
30 de outubro de 2026
China2Brazil
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Harbin desenvolveram um novo sistema capaz de concentrar a luz solar e gerar temperaturas altas o suficiente para, no futuro, derreter o solo lunar e transformá-lo em material de construção. A tecnologia funciona como uma espécie de “forno solar”. O sistema concentra a luz em uma área muito pequena e pode fornecer o calor necessário para processos como a fusão do regolito, nome dado ao solo solto que cobre a superfície da Lua. A ideia é aproveitar esse material disponível no próprio satélite para produzir tijolos ou até componentes mecânicos, reduzindo a necessidade de transportar grandes volumes de matéria-prima a partir da Terra. Em testes realizados em ambiente externo, um protótipo de 300 milímetros de diâmetro conseguiu aumentar a intensidade da radiação solar em mais de 500 vezes. A temperatura no ponto focal permaneceu acima de 800 °C e chegou a 892 °C. Na Lua, onde não há atmosfera e a incidência direta da radiação solar é diferente da terrestre, os pesquisadores calculam que o sistema poderia alcançar até 1.326 °C. Segundo a equipe, essa temperatura pode ser suficiente para processos de alta temperatura, incluindo o derretimento do solo lunar. O equipamento utiliza três espelhos especiais para corrigir pequenos desvios no ângulo de entrada da luz e manter o foco concentrado. Esse é um dos principais desafios de sistemas tradicionais, que perdem eficiência quando a posição da luz muda. A nova configuração também dobra a tolerância do sistema a variações de ângulo, característica considerada importante para operar em condições extremas da superfície lunar. Segundo os pesquisadores, essa maior flexibilidade pode simplificar o equipamento e reduzir tanto a dificuldade de fabricação quanto os custos de transporte para futuras missões. A próxima etapa será desenvolver um protótipo mais leve e realizar experimentos específicos de derretimento de solo lunar, aproximando a tecnologia de uma possível aplicação fora da Terra. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Engineering. Fonte: news.cn

30 de outubro de 2026
China2Brazil
A expansão da energia solar e eólica na China trouxe um novo desafio: armazenar a eletricidade produzida quando há oferta em excesso e utilizá-la nos momentos de maior demanda. Em Qinghai, no oeste do país, um novo sistema de armazenamento com ar líquido foi conectado à rede elétrica para ajudar a lidar com essa variação. Instalado na cidade de Golmud, o projeto ocupa o primeiro lugar mundial em sua categoria em potência e capacidade de armazenamento, segundo as informações divulgadas. A tecnologia foi desenvolvida integralmente na China e utiliza equipamentos produzidos no país. O funcionamento parte de uma lógica simples. Nos períodos de menor consumo, quando há energia renovável disponível em excesso, o sistema usa essa eletricidade para comprimir e resfriar o ar até aproximadamente -194 °C, transformando-o em líquido. Esse ar líquido fica armazenado em tanques até que a demanda por eletricidade aumente. Quando isso acontece, ele é pressurizado, aquecido e volta ao estado gasoso. A expansão movimenta equipamentos de geração e permite devolver eletricidade à rede. O sistema também reaproveita o calor produzido durante a compressão do ar. Esse calor é armazenado e utilizado posteriormente na etapa de geração, contribuindo para o funcionamento do processo. A instalação tem potência nominal de 63 MW e pode alcançar 66 MW. Segundo o projeto, a eficiência prevista é de 91,3%. A principal função da tecnologia é ajudar a reduzir um dos problemas associados à geração solar e eólica: a produção depende das condições de vento e de luz e nem sempre coincide com os horários de maior consumo. Ao armazenar parte dessa energia para uso posterior, o sistema pode ajudar a reduzir picos e quedas na oferta, além de contribuir para o controle de frequência e tensão da rede elétrica. O projeto também testa uma solução de armazenamento de longa duração, considerada importante para sistemas elétricos com participação crescente de fontes renováveis. A experiência em Qinghai poderá servir de referência para futuras instalações em maior escala no país. Fonte: stdaily

