6 de janeiro de 2021
Em 5 de janeiro, o Banco Mundial divulgou seu relatório “Global Economic Prospects” da edição de janeiro de 2021. No relatório, o Banco disse que a economia global deverá crescer 4% em 2021, assumindo que a vacina contra o covid-19 seja amplamente distribuída no 1 ano. No entanto, se os líderes políticos não tomarem medidas decisivas para conter a propagação da epidemia e implementar reformas de incentivos do investimento, a recuperação econômica será lenta e fraca. O Banco prevê que o crescimento econômico da China subirá para 7,9% em 2021. De acordo com o relatório, mesmo que a economia global volte a crescer após ter diminuído 4,3% em 2020, a pandemia matou e adoeceu um grande número de pessoas, empurrando milhões para a pobreza, prejudicando a atividade econômica e o crescimento da renda no longo prazo. O foco principal da política a curto prazo é conter a propagação da epidemia e garantir a rápida e ampla implantação da vacina. Para apoiar a recuperação econômica, as autoridades também precisam promover um ciclo de reinvestimento visando alcançar um crescimento sustentável que seja menos dependente da dívida governamental. O presidente do Banco Mundial, David Malpass, observou que enquanto a economia global parecia ter entrado em uma lenta recuperação, os líderes políticos enfrentam sérios desafios em muitas áreas, incluindo saúde pública, gestão da dívida, políticas orçamentárias, bancos centrais, reformas estruturais, entre outras áreas, lutando para garantir que a frágil recuperação global ganhe ímpeto e estabeleça as bases para um forte crescimento futuro. Para superar o impacto da pandemia e suportar adversidades ao investimento, é necessário um grande impulso para melhorar o ambiente de negócios, aumentar a flexibilidade do mercado de trabalho e de produtos, e fortalecer a transparência e a governança. Estima-se que o colapso da atividade econômica global em 2020 seja ligeiramente menos severo do que o previsto anteriormente, principalmente devido a uma contração menor nas economias desenvolvidas e a uma recuperação mais forte da China. Em contraste, a atividade econômica na maioria dos mercados emergentes e economias em desenvolvimento tem sido mais afetado do que o esperado. No relatório, o Banco Mundial prevê que o crescimento econômico anual na região da Ásia-Pacífico atinja 7,4%, a ser liderado principalmente por uma recuperação da China. O Banco prevê que o crescimento econômico da China subirá para 7,9% em 2021, refletindo uma liberação mais ascendente do que o esperado da demanda reprimida e a recuperação da produção e das exportações. Como resultado do rápido crescimento da China, o PIB total nas economias emergentes e em desenvolvimento deverá crescer 5% em 2021, após uma contração de 2,6% em 2020. Nos países desenvolvidos, após o aumento no terceiro trimestre de 2020 das taxas de infecção, a economia se estagnou, apesar de ter dado indícios de crescimento, indicando uma recuperação lenta e com muitos desafios. Nos Estados Unidos, o PIB deve crescer 3,5% em 2021, após uma contração estimada de 3,6% em 2020. Na Zona de Euro, a produção deverá crescer 3,6% este ano, após um declínio de 7,4% em 2020. No Japão, a atividade econômica contraíram-se 5,3% no ano passado e prevê-se um crescimento de 2,5% em 2021. Fonte: 21 caijing
26 de novembro de 2020
