8 de julho de 2026
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou para 4,6% a previsão de crescimento da economia chinesa em 2026 e reduziu de 3,1% para 3,0% a estimativa para a economia global. A atualização do relatório Perspectivas da Economia Mundial (World Economic Outlook – WEO), divulgada nesta quarta-feira (8), mostra que a China está entre as poucas grandes economias que tiveram a projeção revisada para cima. Segundo o FMI, a revisão da economia mundial reflete os impactos do conflito no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, a expansão da inteligência artificial e o aumento da demanda por tecnologia ajudaram a compensar parte dos efeitos negativos da guerra. Entre as principais economias, a projeção para a China subiu 0,2 ponto percentual em relação à estimativa de abril. O Fundo atribui o resultado ao desempenho acima do esperado da indústria de manufatura de alta tecnologia e ao crescimento das exportações desses produtos. Por outro lado, o FMI manteve a previsão de crescimento dos Estados Unidos em 2,3%. Já a estimativa para a Zona do Euro caiu de 1,1% para 0,9%, enquanto a projeção para o Oriente Médio e a Ásia Central sofreu a maior revisão, com queda de 1,2 ponto percentual, para 0,7%. O relatório também reduziu em 0,1 ponto percentual as projeções para as economias avançadas e para os mercados emergentes e em desenvolvimento. Agora, o FMI estima crescimento de 1,7% para as economias avançadas e de 3,8% para os países emergentes em 2026. Apesar do avanço da tecnologia, o Fundo avalia que os riscos para a economia global continuam elevados. Uma nova escalada das tensões geopolíticas pode aumentar os preços das commodities, pressionar a inflação, afetar as cadeias globais de suprimentos e tornar as condições financeiras mais restritivas. Por outro lado, o FMI afirma que a normalização mais rápida da navegação no Estreito de Ormuz e uma alta menor que a prevista nos preços das commodities podem favorecer um crescimento global acima das estimativas atuais. O relatório também revisou as perspectivas para a inflação. A projeção indica alta de 4,1% em 2025 para 4,7% em 2026, com recuo para 3,9% em 2027. Segundo o Fundo, o aumento será impulsionado principalmente pelos preços da energia e dos alimentos, embora o comportamento da inflação varie entre os países. Além disso, o FMI prevê desaceleração do comércio mundial. A expectativa é de que o crescimento passe de 5,0% no ano passado para 3,5% em 2026, antes de acelerar para 4,3% em 2027. Fonte: news.cn
12 de março de 2026
Dados fiscais da Administração Estatal de Tributação da China mostram que a receita de vendas das indústrias de alta tecnologia do país cresceu 16,1% entre janeiro e fevereiro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O avanço ocorreu tanto em serviços quanto na manufatura. A receita de serviços de alta tecnologia aumentou 17,2%, com destaque para serviços de intermediação científica e tecnológica, que cresceram 25,6%, e para pesquisa e desenvolvimento em ciências naturais, com alta de 17,4%. Na manufatura de alta tecnologia, a receita de vendas subiu 14,5%. Os segmentos de equipamentos aeroespaciais e de equipamentos eletrônicos e de comunicação registraram crescimento de 28,5% e 18,4%, respectivamente. Os dados também apontam maior atividade no setor de ciência e tecnologia. A receita de vendas dos serviços científicos e tecnológicos cresceu 23,6%, enquanto as indústrias intensivas em propriedade intelectual tiveram aumento de 12,8%. Além disso, a digitalização industrial avançou no período. As compras de tecnologias digitais por empresas cresceram 10,8%, e chegaram a 16% entre empresas manufatureiras. Já a receita dos principais setores da economia digital também aumentou 10,8%. Para Chen Binkai, vice-presidente da Universidade Central de Finanças e Economia da China, os dados mostram expansão das atividades ligadas à inovação no primeiro ano do 15º Plano Quinquenal da China e maior integração entre tecnologia e economia real. Fonte: stdaily
7 de janeiro de 2026
