
17 de setembro de 2026
China2Brazil
O número de pagamentos móveis feitos por estrangeiros na China cresceu cerca de 70% desde o início de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O valor movimentado por essas transações aumentou aproximadamente 40%, segundo dados divulgados pela China NetsUnion Clearing Corporation (NUCC) nesta quinta-feira (17). Uma das formas usadas para facilitar esses pagamentos é permitir que visitantes vinculem cartões emitidos no exterior às carteiras digitais utilizadas na China. Dessa maneira, o estrangeiro pode usar o cartão internacional para fazer pagamentos pelos sistemas de QR Code disponíveis no país. Esse modelo é direcionado principalmente a visitantes da Europa, dos Estados Unidos e de outras regiões onde os cartões bancários são mais utilizados. Segundo a NUCC, o serviço já atende usuários de mais de 200 países e regiões. Para viajantes de locais onde as carteiras digitais são mais comuns, como o Sudeste Asiático, há outra alternativa, como utilizar diretamente uma carteira digital estrangeira durante a viagem à China. A rede já integrou 16 dessas carteiras, de 11 países e regiões. A NUCC também trabalha no caminho inverso, permitindo que carteiras digitais chinesas sejam usadas fora do país. A rede de aceitação está presente em 220 países e regiões e conecta mais de 70 milhões de estabelecimentos que recebem pagamentos por QR Code. As iniciativas também têm como objetivo ampliar o uso dos meios de pagamento chineses fora do país e facilitar o uso do renminbi (RMB) em transações internacionais. Fonte: news.cn

17 de setembro de 2026
China2Brazil
As principais empresas de logística da China aumentaram em quase 30% os investimentos em transformação digital nos primeiros sete meses deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Os recursos têm sido direcionados a tecnologias como robô s, sistemas automatizados de armazenagem e ferramentas de inteligência artificial. Um exemplo está em uma câmara frigorífica do Shenzhen Port Logistics Group. Empilhadeiras autônomas operam na movimentação e no armazenamento de cargas mesmo em ambientes com diferenças de temperatura próximas de 50 °C. Segundo os dados divulgados, a tecnologia aumentou a eficiência dessas operações em aproximadamente 40%. A automação também chegou a outras etapas dos armazéns. Estruturas verticais inteligentes, robôs logísticos e sistemas automatizados de separação de pedidos estão sendo usados para organizar e movimentar mercadorias. Centros logísticos nacionais e bases voltadas à cadeia fria também passam por processos de digitalização. A proposta é conectar diferentes partes da rede e permitir que informações sobre uma carga acompanhem todo o transporte, inclusive quando a mercadoria utiliza mais de um meio de deslocamento. A inteligência artificial já aparece em mais de 1.000 tipos de aplicação entre as principais empresas de logística chinesas. Esses sistemas são usados, entre outras funções, para organizar operações e prever a demanda. Em alguns casos, empresas conseguem responder em questão de horas às necessidades de distribuição próximas às fábricas e à reposição de materiais nas linhas de produção. O objetivo é ajustar o fluxo logístico ao ritmo de produção dentro dos polos industriais. Os dados foram apresentados em uma pesquisa da Federação Chinesa de Logística e Compras e divulgados pela CCTV. Fonte: CCTV

17 de setembro de 2026
China2Brazil
Pequim pretende elevar para cerca de RMB 6 trilhões o valor gerado pelo setor de serviços até 2030. Em 2025, esse montante chegou a RMB 4,5 trilhões, o dobro do registrado dez anos antes. A meta faz parte de um novo plano para ampliar e modernizar uma área que já responde por 86% do PIB da capital chinesa. Os serviços também empregam mais de 80% da população ocupada da cidade. Informação, finanças, ciência e tecnologia e serviços empresariais concentram 62% do valor gerado pelo setor, segundo os dados apresentados no plano para o período de 2026 a 2030. Entre as prioridades estão atividades ligadas diretamente às empresas e à produção. Pequim pretende expandir serviços de software e tecnologia da informação e desenvolver áreas como 6G e internet via satélite. O plano também inclui fintechs, capital de risco, financiamento da cadeia de suprimentos, consultoria, serviços jurídicos e transporte de cargas por diferentes meios. A inteligência artificial aparece entre as tecnologias previstas para abrir novas frentes de negócios. A cidade pretende estimular modelos especializados de IA e ampliar o uso de tecnologias como interfaces cérebro-computador e robôs cirúrgicos em serviços médicos e de cuidados para idosos. O plano também prevê mudanças em serviços usados no dia a dia da população. Entre as medidas estão ampliar a oferta de creches acessíveis, serviços para idosos, telemedicina e médicos de família, além de melhorar os serviços domésticos e criar estruturas de atendimento mais próximas das comunidades. Turismo, cultura, comércio, esportes e exposições também estão entre as áreas escolhidas para expansão. Segundo o documento, o conjunto dessas novas frentes, que inclui ainda saúde, ciências da vida e tecnologias inteligentes, poderá abrir um potencial de crescimento superior a RMB 1 trilhão. Além da meta de RMB 6 trilhões para o setor, Pequim pretende que os serviços voltados à produção representem cerca de 65% do total até 2030. O plano também estabelece que as importações e exportações de serviços superem RMB 1,5 trilhão no período. Fonte: people.com.cn

