Economia

Sete cidades chinesas têm PIB per capita superior RMB 200 mil

O PIB per capita é considerado um dos principais indicadores de desenvolvimento econômico regional. Atualmente, além das municipalidades diretamente subordinadas ao governo central, das cidades com status de subprovíncia e das capitais provinciais, sete cidades chinesas de nível de prefeitura consideradas “comuns” já registram PIB per capita superior a RMB 200 mil. Essas sete cidades são: Ordos, Karamay, Wuxi, Yulin, Suzhou, Changzhou e Dongying.

Essas cidades podem ser agrupadas, principalmente, em dois perfis econômicos distintos. De um lado, estão grandes centros ligados à indústria energética, como Ordos, Karamay, Yulin e Dongying, reconhecidos pela abundância de recursos naturais. De outro, destacam-se importantes polos industriais do sul da província de Jiangsu, como Wuxi, Suzhou e Changzhou, cuja economia é impulsionada por uma forte base manufatureira.

Ordos, importante centro produtor de carvão da China, registrou em 2025 um PIB de RMB 612,22 bilhões, com crescimento de 5,1% em termos reais, já descontada a inflação. No mesmo período, o PIB per capita da cidade alcançou RMB 272.704, o maior entre todas as cidades chinesas de nível de prefeitura.

A força econômica de Ordos continua diretamente ligada ao setor de energia. Em 2025, a produção de carvão das empresas industriais acima do porte designado atingiu 890 milhões de toneladas — aumento de 250 milhões de toneladas em comparação com 2020. Paralelamente à expansão da produção, a cidade também acelera a modernização tecnológica do setor minerador, com avanços em automação e mineração inteligente. Atualmente, Ordos conta com 165 minas de carvão inteligentes, enquanto os índices de mecanização, beneficiamento e recuperação de recursos figuram entre os mais elevados da China.

No início do 15º Plano Quinquenal, Ordos acelera a construção de cadeias industriais consideradas estratégicas, incluindo energia de classe mundial, carvão e química moderna, fabricação de equipamentos para novas energias e a indústria de caxemira. A estratégia busca, ao mesmo tempo, ampliar a eficiência das indústrias energéticas tradicionais e impulsionar novos setores, com foco em desenvolvimento econômico de alta qualidade.

Outra importante cidade carbonífera chinesa, Yulin registrou, ao longo do 14º Plano Quinquenal, crescimento médio anual de 5,8% no PIB. No período, a economia local superou sucessivamente os patamares de RMB 500 bilhões, RMB 600 bilhões e RMB 700 bilhões, consolidando a liderança entre as cidades não capitais da região centro-oeste da China. A participação de Yulin no PIB provincial também avançou, passando de 15,6% para 20,5%. A produção de carvão ultrapassou 600 milhões de toneladas, enquanto a produção de gás natural e a exportação de energia elétrica cresceram 18% e 138%, respectivamente.

Já em Karamay, a indústria de petróleo e petroquímica permanece como principal motor econômico. Nos últimos anos, a cidade ampliou sua capacidade de fornecimento e processamento de recursos, ao mesmo tempo em que intensificou a integração entre fontes tradicionais e novas matrizes energéticas. O setor de petróleo e gás expandiu sua escala e sofisticação, formando uma cadeia industrial completa que abrange perfuração, extração, transporte, armazenamento, refino, fabricação de equipamentos e serviços técnicos de engenharia.

Como sede do campo petrolífero de Shengli, Dongying tem a indústria secundária (indústria e construção) representando 59,0% do PIB (a média nacional é 35,6%). Seus principais setores incluem extração de petróleo e gás, refino de petróleo, produção de matérias-primas químicas, produtos químicos e metalurgia de metais não ferrosos.

O pesquisador Ni Fengrui, diretor do Instituto de Pesquisa de Pequenas e Médias Cidades, afirmou que essas cidades possuem forte dotação de recursos naturais e que, durante períodos de alta exploração energética, é necessário planejar antecipadamente para alcançar desenvolvimento sustentável.

As demais cidades com PIB per capita superior a RMB 200 mil estão localizadas na região sul de Jiangsu, incluindo Wuxi, Suzhou e Changzhou, conhecidas por terem “indústrias fortes”.

Entre elas, Suzhou — considerada a “mais forte cidade de nível de prefeitura” — registrou em 2025 um PIB de RMB 2,76951 trilhões. Com base na população residente, seu PIB per capita atingiu RMB 213 mil. Em 2025, o valor agregado da indústria acima do porte cresceu 7,6% em relação ao ano anterior, e o valor total da produção industrial atingiu RMB 4,89664 trilhões, um aumento de 3,9%.

Em 24 de abril deste ano, duas empresas de Suzhou abriram capital em bolsas chinesas. Até o momento, Suzhou adicionou seis novas empresas listadas em 2025, totalizando 234 empresas de capital aberto.

Suzhou tem liderado a transformação industrial entre cidades de nível de prefeitura, com forte presença em biomedicina, semicondutores e inteligência artificial, além de elevados investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Segundo o relatório estatístico de Wuxi de 2025, o PIB da cidade atingiu RMB 1,677394 trilhão, com crescimento de 5,1%. O PIB per capita chegou a RMB 223 mil.

Em Changzhou, o PIB de 2025 foi de RMB 1,11587 trilhão, com crescimento de 5,2%, e o PIB per capita atingiu RMB 207 mil.

Ni Fengrui analisou que muitas cidades comuns do Delta do Yangtze e do Delta do Rio das Pérolas aproveitaram vantagens geográficas, impulsionaram exportações e promoveram a modernização industrial, formando vantagens de mercado.

Ele também afirmou que essas cidades devem, com base em suas próprias dotações de recursos, identificar vantagens comparativas e desenvolvê-las plenamente. No espaço urbano, devem escolher locais adequados para urbanização e concentração populacional, aumentando a produtividade. No desenvolvimento industrial, devem focar em manufatura e setores com vantagens competitivas próprias.

Fonte: cctv.com