O governo da China destacou “reforma” e “inovação” como prioridades no relatório anual de trabalho apresentado em 2026. Segundo Shen Danyang, diretor do Gabinete de Pesquisa do Conselho de Estado da China e chefe do grupo responsável pelo documento, os dois termos aparecem 75 vezes no texto. A declaração ocorreu em 5 de março, durante coletiva do Gabinete de Informação do Conselho de Estado. O relatório apresenta medidas para ampliar motores de crescimento econômico e fortalecer a autossuficiência tecnológica, com ações voltadas à economia inteligente, à modernização do setor de serviços e ao avanço em tecnologias estratégicas.
Nos últimos cinco anos, a economia chinesa registrou expansão consistente. O Produto Interno Bruto do país passou de 103 trilhões de yuans ao final do 13º Plano Quinquenal para mais de 140 trilhões de yuans. O aumento supera 35 trilhões de yuans no período. A taxa média anual de crescimento econômico ficou em 5,4%.
Além disso, o país ampliou investimentos em ciência e tecnologia. A intensidade de pesquisa e desenvolvimento atingiu 2,8% do PIB, índice que supera pela primeira vez a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No mesmo período, a posição da China no Índice Global de Inovação subiu do 14º lugar em 2020 para o 10º em 2025. O país também ultrapassou a marca de 5 milhões de patentes de invenção válidas registradas em território nacional.
Segundo Shen Danyang, vários setores industriais alcançaram paridade ou liderança internacional. Entre eles estão os veículos de nova energia, os produtos fotovoltaicos e os navios de alta tecnologia, áreas nas quais a China lidera pesquisa, produção e exportação.
O relatório de trabalho do governo também mantém foco em inteligência artificial. O documento inclui o tema “inteligência artificial ampliada” pelo terceiro ano consecutivo e introduz, pela primeira vez, o conceito de “economia inteligente”. De acordo com Chen Changsheng, vice-diretor do Gabinete de Pesquisa do Conselho de Estado e integrante do grupo de redação do relatório, a proposta busca ampliar o uso da IA em diferentes setores da economia.
Chen afirmou que a estratégia se baseia em três frentes: ampliar aplicações em larga escala, incentivar o desenvolvimento de código aberto e fortalecer a base tecnológica da inteligência artificial. Além disso, o governo pretende apoiar a expansão de serviços de nuvem pública e incentivar empresas a adotar infraestrutura digital, uso de dados e sistemas de inteligência artificial para ampliar a inovação e sustentar novos motores de crescimento econômico.
Fonte: stdaily


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