Xangai anunciou a adoção de 20 novas medidas para incentivar o reinvestimento doméstico por empresas com capital estrangeiro. A iniciativa busca melhorar o ambiente de negócios da cidade e ampliar a atração de investimentos externos, segundo comunicado divulgado em 2025 por órgãos municipais. As medidas foram emitidas conjuntamente pela Comissão Municipal de Desenvolvimento e Reforma, pela Comissão Municipal de Comércio e por outros nove departamentos. O pacote foca na facilitação da implementação de projetos, na simplificação das operações de investimento, na aplicação de incentivos fiscais e na melhoria dos serviços de promoção de investimentos. Entre as principais iniciativas, a cidade prevê apoio a diferentes modelos de reinvestimento, otimização da alocação de terrenos industriais, estímulo à modernização tecnológica e simplificação dos procedimentos administrativos para a transferência nacional da produção de dispositivos médicos. A política fiscal ocupa posição central no pacote. Xangai mantém medidas preferenciais, como créditos fiscais, e adota a suspensão temporária da retenção de imposto na fonte sobre lucros reinvestidos no país. Além disso, a autoridade tributária municipal passará a identificar de forma ativa projetos potenciais de reinvestimento. O órgão também oferecerá serviços personalizados para apoiar a expansão das operações de empresas estrangeiras e garantir o acesso efetivo aos incentivos previstos. Como um dos principais polos de abertura econômica da China, Xangai integra a estratégia nacional de atração e retenção de capital estrangeiro. Dados do Ministério do Comércio indicam que, nos primeiros 11 meses de 2025, a China registrou a criação de 61.207 novas empresas com investimento estrangeiro, alta de 16,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. No recorte setorial, o investimento estrangeiro em áreas de alta tecnologia somou 221,26 bilhões de yuans (aproximadamente US$31,5 bilhões). Os segmentos de comércio eletrônico, fabricação de dispositivos médicos e equipamentos aeroespaciais cresceram 127%, 46,5% e 41,9%, respectivamente, na comparação anual. Fonte: Xinhua
20 de março de 2025
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos divulgou, em 19 de março, dados que mostram um aumento na participação dos três maiores credores estrangeiros do país, Japão, China e Reino Unido, em títulos do Tesouro americano em janeiro de 2025. O Relatório de Fluxos de Capital Internacional (TIC) indica que o Japão ampliou sua participação em US$19,5 bilhões, totalizando US$1,0793 trilhão e mantendo-se como os maiores detentores estrangeiros da dívida dos EUA. A China aumentou sua participação em US$1,8 bilhão, alcançando US$760,8 bilhões, após uma redução registrada em dezembro de 2024. Desde abril de 2022, a participação chinesa segue abaixo de US$1 trilhão, refletindo uma tendência de redução. Em 2024, o país iniciou o ano com uma venda de US$18,6 bilhões em janeiro, seguida por cortes de US$22,7 bilhões em fevereiro e US$7,6 bilhões em março. Em abril, retomou compras com US$3,3 bilhões, mas voltou a vender US$2,4 bilhões em maio. Em junho, elevou sua participação em US$11,9 bilhões, antes de sucessivas reduções entre julho e outubro. Em novembro, adquiriu US$8,5 bilhões, mas fechou o ano com uma venda de US$9,6 bilhões em dezembro. O Reino Unido, terceiro maior credor estrangeiro dos EUA, ampliou sua participação em US$17,5 bilhões, atingindo US$740,2 bilhões. O relatório aponta que, em janeiro de 2025, as saídas líquidas estrangeiras de títulos do Tesouro americano, incluindo ativos de longo e curto prazo e fluxos bancários, somaram US$48,8 bilhões. Os fundos privados estrangeiros retiraram US$74,8 bilhões, enquanto os fundos oficiais registraram entrada líquida de US$26 bilhões. O volume líquido de compras estrangeiras de títulos de longo prazo dos EUA em janeiro foi de US$200 milhões, uma queda significativa em relação a dezembro de 2024, quando atingiu US$79,6 bilhões. Investidores privados adquiriram US$59,2 bilhões em títulos no mês, enquanto as instituições oficiais estrangeiras venderam US$59 bilhões. Ao considerar aquisições de ações americanas por meio de swaps, os estrangeiros venderam um total líquido de US$45,2 bilhões em janeiro, contrastando com a compra líquida de US$72 bilhões registrada em dezembro. Fonte: finance.sina.com.cn
6 de março de 2025
