A China respondeu por cerca de 85% das exportações brasileiras de sorgo entre janeiro e agosto de 2026, poucos meses depois do início efetivo das vendas do cereal para o mercado chinês. Das 231,2 mil toneladas embarcadas pelo Brasil no período, 196,05 mil tiveram a China como destino, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.
Só em agosto, as exportações brasileiras de sorgo chegaram a aproximadamente 196 mil toneladas, o maior volume mensal registrado até então. A China respondeu, em média, por cerca de 80% das importações mundiais de sorgo nos últimos anos, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
O aumento dos embarques também abriu novas rotas dentro do Brasil. Em setembro, a VLI realizou pelo Porto de Tubarão, no Espírito Santo, seu primeiro embarque ferroviário de sorgo com destino à China. Até aquele mês, a empresa havia movimentado mais de 250 mil toneladas do cereal, sendo mais de 160 mil por Tubarão e 90 mil pelo Porto de Santos.
A companhia também passou a transportar sorgo produzido na região do Matopiba, formada por áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, até o Porto do Itaqui, no Maranhão. A previsão da VLI é movimentar mais de 800 mil toneladas do cereal até o fim de 2026.
A expansão coincide com uma safra maior no Brasil. A Companhia Nacional de Abastecimento estima produção de 7,35 milhões de toneladas de sorgo no ciclo 2025/26, crescimento de 20,4% em relação à temporada anterior.
O acesso ao mercado chinês é recente. O protocolo fitossanitário para exportação de sorgo brasileiro à China entrou em vigor em novembro de 2024. Em 2025, as cinco primeiras unidades brasileiras foram habilitadas para realizar os embarques, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária.
O sorgo é utilizado principalmente na alimentação animal e também pode ser empregado na produção de bebidas. Para o Brasil, a abertura do mercado chinês cria uma nova frente de exportação para um cereal cuja produção vem crescendo; para a China, acrescenta um novo fornecedor a um mercado no qual o país concentra a maior parte das compras internacionais.
Fonte: Xinhua

