O Ministério dos Assuntos Civis da China, junto a outros sete órgãos, publicou o documento “Medidas para Cultivar Operadores de Serviços de Cuidados aos Idosos e Promover o Desenvolvimento da Economia Prateada”. O texto apresenta 14 iniciativas para fortalecer operadores do setor e ampliar a economia direcionada à população idosa.
Até o fim de 2024, a China contava com 310 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. Projeções indicam que o número pode ultrapassar 400 milhões até 2035. Estimativas também apontam que a economia prateada pode superar RMB 30 trilhões até 2035.
O documento prevê ações para fortalecer marcas no setor de cuidados aos idosos. As medidas incluem padronizar nomes e placas de instituições, apoiar operadores com atuação em rede no uso de identidade visual própria e selecionar marcas consideradas referência para o programa nacional de Marcas de Consumo de Excelência da China. O objetivo é aumentar a competitividade das empresas e consolidar marcas reconhecidas.
O texto também prevê a criação de plataformas para integrar oferta e demanda. Em Zhejiang, um parque industrial provincial voltado à economia prateada gerou valor de produção próximo a RMB 2,8 bilhões. Em Shaanxi, um catálogo de produtos destinados à população idosa, divulgado por dois anos seguidos, estimulou o consumo em aproximadamente RMB 1,2 bilhão. Esses exemplos mostram como a articulação entre indústria e consumo destrava gargalos e amplia o mercado.
O documento orienta instituições de cuidados a desenvolver redes de operação e reforçar modelos de cuidado domiciliar com apoio comunitário. Também incentiva a produção de cosméticos e alimentos adequados aos idosos e apoia centros comerciais e redes de varejo na criação de áreas de consumo adaptadas, com experiência integrada entre canais online e presenciais.
Outra frente das medidas trata da melhoria do ambiente regulatório. Nos últimos anos, o país adotou incentivos relacionados a uso da terra, tributação, formação de profissionais e financiamento, o que acelerou o crescimento do setor privado. Até o fim de 2025, havia 41,7 mil instituições de cuidados aos idosos e 722 mil profissionais no setor. Desse total, 71,9% eram instituições privadas ou de gestão privada em instalações públicas, o que indica a liderança das forças sociais na oferta de serviços.
Para ampliar a concorrência e reduzir barreiras, o documento propõe eliminar restrições implícitas em processos de contratação pública, como as chamadas “portas de vidro”. Também estimula o uso de licenças e certificados eletrônicos com reconhecimento nacional para reduzir deslocamentos de empresas e padroniza inspeções administrativas para evitar práticas excessivas.
A expectativa do governo é que os serviços de cuidados aos idosos da China se tornem mais acessíveis, convenientes e digitalizados, atendendo demandas diversas de uma população idosa em expansão.
Fonte: xinhuanet.com


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