A terceira sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional da China foi realizada na manhã de 5 de março, no Grande Salão do Povo. Durante o evento, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, apresentou o relatório de trabalho do governo, destacando a meta de crescimento econômico do país para 2025. O indicador de 5% chamou a atenção da imprensa internacional, que acompanhou o evento com transmissões ao vivo e reportagens em tempo real. A Bloomberg citou Vey-Sern Ling, diretor administrativo do Union Bancaire Privée, que considerou a meta "um impulso muito forte" e destacou que a taxa de déficit planejada de 4% indica a disposição do governo chinês em apoiar a economia, trazendo confiança ao mercado. O jornal de Singapura Straits Times exibiu reportagens sobre as Duas Sessões em destaque na página inicial do site. A publicação ressaltou que a China pretende impulsionar o crescimento econômico por meio de um apoio fiscal mais robusto. O Canal de Notícias da Ásia (CNA), também de Singapura, transmitiu ao vivo a abertura da sessão e publicou diversas análises sobre os desdobramentos do evento. Desde 2023, Pequim tem mantido sua meta de crescimento em torno de 5%, demonstrando confiança na estabilidade econômica, apesar do aumento das tensões comerciais e da incerteza global. A taxa de déficit planejada para 2025, fixada em 4%, sinaliza a estratégia do governo de estimular a demanda interna, melhorar o bem-estar da população e incentivar o consumo como resposta às barreiras tarifárias internacionais. O Lianhe Zaobao, também de Singapura, publicou mais de dez artigos detalhando os principais pontos do relatório governamental. A análise da publicação destacou que a meta de crescimento de 5% para 2025 está alinhada com as projeções do mercado e a estratégia de longo prazo do governo chinês. A BBC noticiou que Pequim adotou uma série de medidas para estimular o consumo, incluindo incentivos para a troca de eletrodomésticos, veículos, celulares e outros produtos eletrônicos. "O objetivo do governo chinês agora é colocar mais dinheiro no bolso dos cidadãos e reduzir a dependência da economia nas exportações e investimentos", destacou a emissora britânica. Já o New Straits Times, da Malásia, enfatizou a relevância das Duas Sessões como um evento chave para entender a direção da política e economia chinesa . A publicação afirmou que, em um contexto de relações internacionais cada vez mais complexas, as decisões do governo chinês não apenas impactam seu próprio crescimento, mas também influenciam significativamente a economia global. Fonte: chinadaily.com.cn
29 de janeiro de 2024
Especialistas de várias instituições financeiras estrangeiras afirmaram que a economia da China atingiu com sucesso os principais objetivos esperados no ano passado e acreditam que, com o reforço e a eficácia das políticas, a economia da China deverá continuar a consolidar a dinâmica de recuperação e melhoria. De acordo com o Gabinete Nacional de Estatísticas da China , o Produto Interno Bruto (PIB) da China ultrapassou os RMB 126 trilhões em 2023, com um crescimento anual de 5,2%. A taxa de crescimento econômico da China está entre as mais elevadas entre as principais economias do mundo, e a China continua a ser o maior motor do crescimento econômico mundial. "Os dados econômicos em geral da China relativos à maioria dos meses desde agosto do ano passado foram melhores do que o previsto", disse Zhu Haibin, economista-chefe do JPMorgan Chase China. "Desde a redução das taxas de juro pelo banco central chinês em agosto do ano passado, passando pela redução das taxas em setembro, até ao anúncio da emissão de mais de RMB 1 trilhão de títulos nacionais em outubro do ano passado, verificamos que as políticas se tornaram mais agressivas e orientadas para a estabilização do crescimento da economia da China". Wang Tao, chefe do departamento de investigação econômica e economista-chefe para a China da UBS Asia, afirmou que, no quarto trimestre do ano passado, as taxas de crescimento do total das vendas a varejo de bens de consumo, das exportações, do investimento em infraestrutura, na indústria de transformação e da produção industrial aumentaram, e a taxa de crescimento do PIB excedeu ligeiramente as expectativas. Lu Ting, economista-chefe da Nomura China, referiu que o valor acrescentado da indústria regulamentada da China cresceu 6,8% em dezembro do ano passado e 0,52% em termos anuais, o que foi melhor do que o esperado. Em particular, a produção de celulares e de automóveis aumentou 29,6% e 24,5% em termos anuais, apoiando fortemente uma recuperação constante dos valores da produção industrial. Do lado das exportações, num contexto de desaceleração do comércio e do investimento a nível mundial, as exportações da China em valores da moeda RMB em 2023 registaram um crescimento