16 de outubro de 2024
O Ministério dos Recursos Naturais da China divulgou o Relatório sobre Recursos Minerais da China em que mostra que foram descobertos em 2023 no país 124 novos locais de mineração, dos quais 44 são de grande extensão, 52 são médios e 28 são pequenos. As informações foram divulgadas na abertura da Conferência Internacional de Mineração da China 2024 em Tianjin, na terça-feira, 15. Segundo o relatório, os cinco minerais com maior número de novos locais de mineração descobertos na China são calcário para construção (16 locais), grafite (10 locais), calcário para cimento (9 locais), granito para construção (7 locais) e fluorita comum (6 locais). Em 2023, houve novos avanços na exploração de minérios não petrolíferos na China, com 428 locais de mineração concluídos em estágios de exploração. No ano passado, os investimentos em exploração geológica de petróleo e gás e de minérios não petrolíferos na China atingiram RMB 113,82 bilhões, um aumento de 12,7% em relação ao ano anterior, alcançando um crescimento positivo consecutivo por três anos. A Conferência Internacional de Mineração da China 2024 é orientada pelo Ministério dos Recursos Naturais e pelo Governo Municipal de Tianjin e organizada pela Confederação da Indústria Mineira da China. Fonte: gov.cn
29 de agosto de 2023
O maior campo de petróleo e gás da China, o campo petrolífero de Changqing, produziu mais de 600 mil milhões de metros cúbicos de gás natural, estabelecendo um novo recorde nacional, informou na terça-feira (29), ao maior produtor e distribuidor de petróleo e gás do país, a PetroChina Limited. Equivalente ao consumo total de gás natural do país durante dois anos, a produção acumulada pode substituir 720 milhões de toneladas de carvão normal e reduzir as emissões de carbono em 1,66 mil milhões de toneladas, disse a PetroChina. Localizado na Bacia de Ordos, no noroeste da China, o campo petrolífero tem desempenhado um papel importante na otimização da estrutura energética do país e na melhoria do seu ambiente ecológico, acrescentou. De acordo com a empresa, cerca de 70 por cento do gás neste campo é gás apertado - gás natural preso dentro de uma rocha com permeabilidade extremamente baixa, tornando-o extremamente difícil de extrair. "Fizemos avanços nas tecnologias de base para a exploração e desenvolvimento de campos de gás", disse Li Zhanming, diretor executivo da PetroChina Changqing Oilfield Company, acrescentando que já perfuraram 14 campos de gás nestas condições e aumentaram a produção de gás natural em mais de 2 mil milhões de metros cúbicos por ano. Os investigadores utilizaram uma tecnologia sísmica tridimensional, que é como realizar exames de tomografia computorizada (TC) de alta precisão para descobrir depósitos subterrâneos de gás natural. A taxa de recuperação de gás no reservatório de gás apertado do campo petrolífero de Changqing aumentou 15% nos últimos 10 anos, e tornou-se a maior região produtora de gás natural do país por 12 anos consecutivos, disse Li. Estima-se que o gás natural produzido anualmente pelo campo petrolífero representa um quarto da produção total de gás nacional, abastecendo mais de 40 cidades de grande e média dimensão e satisfazendo a procura de gás natural de quase 400 milhões de pessoas. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: CCTV Imagem principal: Liu Chan/ Xinhua
3 de maio de 2022
A petroleira chinesa CNOOC anunciou nesta terça-feira (3), que a primeira fase do campo Mero, um gigante mundial de águas profundas do pré-sal, que foi construído com o desenvolvimento e a participação da empresa, entrou em produção no Brasil. A CNOOC salienta que o projeto do campo de petróleo de Mero é um importante resultado da profunda cooperação entre a China e o Brasil e um importante ponto de crescimento para a produção chinesa de petróleo e gás no exterior. É de grande importância para impulsionar o desenvolvimento sustentável da economia e da sociedade locais, promover a construção do “Belt and Road” e a evolução da cooperação energética internacional. O Brasil é o primeiro da América Latina em volume econômico e tamanho de mercado. O país possui grandes e boas reservas de hidrocarbonetos em águas profundas. O campo de petróleo Mero, que está em operação, é um importante componente do mega campo offshore brasileiro, o bloco de Libra, localizado na camada do pré-sal, em águas ultra profundas da Bacia de Santos, no sudeste do Brasil, a cerca de 150 km do Rio de Janeiro e a uma profundidade de água de cerca de 1930 metros. É o terceiro maior campo em águas ultra profundas do pré-sal do mundo. De acordo com Huang Yehua, gerente-geral da CNOOC Petroleum Brazil LTD., o campo de petróleo de Mero adota a plataforma do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás), que é desenvolvido em quatro fases. O investimento total do projeto ultrapassou US$ 20 bilhões. A primeira fase do projeto do campo de Mero será capaz de processar até 180 mil barris de petróleo bruto por dia após a entrada em operação. Internacionalmente, os recursos de petróleo e gás em águas mais profundas do que 300 metros são geralmente definidos como petróleo e gás de águas profundas, 1.500 metros de profundidade de água e até mesmo mais profundo é conhecido como ultra profundo. Nos últimos anos, com o aumento da produção e da dificuldade de extração dos recursos convencionais terrestres, os recursos de petróleo e gás em águas profundas e até mesmo em águas ultra profundas se tornaram os principais contribuintes para o aumento global do petróleo. CNOOC apresentou que os campos de petróleo em águas ultra profundas do pré-sal são um campo emergente e uma tendência importante para o desenvolvimento futuro da indústria petrolífera global, representando um terço das reservas mundiais de petróleo, com características de águas ultra profundas, reservatórios profundos, difíceis de desenvolver e de alta produção. O Brasil ocupa o primeiro lugar mundial na produção de campos em águas ultra profundas do pré-sal. Em 2013, a CNOOC uniu forças com a Petrobras, Shell, TotalEnergies e PetroChina para formar um consórcio licitante, ganhando com sucesso a licitação do bloco de Libra, assim entrando pela primeira vez no segmento brasileiro de petróleo e gás em águas ultra profundas do pré-sal. Atualmente, a CNOOC detém uma participação de 9,65% no campo de Mero. Huang disse que a CNOOC promoveu ativamente "Made in China" no projeto, o que contribuiu para o projeto de cerca de 30 toneladas de casco do FPSO, bem como 160 mil toneladas, mais de 70 grupos de módulos superiores construídos na China. A participação no desenvolvimento do bloco do campo de petróleo de Mero também é útil para a China compreender a tecnologia de ponta do mundo de petróleo e gás em águas ultra profundas e ajudar a formar uma força motriz de inovação de longo prazo. "Atualmente, a tecnologia de separação e injeção de dióxido de carbono na camada pré-sal a ser implementada no campo de petróleo de Mero forneceu novas oportunidades para a China explorar e alcançar o projeto verde e de baixo carbono em questão do desenvolvimento de petróleo e gás em águas ultra profundas. O programa avançado de campos petrolíferos inteligentes totalmente digitais com conexão de rede de fibra óptica submarina amplia os horizontes para a transformação digital do desenvolvimento de petróleo e gás em águas profundas da China", disse Huang. Além do bloco de Libra, CNOOC também tem uma participação bem-sucedida no maior campo de águas profundas do mundo, Búzios, no Brasil, em 2021. Atualmente, a CNOOC possui cinco ativos em blocos de petróleo e gás em águas profundas no Brasil. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: The Paper; 21st Century Business Herald