30 de outubro de 2026
China2Brazil
A China alcançou o 6º lugar entre 25 grandes economias avaliadas em um índice global de proteção da propriedade intelectual divulgado nesta sexta-feira (30) pelo Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional. O país obteve 81,75 pontos e entrou, pela primeira vez, no grupo de economias com nota igual ou superior a 80. A média entre os 25 países analisados foi de 75,03 pontos. O levantamento considera economias que, juntas, representam mais de 80% da economia mundial. Além da China, o grupo com pontuação acima de 80 inclui Estados Unidos, Coreia do Sul, Reino Unido, Suíça, França, Holanda, Singapura e Japão. Segundo o relatório, a China se destaca em indicadores como número de autorizações de propriedade intelectual, indicações geográficas, pedidos de patentes relacionados à inteligência artificial e patentes consideradas essenciais para padrões tecnológicos. O país também apresentou desempenho relevante em número de profissionais de pesquisa e desenvolvimento, investimento empresarial em P&D e presença de companhias na lista Fortune Global 500. O relatório chama atenção ainda para o papel da propriedade intelectual na expansão internacional das empresas. A recomendação é que as companhias avaliem, antes de entrar em outros mercados, fatores como ambiente jurídico, riscos, barreiras de entrada e a situação de suas patentes, marcas e outros ativos de propriedade intelectual. A edição de 2025 também passou a considerar novos indicadores, entre eles pedidos de patentes ligados à inteligência artificial e a capacidade de transformar propriedade intelectual em ativo econômico. O índice é elaborado anualmente pelo Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional desde 2022. Fonte: news.southcn

29 de outubro de 2026
China2Brazil
Empresas chinesas estão com mais de 100 vagas abertas para auxiliar logístico em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo. As oportunidades são para atuação presencial, com escala de segunda a sábado, sujeita a alteração. Há três opções de turno: das 5h40 às 14h, das 13h40 às 22h e das 21h40 às 6h. Os profissionais contratados atuarão nas etapas de recebimento, conferência, movimentação, armazenagem, separação e expedição de pacotes. Entre as atribuições estão o registro das movimentações no sistema para garantir a rastreabilidade das cargas, o apoio ao carregamento e descarregamento de veículos e a participação no controle de estoque e em inventários periódicos. Também caberá aos auxiliares identificar e comunicar divergências, avarias ou inconsistências na operação. Para concorrer, é necessário ter ensino médio completo e conhecimentos básicos de informática e do Pacote Office. Experiência em operações logísticas, transporte, armazéns ou centros de distribuição é desejável. O conhecimento de sistemas de gestão logística será considerado um diferencial. Os benefícios incluem vale-transporte, vale-refeição, vale-cesta básica, assistência odontológica, seguro de vida e participação nos lucros e resultados (PLR). Os interessados podem se candidatar pelo link https://iestgroup.sg.larksuite.com/share/base/form/shrlgBZAqTiGzAqGzSWtugnGzRb ou enviar o currículo para hr@iestgroup.com. Os nomes das empresas contratantes, os salários e o prazo para candidatura não foram informados.

29 de outubro de 2026
China2Brazil
A chinesa Focus Media, especializada em publicidade digital, oficializou sua entrada no mercado brasileiro em 29 de outubro. A empresa já possui cerca de 20 mil telas instaladas em mais de 5 mil edifícios residenciais e comerciais de São Paulo e do Rio de Janeiro, segundo informações do portal Meio & Mensagem. Fundada em Xangai, em 2003, a companhia utiliza telas digitais em elevadores e halls de prédios para exibir anúncios. O modelo permite que empresas alcancem consumidores durante atividades cotidianas, como o deslocamento entre andares de edifícios. A Focus Media também tem uma ligação com o Grupo Alibaba , que anunciou um investimento estratégico de aproximadamente US$ 2,2 bilhões na companhia em 2018. Atualmente, a empresa opera uma rede de cerca de 3 milhões de telas em mais de 15 países. No Brasil, a operação começou no primeiro semestre de 2026. A empresa pretende alcançar 100 mil telas nos próximos 18 meses, com planos de levar seus serviços a outros centros urbanos brasileiros. A chegada da Focus Media também marca sua entrada na América Latina, região em que pretende desenvolver novas operações a partir da experiência no mercado brasileiro.