modesto, especialmente as "Três Novas Tecnologias", como os veículos elétricos para transporte de pessoas, as baterias de íon de lítio e as baterias para painéis solares, que tiveram um bom desempenho. "A competitividade do setor manufatureiro da China no mercado global continua a crescer, e as exportações combinadas dos produtos 'Três Novas Tecnologias' ultrapassaram a marca de um trilhão de RMB pela primeira vez em 2023, proporcionando um novo impulso para o crescimento econômico", Xiong Yi, economista-chefe para a China do Deutsche Bank, afirmou. Em relação a 2024, várias instituições financeiras estrangeiras afirmaram que as condições favoráveis que apoiam o desenvolvimento de alta qualidade da economia chinesa estão a acumular-se e que a recuperação econômica continuará a ser consolidada. O consumo continuará a ser o principal motor do crescimento econômico da China em 2024, afirmou Zhu Haibin. Prevê-se que a taxa de poupança das famílias continue a cair para níveis pré-pandêmicos, o que contribuirá com 1 ponto percentual para o crescimento real do consumo. De acordo com Jia Liu, Diretor de Estratégia de Investimento para a Ásia do Deutsche Bank Private Banking, o emprego recuperou até certo ponto em alguns dos principais sectores da China, em particular os relacionados com a alta tecnologia, pelo que se espera que continue a impulsionar uma recuperação da confiança dos consumidores em 2024. Ding Shuang, economista-chefe para a China e o Norte da Ásia do Standard Chartered Bank, afirmou que o investimento na indústria transformadora e na infraestrutura da China deverá manter-se relativamente estável em 2024, sob o efeito combinado do crescimento dos lucros industriais e de um forte apoio fiscal. O economista-chefe do HSBC Global Research China, Liu Jing, afirmou que o diferencial de taxas de juro entre os Estados Unidos e a China deverá diminuir em 2024, o que proporcionará mais espaço para a política monetária da China. Fonte: finance.people.com.cn Imagem principal: Fang Zhe/Xinhua
19 de julho de 2023
Este ano, o mercado de turismo doméstico da China apresentou uma recuperação gradual. De acordo com os dados divulgados recentemente pelo Ministério da Cultura e Turismo, com base nos resultados da pesquisa amostral de turismo doméstico, no primeiro semestre de 2023, o número total de viagens domésticas atingiu 2,384 bilhões, um aumento de 929 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior, representando um crescimento de 63,9%. No primeiro trimestre, o número total de viagens domésticas foi de 1,216 bilhão, um aumento de 46,5% em relação ao mesmo período do ano anterior; no segundo trimestre, o número total de viagens domésticas foi de 1,168 bilhão, um aumento de 86,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O aumento na receita do turismo superou o aumento no número total de viagens. No primeiro semestre de 2023, a receita do turismo doméstico (despesas totais com turismo) atingiu 2,3 trilhões de yuans, um aumento de 1,12 trilhão de yuans em relação ao ano anterior, quase dobrando. Os governos locais também implementaram políticas relevantes, como o "Plano de Implementação de Yunnan para Implementar a Estratégia de Expansão da Demanda Interna", que propõe a expansão de produtos e serviços turísticos diversificados, personalizados e sob medida; A cidade Chongqing iniciou o "Festival Nacional de Consumo de Verão de 2023 e Festival de Vida Noturna em Chongqing"; A cidade Henan emitiu diretrizes para a construção de estradas turísticas. Fonte: STCN Imagem principal: Wirestock/Freepik
12 de maio de 2023
Por: Zhuohua Liang O setor público na China teve um aumento salarial maior do que o setor privado em 2022, de acordo com dados do Escritório Nacional de Estatísticas do país. O salário médio anual dos trabalhadores urbanos do setor público foi de 114.029 yuans, um aumento nominal de 6,7% em relação ao ano anterior, ou 7.192 yuans. Já o salário médio anual dos trabalhadores do setor privado foi de 65.237 yuans, um aumento nominal de 3,7% em relação ao ano anterior, ou 2.353 yuans. Isso representa uma diferença de 3% a favor do setor público, a maior em uma década. O setor privado sofreu com a pandemia, resultando em uma queda acentuada na taxa de aumento salarial em todo o país. Em 2021, o salário médio no setor privado aumentou 8,9% em comparação com o ano anterior, enquanto em 2022 caiu para 3,7%. O índice de preços ao consumidor