pontos em relação a 2024 e décimo avanço anual consecutivo desde o início da série. O índice usa 2009 como ano-base e considera quatro dimensões: escala comercial, estrutura do comércio, inovação e potencial de crescimento. Em 2025, os indicadores dessas quatro áreas ficaram em 295,31 pontos para escala, 188,15 para estrutura, 396,24 para inovação e 456,88 para potencial comercial. Segundo a Administração Geral das Alfândegas, o índice continuará sendo divulgado regularmente para acompanhar a evolução das trocas entre a China e os demais países do BRICS e servir de referência para empresas e formuladores de políticas comerciais. Fonte: news.cn

4 de setembro de 2026
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A China pretende ampliar a cobertura do seguro-maternidade e reduzir as despesas das famílias com gravidez e parto durante o período de 2026 a 2030. Atualmente, cerca de 260 milhões de pessoas estão cobertas pelo sistema, que inclui reembolso de despesas médicas e pagamento de auxílio relacionado à maternidade. Nos primeiros sete meses de 2026, o fundo desembolsou 78,42 bilhões de yuans, cerca de US$11,6 bilhões, em 25,56 milhões de atendimentos e benefícios. Desse total, 60,78 bilhões de yuans foram destinados aos auxílios-maternidade, pagos diretamente aos beneficiários. Uma das prioridades será incluir mais trabalhadores flexíveis, migrantes e profissionais de novas formas de emprego que já participam do seguro médico básico dos empregados. A China também vem reduzindo os gastos diretos com o parto. Atualmente, 303 áreas de 28 regiões de nível provincial eliminaram despesas não cobertas pelo seguro para partos hospitalares dentro das regras previstas pelo sistema. Todas as províncias chinesas também passaram a incluir serviços de reprodução assistida na cobertura do seguro médico. O alívio da dor durante o parto já pode ser reembolsado em todo o país. O governo pretende ainda ampliar a cobertura de exames pré-natais e facilitar o pagamento direto de despesas relacionadas à maternidade entre diferentes regiões. As medidas fazem parte de uma política mais ampla de apoio às famílias em meio à queda da natalidade e ao envelhecimento da população. A população chinesa vem diminuindo desde 2022, e o 15º Plano Quinquenal prevê ações para reduzir os custos relacionados ao parto, criação dos filhos e educação. Fonte: Xinhua