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Pagamentos digitais na China: celular e IA substituem de vez o dinheiro físico

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Imagem: Xinhua

Enquanto o resto do mundo ainda discute a troca dos cartões pelas carteiras digitais, a China já vive essa realidade consolidada no dia a dia. Com quase 70% das conexões usando o 5G, o país criou um sistema onde o dinheiro físico quase não existe mais. O usuário chinês médio consome agora 23,4 GB por mês, tendo uma rotina em que tudo — desde a compra do café da manhã até o pagamento de impostos — acontece em segundos dentro de superaplicativos como WeChat Pay e Alipay.

Em 2026, o celular na China deixou de ser apenas um acessório para se tornar a peça central da economia. Segundo dados do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, o país passou de 1,6 bilhão de usuários de internet móvel. Só no primeiro trimestre deste ano, o uso de dados passou dos 100 bilhões de gigabytes. Esses números mostram uma sociedade que funciona em um ritmo diferente do resto do mundo, onde o dinheiro em papel ficou cada vez mais raro.

Aplicação do QR Code e a força do consumo digital

O principal acelerador dessa mudança foi a popularização dos QR Codes. Diferente de mercados que priorizaram maquininhas de cartão, o modelo chinês se baseou em uma tecnologia de baixo custo e fácil implementação. Isso permitiu a inclusão de pequenos comerciantes, ambulantes e prestadores de serviço no sistema de pagamentos digitais.

Com isso, o celular passou a concentrar diferentes funções. Além de pagar compras, o usuário pode acessar transporte público, desbloquear bicicletas compartilhadas, agendar serviços e realizar operações administrativas sem sair dos aplicativos. A ausência de tarifas para o consumidor e a liquidação imediata das transações aceleraram a substituição do dinheiro físico em várias situações.

O avanço dos agentes de IA no cotidiano

A partir dessa base digital já consolidada, a tecnologia chinesa agora avança para uma nova etapa: o uso de agentes de IA. Grandes empresas, como o Alibaba e outras gigantes do setor, estão lançando ferramentas que buscam entender e antecipar as necessidades do usuário.

A grande mudança é que essas IAs não apenas dão respostas, mas executam ações sozinhas dentro dos aplicativos. Com um único comando, o assistente pode comparar preços, escolher o melhor itinerário, reservar um hotel e finalizar o pagamento de forma autônoma, transformando a transação financeira em um processo de assistência contínua, onde a tecnologia cuida de toda a parte burocrática e logística para o consumidor.

Esse modelo indica uma mudança no funcionamento dos serviços digitais. Com grande volume de dados e integração entre plataformas, a tendência é que parte das decisões operacionais seja transferida para sistemas automatizados, alterando a dinâmica do consumo e da prestação de serviços no ambiente urbano.