Em 2025, mais de 1,45 milhão de veículos foram exportados a partir de Xangai, maior terminal de navios roll-on roll-off (Ro-Ro) para automóveis da China, uma média de quase 4 mil carros por dia. Em outras palavras, menos de 30 segundos bastam para que um automóvel fabricado na China siga rumo ao mercado internacional.
Dados da Administração Geral das Alfândegas da China mostram que, nos quatro primeiros meses de 2026, o valor das exportações chinesas de veículos elétricos cresceu 68,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Desde o início de 2026, as marcas chinesas de automóveis, apoiadas pela vantagem pioneira em veículos de nova energia e pela forte capacidade de inovação inteligente, não apenas ampliaram significativamente o volume de exportações, mas também passaram a desempenhar papel importante na inovação global em pesquisa e design automotivo por meio da integração profunda com inteligência artificial.
Li Gengjun, gerente de plantão da Shanghai Haitong International Automotive Terminal, explicou que o navio atracado mais próximo transporta mais de 3.700 veículos, a grande maioria deles carros de nova energia destinados à Austrália. Segundo ele, o volume operacional diário gira em torno de 5.700 veículos, considerado um nível normal de atividade, mas em períodos de pico a movimentação já ultrapassou 12 mil carros em apenas um dia.
De acordo com dados da Alfândega de Xangai, entre janeiro e abril de 2026, as exportações de veículos elétricos pelo porto da cidade somaram RMB 109,13 bilhões, um crescimento anual de 62,5%.
Chen Jia, chefe da nona divisão de inspeção alfandegária do porto de Waigaoqiao, afirmou que, em 2025, os veículos de nova energia representaram cerca de 40% das exportações totais de automóveis. Já entre janeiro e abril de 2026, a alfândega supervisionou a exportação de 480 mil veículos, dos quais 66,6% eram veículos de nova energia, mostrando um crescimento bastante significativo.
Jozef Kaban, vice-presidente global de design do centro de design do Instituto Geral de Pesquisa e Desenvolvimento de Inovação da SAIC, afirmou que a inteligência artificial não deve ser apenas um recurso adicionado posteriormente ao veículo, mas sim integrada profundamente à experiência do automóvel desde o início do desenvolvimento. Segundo ele, o veículo não apenas compreende o usuário, mas também percebe hábitos, reconhece personalidade e estado emocional, ajustando-se proativamente para proporcionar uma experiência de condução mais agradável.
Fonte: news.cctv.com

