A China alertou para os riscos de uma corrida armamentista no espaço e defendeu a criação de um acordo internacional para impedir a instalação de armas em órbita. A posição foi apresentada na quarta-feira (21) pelo embaixador chinês para Assuntos de Desarmamento, Li Chijiang, durante uma reunião da Primeira Comissão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo o diplomata, o aumento das atividades militares no espaço representa uma ameaça à segurança internacional. Ele afirmou que os países devem evitar disputas por domínio espacial e impedir que rivalidades entre grandes potências se transformem em confrontos fora da Terra.
Durante o discurso, Li criticou os Estados Unidos por tratarem o espaço como uma área de operações militares. Na avaliação do representante chinês, os planos americanos de instalar armamentos em órbita representam um risco para a segurança espacial.
Para enfrentar esse cenário, a China defende a negociação de um tratado internacional que estabeleça limites para o uso militar do espaço. Uma das propostas em discussão foi apresentada conjuntamente por China e Rússia e busca impedir a instalação de armas em órbita, além de proibir ameaças ou o uso da força contra objetos espaciais.
O projeto, conhecido pela sigla PPWT, ainda está em discussão. Segundo Li, a China está aberta a propostas de outros países para aprimorar o texto e considera necessário avançar nas negociações de um acordo internacional sobre o tema.
O diplomata também defendeu que as regras para as atividades espaciais sejam elaboradas com a participação de todos os países, por meio de negociações multilaterais. Para a China, acordos restritos a determinados grupos de nações não devem substituir normas internacionais mais amplas.
A posição apresentada na ONU reforça a defesa chinesa de um instrumento jurídico internacional para prevenir uma corrida armamentista no espaço. O país também apoia a continuidade dos trabalhos de grupos especializados das Nações Unidas responsáveis por discutir medidas de segurança espacial.
Fonte: China News