Em 26 de novembro, Liu Yuanchun, Vice-reitor da Universidade Renmin da China, previu na “2020 Sohu Finance Annual Conference” que a China ultrapassará o limiar dos países de alta renda nos próximos cinco anos, com o PIB per capita crescendo de US$ 11.000 no final de 2020 para US$ 13.700 em 2025. "De acordo com nossas estimativas, o PIB per capita atingirá US$11.000 até o final de 2020. O limiar para a armadilha da renda média (teoria econômica) é de US$ 12.375 que cresce a uma velocidade de cerca de US$ 200 ao ano, o limiar para os países de renda alta será de US$ 13.500 no ano de 2025. Projetamos que nosso PIB per capita em 2025 estará em US$13.700". Liu Yuanchun enfatizou que a superação da "armadilha da renda média" é um desafio que a China deve enfrentar. De acordo com a meta estabelecida pela Quinta Sessão Plenária do Comitê Central da China, a taxa de crescimento econômico da China precisa atingir 5,5% em média nos próximos 5 anos, dobrar o PIB per capita nos próximos 15 anos e a taxa de crescimento econômico da China precisa atingir 4,8% em média nos próximos 15 anos. Para atingir estes objetivos, ele apontou que a economia da China precisa trabalhar em quatro diâmetros: deter tecnologia centrais; fazer reformas institucionais; ser uma nação forte em talentos; quebrar o atual "caos" para criar uma nova plataforma competitiva. Na conferência foram tratados vários assuntos importantes sobre a futura economia internacional, a seguir são alguns pontos resumidos: Por enquanto, a recuperação da economia mundial levará mais tempo do que o esperado, o problema da estagnação econômica prolongada, em vez de ser resolvido, pode ser exacerbado. Em outras palavras, a economia internacional terá menores taxas de crescimento, taxas de juros mais baixas e menor crescimento do investimento e do comércio, além disso, terá maior endividamento e maior risco de investimento. A maior dúvida é a economia dos EUA: vai desacelerar nos próximos cinco anos, ou entrará em uma nova rodada de expansão? Atualmente, a opinião do FED (Federal Reserve System) é que os EUA entrarão num período de contínuo descendente econômico nos próximos anos e que o crescimento diminuirá de cerca de 2% no passado, para cerca de 1,5%. As economias emergentes e os países em desenvolvimento podem continuar a ser o motor de crescimento da economia mundial? A participação das economias emergentes e dos países em desenvolvimento na economia mundial podem continuar a aumentar a partir dos atuais 50%? Existem problemas significativos no momento, e a posição da China neles merece uma pesquisa especial. O problema da dívida global foi aliviado? A solução para uma eventual crise financeira e econômica é eficaz? De acordo com as últimas estatísticas da Instituição Financeira Internacional (IIF, na sigla em inglês), o montante total da dívida global em outubro atingiu US$ 2,72 milhões; a taxa de endividamento subiu para 365%, o que levou o mundo à uma combinação de dívidas altas e taxas de juros baixas. As mesmas soluções para a crise financeira de 2008 são insuficientes para resolver alguns dos novos problemas. O progresso tecnológico terá avanços significativos no futuro, levando a economia mundial a uma era de produtividade total dos fatores (PFT) e a sair da estagnação a longo prazo? Estamos vendo um declínio no papel do progresso tecnológico para o crescimento econômico. O paradoxo de Solow ressurgiu, com as taxas de crescimento da PFT caindo drasticamente nas regiões onde o progresso tecnológico é melhor. Nos próximos cinco anos, é difícil esperar que as revoluções tecnológica e industrial conduzam a humanidade para fora do caos e das depressões econômicas atuais. É possível reverter a taxa de envelhecimento da população? Não há solução para o problema atual do envelhecimento no norte da Europa e no Japão, pelo menos em termos de crescimento econômico, mas o mais importante é que isso leva a uma mudança sistemática na taxa de poupança. O declínio na taxa de crescimento econômico global, levou a uma mudança qualitativa no padrão de distribuição, tornando o mercado cada vez mais enxuto. Será que o populismo provocado pela desigualdade de renda será aliviado a curto prazo? O padrão de distribuição de renda entre países mudou drasticamente na última década, a distribuição de renda de 2021 tem um padrão semelhante ao de 1928. A desigualdade de renda levou a um populismo crescente, e a epidemia exacerbou ainda mais a situação. Fonte: 21caijing; Sohu Finance