16 de setembro de 2026
China2Brazil
Pesquisadores chineses descobriram um raro sistema de duas estrelas de nêutrons que permite testar, em condições extremas, previsões da Teoria da Relatividade Geral, formulada por Albert Einstein para explicar o funcionamento da gravidade. A descoberta foi feita com o radiotelescópio FAST e publicada em 15 de setembro na revista científica Physical Review Letters. Batizado de PSR J1856-0039, o sistema é formado por duas estrelas extremamente densas que giram uma ao redor da outra em apenas 2,36 horas. Esse é o segundo menor período orbital já registrado entre sistemas desse tipo, o que significa que as duas estrelas estão muito próximas e submetidas a efeitos gravitacionais intensos. Estrelas de nêutrons são remanescentes formados após o colapso de estrelas massivas. Quando duas delas orbitam juntas, criam um ambiente que permite aos cientistas observar fenômenos difíceis de reproduzir em outras condições. No novo sistema, os pesquisadores mediram a redução gradual da órbita provocada pela perda de energia na forma de ondas gravitacionais. A relação entre o resultado observado e o previsto pela Relatividade Geral foi de 1,009 ± 0,014, valor compatível com as previsões da teoria. O PSR J1856-0039 também possui a menor massa total já registrada entre sistemas binários de estrelas de nêutrons: 2,488 vezes a massa do Sol. Uma das estrelas tem cerca de 1,30 massa solar, enquanto a outra possui aproximadamente 1,19 e está entre as estrelas de nêutrons mais leves já identificadas. Segundo as simulações da equipe, as duas estrelas deverão continuar se aproximando até se fundirem daqui a cerca de 82 milhões de anos, provavelmente formando uma estrela de nêutrons mais massiva. A descoberta foi feita pela equipe de levantamento de pulsares do FAST, liderada por Han Jinlin, do Observatório Astronômico Nacional da China. O projeto já identificou cerca de 900 novos pulsares. Fonte: CCTV

16 de setembro de 2026
China2Brazil
Representantes da China e de 23 países da América Latina e do Caribe se reuniram nesta terça-feira (15), em Lima, no Peru, para discutir direitos humanos, desenvolvimento e cooperação entre as duas regiões. Cerca de 200 participantes estiveram na 3ª Mesa-Redonda China–América Latina sobre Direitos Humanos, realizada sob o tema “Multilateralismo e Direitos Humanos”. Um dos principais pontos discutidos foi a relação entre desenvolvimento econômico e garantia de direitos. Eduardo Arana, ex-primeiro-ministro do Peru e ex-ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, afirmou que problemas como a pobreza interferem no acesso a outros direitos e defendeu atenção ao direito ao desenvolvimento. Sebastián Adins, especialista em ciência política da Pontifícia Universidade Católica do Peru, também apontou a pobreza como um dos principais desafios da América Latina. Segundo ele, educação, habitação e saúde pública estão entre as áreas que precisam receber maior atenção. Os participantes também discutiram diferentes formas de abordar políticas de direitos humanos de acordo com as condições de cada país. Arana afirmou que tradições, cultura e estágio de desenvolvimento precisam ser considerados, enquanto Armando Valderrama, vice-presidente da Associação Mexicana de Estudos sobre a China, defendeu que não existe uma abordagem única aplicável a todas as sociedades. A cooperação entre China e América Latina também entrou na agenda. César Landa, ex-ministro das Relações Exteriores do Peru, citou redução da pobreza, meio ambiente, paz e segurança como áreas em que os países latino-americanos e a China podem desenvolver iniciativas conjuntas por meio de mecanismos bilaterais e multilaterais. Fonte: news.cn

