15 de junho de 2026
A China lançou seu primeiro satélite dedicado exclusivamente à proteção do patrimônio cultural. O equipamento será usado para monitorar monumentos, sítios arqueológicos e outros bens históricos por meio de imagens de alta precisão, modelos digitais em 3D e comparações periódicas que permitem acompanhar mudanças nesses locais. O satélite de sensoriamento remoto Wenwu-01 entrou em órbita na madrugada de segunda-feira após ser lançado do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, na província de Gansu, no noroeste do país. O projeto foi desenvolvido em parceria pela Administração Nacional do Patrimônio Cultural da China e pela Chang Guang Satellite Technology. Equipado com sistemas ópticos de alta precisão e tecnologia de imagem multiespectral, o satélite consegue coletar dados espaciais sobre bens culturais. Além disso, pode criar modelos digitais em três dimensões e comparar registros obtidos em diferentes períodos para acompanhar mudanças em sítios e patrimônios históricos. O nome Wenwu significa patrimônio cultural em chinês e faz referência à missão do satélite de apoiar a preservação do legado histórico do país. Após o lançamento, o Wenwu-01 passará a operar em conjunto com mais de 130 satélites da constelação Jilin-1. A integração ampliará a capacidade de coleta de dados e permitirá acompanhar, de forma contínua, mudanças em sítios históricos e culturais distribuídos por todo o território chinês. Segundo a Administração Nacional do Patrimônio Cultural, os dados gerados pelo satélite contribuirão para um monitoramento mais frequente e preciso, além de apoiar ações de conservação e gestão de bens culturais em diferentes níveis. A estratégia também prevê a integração de imagens de satélite com drones, sensores conectados à internet das coisas (IoT) e ferramentas de inteligência artificial. Essas tecnologias deverão ser aplicadas em atividades como fiscalização, levantamentos de recursos patrimoniais, investigações arqueológicas, planejamento, gestão, monitoramento do estado de conservação e restauração de patrimônios históricos. Com essa estrutura, a China pretende criar um sistema integrado de monitoramento que combine informações coletadas do espaço, do ar e do solo, fortalecendo a proteção e a gestão de seu patrimônio cultural. Segundo a administração, a iniciativa deverá fornecer suporte científico e tecnológico para o desenvolvimento do setor de patrimônio cultural no país. Fonte: China Daily
21 de fevereiro de 2025
A sonda Tianwen-2, da China, destinada à exploração de asteroides, chegou ao Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, na província de Sichuan, sudoeste do país. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pela Administração Espacial Nacional da China. O lançamento da Tianwen-2 está previsto para o primeiro semestre de 2025. A missão tem como objetivo coletar amostras do asteroide próximo à Terra 2016 HO3 e explorar o cometa 311P. Segundo a agência espacial, as instalações no centro de lançamento estão em boas condições, e os preparativos seguem conforme o planejado. O asteroide 2016 HO3, que mantém uma órbita estável próxima à Terra, é conhecido como um “quase-satélite” do planeta. Ele contém materiais primitivos do início do sistema solar, sendo considerado um “fóssil vivo” valioso para estudos sobre a formação e evolução do sistema solar. Já o cometa 311P orbita no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, apresentando características tanto de cometa quanto de asteroide. Sua análise pode fornecer novos insights sobre a composição, estrutura e evolução desses pequenos corpos celestes, preenchendo lacunas no conhecimento sobre o sistema solar. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: Diário do Povo
3 de dezembro de 2024
A China lançou com sucesso o satélite de teste de tecnologia de comunicações número 13. O satélite foi lançado às 13h56 de 3 de dezembro de 2024, horário de Pequim, com o foguete portador Longa Marcha 3B no Centro de Lançamento de Satélites de Xichang. O satélite entrou com sucesso na órbita prevista e a missão de lançamento foi concluída com sucesso. O satélite é usado principalmente para negócios de comunicações por satélite , radiodifusão e televisão, transmissão de dados e outras operações, e realiza testes e validações de tecnologia relacionados. O satélite lançado foi desenvolvido pela Academia nº 8 e é usado principalmente para negócios de comunicações por satélite, radiodifusão e televisão, transmissão de dados e outras operações, e realiza testes e validações de tecnologia relacionados. Fonte: thepaper.cn
17 de abril de 2024
Neste mês será lançada a nave espacial tripulada chinesa, Shenzhou-18. Na manhã desta quarta-feira,17, a nave espacial Shenzhou-18 foi transportada verticalmente e acoplada ao foguete transportador Longa Marcha II F. Na base de lançamento de veículos espaciais tripulados do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, a combinação da nave e do foguete Shenzhou-18 foi transportada da fábrica de testes de montagem vertical para a torre de lançamento. Através das câmeras, foi possível observar que a plataforma giratória de quatro andares está envolvendo verticalmente o corpo do foguete desta missão de cima para baixo, protegendo-o. Também é possível ver três torres umbilicais conectadas à combinação da nave e do foguete. A combinação da nave será conectada a várias linhas e realizará trabalhos de suporte correspondentes, como ajustar o status técnico da nave Shenzhou-18 dentro da carenagem, garantindo que ela esteja em sua melhor condição para a missão Shenzhou-18. No local do transporte nesta manhã, foi possível ver que a missão ainda está utilizando o modo de transporte vertical, o que requer condições climáticas rigorosas. Nesta época, o Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan é propenso a ventos e areia. A combinação nave-foguete tem cerca de 60 metros de altura e está conectada a quatro pontos de ligação na plataforma de transporte. O processo de transporte exige requisitos rigorosos de direção e velocidade do vento. No local, a velocidade do vento foi monitorada em tempo real com instrumentos e usam o som entre a plataforma e a trilha como referência para ajustes, controlando o ritmo geral do transporte através de um sistema inteligente digital. Comparado ao foguete que realizou a última missão de lançamento espacial tripulado, o foguete Longa Marcha II F desta vez teve uma melhoria adicional em termos de confiabilidade e segurança. Xiao Nan, um dos desenvolvedores do foguete Longa Marcha II F na Academia de Tecnologia Aeroespacial, afirmou em uma entrevista que, em comparação com missões anteriores, esta missão de lançamento pela primeira vez utiliza a plataforma de operações com cobertura da carenagem, onde os técnicos passaram de operações sequenciais de ponto único para operações paralelas de múltiplos pontos, resultando em uma grande melhoria em termos de qualidade e eficiência. A seguir, o Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan realizará uma série de preparativos intensivos e organizados, incluindo a continuação dos testes de funcionalidade da nave-foguete, simulações de lançamento de todo o sistema, confirmação dos astronautas no local e abastecimento do foguete, garantindo assim o sucesso suave da missão de lançamento e a segurança absoluta dos astronautas para atingir o pleno sucesso desta missão de lançamento. Os astronautas para missões Shenzhou-18 e Shenzhou-19 já foram confirmados No final de janeiro, Yang Liwei, vice-designer-chefe do programa espacial tripulado da China, afirmou em uma entrevista que os seis astronautas das missões Shenzhou-18 e Shenzhou-19, programadas para 2024, já foram confirmados. Além do treinamento básico, eles também estão passando por treinamentos mais intensivos e específicos em relação às missões da estação espacial deste ano. Fonte: news.cctv.com Imagem principal: Xinhua