1 de dezembro de 2021
Segundo o Centro Nacional de Ciência Espacial (NSSC, sigla em inglês), a equipe de pesquisadores do Liu Yang, de Laboratório Principal de Clima Espacial do Estado (SKSW, sigla em inglês), conseguiram identificar pela primeira vez os condritos carbonáceos na faixa etária de 1 milhão de anos em corpo de resíduos de meteoritos, através das imagens hiperespectrais e dados espectrais que a Chang'e-4 havia capturado. No entanto, apesar de estudos anteriores terem encontrado fragmentos de condritos carbonáceos nas amostras Apollo, nenhum resíduo de impacto de condritos carbonáceos foi diretamente observado na superfície lunar por detecção remota. As descobertas da equipe de Liu sugerem que os impactos de asteroides carbonáceos ricos em voláteis podem ainda estar fornecendo água para a Lua atualmente. Além disso, o estudo mostrou a possibilidade de resíduos de corpos de impacto em materiais mais jovens da tabela lunar, como a amostra de retorno da Chang’e-5. E a análise direta desses resíduos de corpos de impacto, que podem estar presentes na amostra de Chang’e-5, fornecerá uma referência importante sobre a história da evolução da composição e tipos de corpos de impacto do sistema terra-lua. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: IThome
15 de março de 2021
De acordo com o site do Centro Nacional de Ciências Espaciais (NSSC, sigla em inglês) da Academia Chinesa de Ciências (CAS, sigla em inglês), recentemente, a equipe de pesquisa do professor Zhang Qinghe, do Instituto de Ciência Espacial da Universidade de Shandong, em conjunto com o NSSC, comprovaram, pela primeira vez na história da humanidade, a existência de um evento natural semelhante a um ciclone, localizado no Ártico. O fenômeno foi denominado como “ciclone especial” (ou “furacão espacial”), a descoberta foi publicada na revista “Nature Communications” e foi selecionada como destaque pela “Nature”. Segundo relatos, a equipe de pesquisa reparou que o ciclone espacial se origina de uma transferência de energia (efeito de acoplamento) entre o vento solar e a magnetosfera. Durante um longo período com condições geomagnéticas calmas e com campo magnético interplanetária em direção à norte, o processo contínuo de reconexão magnética na magnetosfera terrestre promove a formação de uma estrutura magnética espiral, que gira em sentido horário, possui forma de funil, e é localizada entre a magnetosfera e a ionosfera do Polo Norte. Essa estrutura cria um canal que permite a entrada de elétrons carregados pelo vento solar na média e alta atmosfera da Terra, e também facilita o escape de elétrons da Terra para a magnetosfera. O encontro das duas correntes aumenta a eficiência de transferência de energia entre o vento solar e a magnetosfera. Em outras palavras, a pesquisa mostra que, mesmo com as condições geomagnéticas extremamente calmas, pode haver injeção de energia e grandes tempestades magnéticas nas regiões polares, o que muda a compreensão das pessoas sobre o processo de acoplamento entre vento solar, magnetosfera e ionosfera. O radar de alta frequência da Estação Zhongshan, pertencente ao Projeto Meridian de Monitoramento do Clima Espacial da China (doravante denominado “Projeto Meridian”), desempenhou um importante papel na descoberta de furacão espacial. No segundo plano de Projeto Meridian, produzirão 192 equipamentos, incluindo a construção de radares de alta frequência na China e nas regiões árticas e antárticas. As estações de radares de alta frequência auxiliarão no monitoramento do ambiente espacial, a fim de compreender as regras de mudanças do clima espacial e contribuir nas pesquisas científicas espaciais. (Representação esquemática do ciclone espacial. Fonte: NSSC) (Representação esquemática de formação de furacão espacial. Fonte: NSSC) Fonte: IT Home