15 de setembro de 2026
China2Brazil
A China já colocou em operação mais de 70 centros destinados ao treinamento de robôs e sistemas de inteligência incorporada, enquanto outros 40 estão em construção ou planejamento. Os espaços funcionam como “escolas de robôs”, onde máquinas aprendem tarefas do mundo físico a partir de dados coletados em situações reais. Nesses centros, robôs humanoides repetem atividades como pegar objetos, dobrar roupas, organizar mesas e movimentar encomendas. Sensores registram informações como trajetória, força aplicada e taxa de sucesso, que depois são usadas para treinar e aperfeiçoar os modelos. A inteligência incorporada é a área da inteligência artificial voltada a sistemas capazes de perceber o ambiente e executar ações no mundo físico. Diferentemente dos grandes modelos treinados principalmente com textos e conteúdos disponíveis na internet, esses sistemas dependem de dados obtidos em ambientes reais. Segundo relatório da Academia Chinesa de Tecnologia da Informação e Comunicação (CAICT), os centros estão concentrados principalmente no Delta do Rio Yangtzé, na região Pequim-Tianjin-Hebei e no Delta do Rio das Pérolas. Zhejiang lidera com 14 unidades já construídas, enquanto Jiangsu, Pequim, Guangdong e Shandong têm oito cada. Além da coleta de dados, essas estruturas passaram a oferecer capacidade computacional, treinamento de modelos, testes e conexão entre empresas de robótica e setores interessados na tecnologia, como manufatura, saúde e energia. O governo chinês também começou a estabelecer regras para essa infraestrutura. Uma iniciativa lançada em junho prevê que cada província ou região em nível provincial selecione pelo menos 20 cenários reais para treinamento, testes e validação de robôs. Em novembro, também entra em vigor um padrão nacional voltado à qualidade dos conjuntos de dados usados no treinamento desses sistemas. Fonte: news.cn

15 de setembro de 2026
China2Brazil
Um novo plano para a indústria automotiva chinesa estabelece que os veículos de nova energia deverão representar 70% das vendas de carros novos de passageiros até 2030. Para os veículos comerciais, a meta é chegar a 40% das vendas. O documento foi publicado por nove órgãos do governo chinês. O documento também prevê a adoção em larga escala de veículos com funções de direção autônoma. A meta é permitir condução altamente automatizada em rodovias, vias expressas urbanas e determinadas vias das cidades. As medidas fazem parte do “Plano de Desenvolvimento da Indústria de Veículos de Nova Energia Inteligentes e Conectados para o 15º Plano Quinquenal”, publicado por órgãos como o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma. Até 2030, o governo também pretende ter várias montadoras chinesas entre as dez maiores do mundo em volume de vendas e empresas de componentes automotivos entre as 100 maiores. Outra meta é aumentar a participação da China na elaboração de normas e regulamentações internacionais para o setor automotivo. O plano prevê ainda que a indústria automobilística alcance o pico de emissões de carbono até 2030, como parte da transição de baixo carbono da cadeia de suprimentos. Fonte: CCTV

15 de setembro de 2026
China2Brazil
A China doou às Nações Unidas amostras de solo lunar coletadas pela missão Chang’e-6 no lado oculto da Lua. O material será exibido permanentemente na sede da ONU em Viena e passa a integrar a área dedicada ao espaço sideral. A cerimônia de doação foi realizada em 14 de setembro. Shan Zhongde, diretor da Agência Espacial Nacional da China, assinou o acordo em nome do governo chinês. As amostras foram trazidas à Terra pela Chang’e-6, missão que realizou a primeira coleta e o retorno de material do lado oculto da Lua. A sonda foi lançada em 3 de maio de 2024 e o módulo de retorno pousou em 25 de junho do mesmo ano, na Região Autônoma da Mongólia Interior. Na sede da ONU, o material ficará exposto ao lado de uma réplica em escala real do rover lunar Chang’e-3, também doada anteriormente pela China. A missão Chang’e-6 contou com participação internacional. Representantes da Itália e do Paquistão afirmaram que equipes científicas de seus países estiveram envolvidas no projeto. Segundo a Agência Espacial Nacional da China, o país mantém cooperação espacial com mais de 50 países e organizações internacionais em áreas como satélites, compartilhamento de dados, formação de profissionais e governança do espaço. Fonte: stdaily.com

