Economia

China e EUA discutem lista de produtos para implementar acordo de redução tarifária

Redução tarifária
Imagem: Bao Dandan/ Xinhua

China e Estados Unidos iniciaram consultas com empresas e entidades do setor produtivo para definir quais produtos serão incluídos em um acordo de redução recíproca de tarifas. Segundo o Ministério do Comércio da China (MOFCOM), os dois países pretendem concluir essa etapa e implementar o acordo o mais rapidamente possível para ampliar o comércio bilateral.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira por Meng Huating, diretora-geral do Departamento de Administração de Investimentos Estrangeiros do MOFCOM, durante entrevista coletiva em Pequim.

Segundo a autoridade, a China consulta empresas nacionais, associações empresariais, governos locais e câmaras de comércio que representam companhias norte-americanas no país. Nos Estados Unidos, o governo também abriu consulta pública sobre a proposta de redução tarifária e sobre a criação de um novo Conselho de Comércio.

De acordo com Meng, as equipes econômicas e comerciais dos dois países mantêm negociações sobre a estrutura e o funcionamento deste conselho, além do mecanismo de redução recíproca de tarifas, estimado em US$30 bilhões para cada lado. O objetivo é definir quais produtos serão beneficiados antes da implementação do acordo.

A proposta faz parte dos entendimentos alcançados durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China. Na ocasião, os dois governos anunciaram a criação de um Conselho de Comércio e de um Conselho de Investimentos para ampliar o diálogo econômico entre os países.

Segundo o MOFCOM, os novos órgãos deverão funcionar como canais permanentes de negociação sobre comércio e investimentos. A expectativa é que eles facilitem o intercâmbio de políticas, tratem divergências de forma contínua e reduzam a necessidade de negociações concentradas em momentos de crise.

Se implementado, o acordo poderá reduzir barreiras comerciais em um conjunto específico de produtos, cuja lista ainda está sendo negociada entre os dois governos.

Fonte: China News