O presidente dos Estados Unidos Donald Trump visitará a China entre os dias 13 e 15 de maio a convite do presidente chinês Xi Jinping. A informação foi divulgada por Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China. Este será o primeiro encontro presencial entre os líderes dos dois países desde a reunião realizada em Busan, em outubro do ano passado, além de marcar a primeira visita de um presidente norte-americano à China em nove anos.
Segundo o porta-voz, Xi Jinping e Trump deverão tratar de questões ligadas à paz e ao desenvolvimento mundial. A China declarou estar disposta a trabalhar com os Estados Unidos com base nos princípios de igualdade, respeito mútuo e benefício recíproco, ampliando a cooperação, administrando divergências e trazendo mais estabilidade e previsibilidade para um mundo marcado por turbulências e incertezas.
Em entrevista à imprensa no dia 10 de maio, Trump afirmou que a China é extremamente importante para a economia norte-americana e disse estar ansioso pela viagem, acrescentando acreditar que a visita será “muito emocionante”.
Segundo informações divulgadas, a Casa Branca estaria convidando CEOs de grandes empresas como NVIDIA, Apple, ExxonMobil e Boeing para acompanharem Trump na visita à China.
Negociações econômicas seguem em andamento
Desde maio de 2025, equipes chinesas e norte-americanas já realizaram várias rodadas de negociações econômicas em cidades como Genebra, Londres, Estocolmo, Madri e Kuala Lumpur, demonstrando a disposição mútua de administrar divergências por meio do diálogo e estabilizar as relações bilaterais.
As discussões envolveram medidas da Seção 301 relacionadas aos setores marítimo e naval chineses, extensão da suspensão de tarifas recíprocas, tarifas ligadas ao fentanil e cooperação policial, comércio agrícola e controles de exportação. As partes afirmaram ter alcançado consenso básico sobre mecanismos para resolver preocupações mútuas.
Em 30 de outubro do ano passado, Xi Jinping e Trump se reuniram em Busan, na Coreia do Sul. Xi afirmou que “o diálogo é melhor do que o confronto” e ressaltou que, embora os dois países tenham diferenças naturais devido às distintas realidades nacionais, a cooperação econômica e comercial deve continuar sendo o “estabilizador” e o “motor” das relações bilaterais, e não um ponto de conflito.
Segundo Xi, as equipes dos dois lados devem continuar negociando com base em igualdade, respeito e benefício mútuo, reduzindo gradualmente a lista de divergências e ampliando a lista de cooperação.
EUA e China avançam na cooperação antidrogas
No início de abril deste ano, o Departamento de Controle de Narcóticos do Ministério da Segurança Pública da China e a agência antidrogas do Departamento de Justiça dos EUA conduziram uma operação contra uma rede de tráfico internacional liderada por um suspeito de sobrenome Guo.
As autoridades realizaram operações simultâneas nas províncias chinesas de Liaoning e Guangdong, bem como nos estados norte-americanos da Flórida e Nevada. Cinco suspeitos foram presos — dois chineses e três norte-americanos — e grandes quantidades de drogas, incluindo protonitazeno e bromazolam, foram apreendidas.
O caso foi considerado mais um importante resultado da cooperação pragmática entre os órgãos antidrogas dos dois países e demonstrou a determinação conjunta de China e Estados Unidos em combater crimes relacionados ao narcotráfico.
Fonte: jiemian.com