15 de setembro de 2026
China2Brazil
A Huawei apresentou nesta terça-feira, em Wuhu, na província chinesa de Anhui, o primeiro data center 3D do mundo, desenvolvido para atender às exigências de grandes centros de computação de inteligência artificial. A nova arquitetura organiza verticalmente sistemas de refrigeração, equipamentos de TI, fornecimento de energia e energia de backup. Batizado de “data center 3D”, o modelo empilha funções que normalmente ficam distribuídas horizontalmente em estruturas tradicionais. A arquitetura é formada por quatro camadas: refrigeração, equipamentos de TI, fornecimento de energia e energia de backup. Segundo a Huawei, o modelo foi criado para responder a desafios de segurança em grandes centros de computação de IA e à compatibilidade entre chips de diferentes gerações. A mudança também acompanha o aumento da potência exigida pelos servidores usados em aplicações de inteligência artificial. De acordo com Ren Shulu, vice-presidente sênior e supervisor executivo da Huawei, a potência dos racks passou de alguns quilowatts ou dezenas de quilowatts na era da refrigeração a ar para 100 ou 200 quilowatts nos sistemas atuais. Esse aumento pressiona principalmente o espaço disponível, o fornecimento de energia e a dissipação de calor nos data centers tradicionais. Para lidar com essas limitações, a Huawei adotou uma separação entre as áreas responsáveis pela energia e aquelas destinadas aos equipamentos de computação, inspirada na estrutura usada em fábricas de chips. O data center 3D também divide a estrutura em zonas, o que permite isolar falhas e reduzir o risco de propagação entre diferentes áreas. O modelo prevê ainda refrigeração distribuída por zonas e trajetos mais curtos entre os sistemas de alimentação, refrigeração e equipamentos de TI. Outra mudança está na construção. A Huawei utiliza componentes padronizados e pré-fabricados, produzidos em fábrica e posteriormente instalados no local. Segundo a empresa, esse modelo pode reduzir pela metade o tempo necessário para a entrega da parte eletromecânica do data center. A Huawei Cloud já implantou data centers 3D em três grandes hubs de computação em nuvem localizados em Gui'an, na província de Guizhou; Helingeer, na Mongólia Interior; e Wuhu, em Anhui. O lançamento ocorreu durante a Conferência de Desenvolvimento da Indústria AIDC 2026, realizada em Wuhu. No evento, a Huawei também publicou o livro “Data Center 3D” e disponibilizou uma biblioteca de projetos sobre a nova arquitetura, com informações de áreas como arquitetura, estrutura, abastecimento de água e esgoto, climatização, energia e sistemas de baixa tensão. Fonte: Ithome

15 de setembro de 2026
China2Brazil
A China concluiu a retirada gradual de substâncias que destroem a camada de ozônio no setor de solventes, após a entrada em vigor de uma proibição nacional para o uso desses compostos em produtos de limpeza. A medida faz parte dos compromissos assumidos pelo país no Protocolo de Montreal, ao qual aderiu em 1991. A proibição passou a valer em 1º de julho de 2026 e marcou o fim formal do uso de hidroclorofluorcarbonos, os HCFCs, nesse setor. Os HCFCs são substâncias utilizadas em diferentes aplicações industriais e que contribuem para a destruição da camada de ozônio. A conclusão do processo foi anunciada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que atua no projeto em parceria com o Ministério da Ecologia e Meio Ambiente da China e o Centro de Cooperação Ambiental Estrangeira, ligado à pasta. A etapa mais recente do programa começou em 2016. Desde então, o PNUD e o Centro de Cooperação Ambiental Estrangeira apoiaram a substituição dos HCFCs por outras substâncias no setor de solventes. Segundo o PNUD China, 53 empresas de 12 províncias fizeram essa transição ao longo da última década. “A eliminação gradual do setor de solventes na China representa a reta final nessa jornada de conformidade, e o PNUD tem orgulho de estar ao lado dos parceiros chineses em cada etapa do processo”, afirmou Stefan Liller, representante residente do PNUD na China. Liller também afirmou que o processo mostra que mudanças industriais podem ocorrer em conjunto com medidas de proteção ambiental. Fonte: China Daily