29 de outubro de 2026
China2Brazil
As exportações brasileiras de pescados para a China somaram US$38,03 milhões entre janeiro e setembro de 2026, com 3,97 mil toneladas embarcadas, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O setor agora busca ampliar essa presença após a abertura do mercado chinês para um número maior de espécies brasileiras. A expansão foi favorecida por um protocolo assinado pelos dois países em abril de 2025, que ampliou o acesso de produtos da pesca extrativa brasileira ao mercado chinês, desde que atendidas as exigências sanitárias e comerciais locais. Segundo Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), as empresas brasileiras passaram a compreender melhor as características e preferências do consumidor chinês. Nesta semana, dez empresas brasileiras participam da China Fisheries & Seafood Expo, realizada em Qingdao, onde apresentam produtos e se reúnem com compradores. Entre as empresas que buscam ampliar espaço está a Ayamo Global Foods. Segundo a companhia, suas exportações para a China cresceram cerca de 100% desde 2024. O peixe-espada é hoje o principal produto vendido ao mercado chinês. A empresa envia o pescado inteiro e congelado, com cabeça e vísceras, formato adaptado às características da demanda local. A China ainda representa uma parcela pequena dos negócios da exportadora, que pretende reduzir a dependência de outros mercados. A Frescatto, por outro lado, exporta lagostas para a China há cerca de 15 anos e considera o país seu principal mercado. Para atender aos compradores chineses, a empresa adaptou o processo de produção: as lagostas chegam vivas à fábrica e são abatidas e congeladas poucas horas depois. Após o embarque no Brasil, a viagem de contêiner até a China leva cerca de 40 dias. Segundo a empresa, a demanda chinesa por lagosta brasileira vem crescendo e o objetivo é ampliar tanto a oferta quanto a base de consumidores no país. A participação brasileira na feira de Qingdao também é usada pelas empresas para buscar novos clientes, receber sugestões de compradores e identificar oportunidades para outros produtos. Fonte: Xinhua

29 de outubro de 2026
China2Brazil
Uma apresentação com 110 robôs humanoides em Jinan, na China, entrou para o Guinness World Records ao reunir o maior número de máquinas desse tipo dançando simultaneamente. A apresentação durou mais de cinco minutos e foi realizada sem controle humano em tempo real, segundo a agência Xinhua. Durante a performance, os robôs executaram movimentos de forma sincronizada, mantendo a dança ao mesmo tempo ao longo da apresentação. O feito estabeleceu um novo recorde mundial para o maior número de robôs humanoides dançando simultaneamente. A apresentação também chama atenção para o avanço das capacidades de coordenação e controle de grupos de robôs humanoides, que precisam executar movimentos de maneira sincronizada sem intervenção humana contínua durante a atividade. Fonte: Xinhua

29 de outubro de 2026
China2Brazil
O Nordeste realizou, em 23 de outubro, seu primeiro embarque de carne bovina com destino à China. A operação foi conduzida pelo frigorífico Masterboi, localizado em Canhotinho, em Pernambuco, com o envio de 27 toneladas de carne congelada. A carga seguirá pelo Porto de Suape, até o Porto de Xangai, na China. A unidade pernambucana é a primeira da região Nordeste habilitada a exportar carne bovina para o mercado chinês. A autorização foi concedida em 29 de setembro pela Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), órgão responsável pelo controle aduaneiro e pela habilitação de estabelecimentos estrangeiros para exportação de alimentos ao país. Frigorífico investe para atender ao mercado chinês Para cumprir as exigências do mercado internacional, a Masterboi instalou um túnel de congelamento automático na unidade de Canhotinho. A empresa também pretende aumentar sua capacidade de abate para mais de mil bovinos por dia até o final de 2026. O primeiro embarque foi acompanhado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e por representantes do governo de Pernambuco. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a entrada da unidade no mercado chinês representa uma nova oportunidade comercial para os produtores e para a indústria frigorífica do Nordeste. Carne deve chegar à China em 2027 Apesar de a carga ter saído do frigorífico em outubro, a chegada ao mercado chinês está prevista para janeiro de 2027. Segundo informações divulgadas pelo Jornal do Commercio, o transporte marítimo deve começar em novembro, com duração estimada de 60 dias. O cronograma considera as cotas anuais estabelecidas pela China para a importação de carne bovina. Para 2027, o limite brasileiro informado é de 1,128 milhão de toneladas, com aplicação de uma tarifa adicional de 55% sobre os volumes que ultrapassarem a cota.

