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Plano Quinquenal da China coloca setor aeroespacial como motor econômico e amplia projetos espaciais

China setor aeroespacial
Imagem: Wang Chuntao/ Xinhua

A China definiu as prioridades do setor aeroespacial para os próximos cinco anos no 15º Plano Quinquenal, que orienta a política industrial e científica do país. O plano estabelece metas para expandir a indústria espacial comercial, ampliar a infraestrutura de internet por satélite e avançar em missões de exploração do espaço profundo. A estratégia busca transformar o setor aeroespacial em um componente relevante da economia e ampliar o uso de tecnologias espaciais em serviços civis, indústria e cooperação internacional.

Expansão do espaço comercial

O plano prevê a transformação do setor aeroespacial em uma indústria orientada ao mercado e com produção em escala. A estratégia rompe com o modelo tradicional de projetos únicos e de alto custo.

Entre as medidas previstas estão o desenvolvimento de satélites com sistemas de energia mais duráveis e componentes padronizados, o que reduz a necessidade de chips exclusivos para cada missão. Além disso, o programa inclui o avanço de foguetes reutilizáveis, com estruturas mais leves, para reduzir custos de lançamento.

Outro ponto do plano envolve a integração entre o design de satélites e foguetes. Esse modelo permite lançamentos coordenados e amplia a eficiência de constelações em órbita. O governo também prevê tecnologias de defesa e controle de constelações, com sistemas para monitorar detritos espaciais e reduzir interferências em sinais.

Internet por satélite e rede espacial integrada

O plano também estabelece a construção de grandes constelações de satélites para ampliar a conectividade. O governo coordena lançamentos em escala, operações de controle e manutenção em órbita para garantir a estabilidade do sistema.

Essa infraestrutura será integrada ao sistema de navegação BeiDou Navigation Satellite System. A proposta reúne comunicação, acesso à internet, posicionamento de alta precisão e sensoriamento remoto em uma mesma rede.

Além disso, satélites de observação poderão compartilhar dados para evitar duplicação de recursos. A rede espacial integrada deve apoiar operações marítimas, gestão de emergências, comunicação em áreas remotas e serviços globais de informação. O modelo também abre espaço para exportação de tecnologias e serviços espaciais.

Exploração do espaço profundo

O plano inclui metas para ampliar programas de exploração além da órbita terrestre. Entre as prioridades estão novas etapas das missões a Mars e o desenvolvimento de sistemas de monitoramento de asteroides próximos da Earth.

O programa também prevê o desenvolvimento de foguetes pesados reutilizáveis para missões tripuladas à Moon e para projetos de exploração de longo alcance. Outro objetivo envolve estudos para a construção da International Lunar Research Station, iniciativa voltada à cooperação internacional em pesquisas lunares.

Fonte: cctv