A China iniciou o 15º Plano Quinquenal com avanço no comércio exterior. Nos dois primeiros meses do ano, o volume de importações e exportações de bens cresceu 18,3% na comparação anual. As exportações de produtos eletromecânicos aumentaram 24,3% e passaram a sustentar o desempenho do setor. Em Shenzhen, polo industrial e tecnológico, empresas ampliam a presença internacional com base em inovação e integração produtiva.
Durante uma feira na Alemanha, fabricantes chineses de impressoras 3D registraram alta demanda. Profissionais testaram os equipamentos e fecharam pedidos no local. O designer americano Mitch afirmou que as máquinas simplificam o desenvolvimento de produtos ao integrar diferentes tecnologias em um único sistema.
A adoção desses equipamentos reduz a dependência de linhas industriais completas. Com poucos dispositivos, uma única pessoa executa etapas que antes exigiam estrutura fabril. Esse movimento amplia o número de usuários no ecossistema maker. Usuários relatam ganhos de eficiência com ferramentas como impressoras 3D, máquinas de gravação a laser e dispositivos portáteis, majoritariamente produzidos na China.
Dados do setor indicam que cerca de 90% das impressoras 3D comercializadas globalmente têm origem em Shenzhen. Em empresas locais, o processo produtivo permite transformar projetos digitais em objetos físicos em poucas horas. Mais de 70% da produção é destinada à exportação, com pedidos programados para os meses seguintes.
Nos últimos anos, fabricantes enfrentaram limitações técnicas, como instabilidade de algoritmos e baixa precisão. Para resolver esses problemas, equipes de pesquisa realizaram ciclos contínuos de testes e ajustes. Como resultado, a velocidade de impressão dobrou e a estabilidade se aproximou dos padrões industriais.
Além do hardware, empresas passaram a operar com bibliotecas digitais que reúnem milhões de modelos disponíveis para download. Esse sistema conecta criação e produção em escala global. As fábricas operam de forma contínua para atender pedidos personalizados, que vão de brinquedos a peças sob medida.
Segundo a alfândega de Shenzhen, o comércio exterior da cidade atingiu RMB 824,23 bilhões no primeiro bimestre, alta de 37,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. As exportações de impressoras 3D cresceram 183,7%, enquanto câmeras digitais e drones avançaram 68,9% e 66,9%, respectivamente.
No distrito de Nanshan, a Avenida Liuxian concentra universidades, centros de pesquisa e empresas de tecnologia ao longo de 12 quilômetros. O ecossistema reúne equipes que atuam em áreas como drones, robótica e manufatura inteligente. No parque industrial Chuangzhi Yuncheng, empresas desenvolvem produtos voltados ao mercado internacional desde a fase de concepção, considerando exigências regulatórias e padrões de consumo externos.
O uso de espaços compartilhados de prototipagem reduziu o tempo de desenvolvimento de novos produtos de até cinco anos para cerca de dois a três anos. A cadeia de suprimentos integrada permite acesso rápido a componentes e processos industriais, o que reduz custos e acelera a produção.
Além disso, plataformas digitais baseadas em inteligência artificial conectam empresas estrangeiras à cadeia produtiva local, o que amplia a capacidade de lançamento de produtos no mercado global.
Para ampliar a presença internacional, autoridades locais adotaram medidas para reduzir barreiras operacionais. Entre elas, estão políticas fiscais para exportação e melhorias em serviços de alfândega, logística, finanças e conformidade regulatória. A estratégia busca converter capacidade industrial em produtos de maior valor agregado e fortalecer a inserção global da indústria chinesa ao longo do novo ciclo do plano quinquenal.
Fonte: cctv