29 de outubro de 2026
China2Brazil
Wuhan colocou em operação nesta quinta-feira (29) a Linha 12, considerada atualmente a linha circular de metrô mais longa da China. O trajeto tem 59,9 quilômetros de extensão, 37 estações subterrâneas e percorre sete distritos centrais da cidade. A linha conecta as estações ferroviárias de Hankou e Wuchang e poderá fazer integração com 18 linhas de metrô existentes ou planejadas. Uma volta completa pelo circuito leva cerca de 96 minutos. A construção foi dividida em duas etapas. O primeiro trecho, com 35,3 quilômetros, entrou em operação em maio. Agora, a abertura dos 24,6 quilômetros restantes completou o circuito e permitiu o funcionamento integral da linha. Com a inauguração, a rede de metrô em operação em Wuhan passou de 581 quilômetros. A obra também se destacou pelos desafios de engenharia. Localizada às margens do rio Yangtzé e cercada por lagos, Wuhan possui condições geológicas complexas. Ao longo do percurso, os túneis da Linha 12 passam duas vezes sob o Yangtzé e uma vez sob o rio Han. Um dos trechos sob o Yangtzé tem cerca de quatro quilômetros e chega a 71,4 metros abaixo do nível do rio. As equipes também precisaram lidar com alta pressão da água, camadas de solo saturadas e longos trechos de escavação subaquática. Em uma das etapas da construção, oito máquinas de perfuração de túneis operaram simultaneamente. Segundo as informações divulgadas, a experiência acumulada poderá servir de referência para futuros projetos de túneis subaquáticos de grande diâmetro no país. A nova linha deve facilitar os deslocamentos entre diferentes áreas de Wuhan e reduzir barreiras de mobilidade criadas pelos rios Yangtzé e Han, além de reforçar a integração da rede de transporte da cidade. Fonte: news.cn

29 de outubro de 2026
China2Brazil
Três cidades brasileiras receberão, entre 29 de outubro e 3 de novembro, a quarta edição do Festival Interativo de Música e Arquitetura (Fima), dedicado às influências da cultura chinesa no patrimônio histórico e artístico do Brasil. Com entrada gratuita, as apresentações serão realizadas em São Luís, no Maranhão, Belo Horizonte, em Minas Gerais, e Brasília, no Distrito Federal. O evento integra as celebrações do Ano Cultural Brasil-China 2026 e terá como tema “A China entre nós: uma viagem musical pela história, arte decorativa, arquitetura e criatividade no Brasil colonial”. A programação combina concertos musicais, projeções de imagens e comentários históricos para mostrar como elementos da cultura chinesa chegaram ao Brasil e foram incorporados à produção artística nacional ao longo dos séculos. Influências chinesas na arquitetura brasileira Um dos destaques do festival será a apresentação de imagens de igrejas, construções históricas e acervos que preservam elementos decorativos de inspiração chinesa. Essas referências, conhecidas como chinesices, estão presentes em patrimônios históricos de estados como Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro. Introduzidas durante o período colonial, elas foram reinterpretadas por artistas e artesãos locais, adquirindo características próprias na produção artística brasileira. Durante os concertos, o público poderá conhecer exemplos dessas influências e compreender como referências culturais de diferentes partes do mundo passaram a fazer parte da história da arte e da arquitetura do Brasil. A programação musical contará com obras de diferentes períodos históricos, incluindo composições ligadas à tradição chinesa, peças europeias e músicas produzidas no Brasil colonial. Confira as datas e os locais das apresentações São Luís (MA) Data: 29 de outubro de 2026 Local: Teatro Arthur Azevedo – Centro Histórico, São Luís Horário: 20h Belo Horizonte (MG) Data: 1º de novembro de 2026 Local: Sala Juvenal Dias (Palácio das Artes) – Avenida Afonso Pena, nº 1.537 – Centro Horário: 17h Brasília (DF) Data: 3 de novembro de 2026 Local: Casa do Professor – Campus Universitário Darcy Ribeiro, Universidade de Brasília (UnB) Horário: 19h Todas as apresentações são gratuitas e têm classificação livre.