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Foguete chinês ‘dá ré’ e faz primeiro pouso de pé em terra

Foguete chinês dá ré
Imagem: Wang Jiangbo/ Xinhua

Um foguete chinês retornou em direção ao solo e pousou de pé nesta quarta-feira (19), em uma manobra que dá a impressão de que o veículo “dá ré” após o lançamento. Desenvolvido pela LandSpace, o Zhuque-3 Y2 colocou o satélite Honghu-03 na órbita planejada e realizou a primeira recuperação controlada em terra de um primeiro estágio com pernas de pouso na China.

O foguete decolou às 7h35 do Centro de Testes de Inovação em Espaço Comercial de Dongfeng. Cerca de 137 segundos depois, o primeiro e o segundo estágios se separaram. Enquanto a parte superior seguiu para colocar o satélite em órbita, o primeiro estágio iniciou o retorno à Terra.

É durante essa etapa que o foguete parece “dar ré”. O primeiro estágio muda sua orientação, reduz a velocidade durante a descida e usa os motores para frear antes de chegar ao solo. Na fase final, as pernas de pouso permitem que a estrutura toque o chão na posição vertical e permaneça em pé.

A manobra exige que o primeiro estágio, com mais de 40 metros de altura, passe de uma velocidade supersônica para praticamente zero em pouco mais de 300 segundos. O processo combina reentrada, controle preciso da trajetória e frenagem para o pouso.

Além de testar a descida, a missão avaliou de forma conjunta sistemas de propulsão, controle, estrutura e equipamentos em solo. A recuperação do primeiro estágio é uma das principais etapas do desenvolvimento de foguetes reutilizáveis, já que permite trazer de volta uma das partes do veículo depois do lançamento.

O Zhuque-3 é um foguete reutilizável movido a oxigênio líquido e metano líquido. Desenvolvido pela empresa chinesa LandSpace, o veículo tem 66,1 metros de comprimento e pesa aproximadamente 570 toneladas na decolagem.

Segundo as informações divulgadas sobre a missão, o resultado leva o programa chinês de foguetes reutilizáveis comerciais a uma nova etapa de validação de engenharia. A tecnologia também é voltada a futuras operações de lançamento em maior escala e à colocação de grandes constelações de satélites em órbita.

Fonte: news.southcn.com