na China aumentou 2% em 2021, o que significa que os salários estão aumentando em uma direção positiva. No entanto, muitas empresas privadas reduziram seus custos com funcionários no ambiente econômico adverso do ano passado, levando a uma taxa de desemprego urbano na China que subiu de 5,1% em 2021 para 5,5% em 2022. A taxa de desemprego entre os jovens subiu ainda mais, passando de 14,3% em 2021 para 17,6% em 2022. Ao se aprofundar em setores específicos, a agricultura teve o salário mais baixo em 2022, com uma média anual de 42.605 yuans, enquanto o setor de tecnologia da informação, software e serviços de informação teve o salário mais alto, com uma média anual de 123.894 yuans. O setor financeiro ficou em segundo lugar, com uma média anual de 110.304 yuans, mas teve o maior aumento salarial em toda a sociedade, atingindo 15,6%. O setor imobiliário foi o único a registrar uma redução salarial, com queda de 3,2% em relação ao ano anterior, com um salário médio anual de 56.435 yuans. Para lidar com a situação de emprego difícil, as empresas estatais, que dominam a metade da economia chinesa, foram instruídas a expandir a contratação. As oportunidades de emprego ampliadas se concentraram principalmente em setores como tabaco, petróleo e telecomunicações móveis, que são operados por empresas estatais, e esse também é o motivo pelo qual a diferença no aumento salarial entre os dois setores de emprego foi ampliada. Tradução: Mei Zhen Li Imagem principal: Alswart/ Adobe Stock
10 de abril de 2023
A maioria dos chineses está confiante sobre o desenvolvimento do país e considera seu potencial de crescimento o mais promissor do mundo, segundo a pesquisa Índice de Opinião Pública Global 2023, conduzida pelo Laboratório de Big Data de Filosofia e Ciências Sociais do Ministério da Educação e pela Estratégia Nacional de Comunicação e pelo Instituto de Pesquisa de Estratégia Nacional de Comunicação da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong. Apesar de a China ocupar o segundo lugar, atrás dos Estados Unidos, em termos de força nacional geral, os entrevistados estavam mais otimistas quanto ao potencial de desenvolvimento do país. A China classificou-se em primeiro lugar no índice de potencial de desenvolvimento, com uma pontuação de 39,38, enquanto os Estados Unidos classificaram-se em segundo lugar, com uma pontuação de 30,67, de acordo com a pesquisa de opinião pública global divulgada no domingo em Pequim. A Rússia classificou-se em terceiro lugar, com 9,09 pontos. Os dados foram coletados on-line em 22 países por duas empresas de pesquisa profissionais - Dataway para o continente chinês e Qualtrics para os demais. Foram entrevistados um total de 23.512 entrevistados, incluindo 1.500 do continente. A pesquisa foi realizada de novembro a dezembro de 2022. O estudo mostrou que os chineses têm um alto nível de orgulho nacional e identidade nacional. Segundo os dados, 80% dos entrevistados se sentem "honrados em ser chineses" e 85% se sentem "muito orgulhosos das conquistas do país". Quase 80% dos entrevistados disseram que ficariam na China mesmo se tivessem a chance de sair. A pesquisa constatou que os chineses têm um forte senso de identidade nacional e se orgulham das realizações da China, disse Zhang Kun, professor da Escola de Jornalismo e Comunicação de Informação da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, que liderou a pesquisa. Ele observou que a pesquisa também mostrou que a maioria dos chineses acredita que a China, os Estados Unidos e a Rússia são as grandes potências mais proeminentes, refletindo sua influência econômica, política e militar significativa no palco global. Além disso, os Estados Unidos tendem a ser percebidos negativamente como uma potência "hegemônica", "agressiva", "problemática" e "militar" pelo povo chinês. Zhang também observou que a crescente presença global da China levou seu povo a prestar muita atenção aos assuntos internacionais e eventos mundiais. Quando se trata de opiniões públicas globais, é geralmente reconhecido que o crescente poder econômico e político da China teve um impacto significativo na comunidade global, e muitas pessoas em todo o mundo recebem com satisfação o papel crescente da China nos assuntos internacionais. Tradução: Mei Zhen Li Fonte: China Daily Imagem principal: WR.LILI/ Adobe Stock
30 de março de 2023
O Ministro das Relações Exteriores chinês, Qin Gang, reuniu-se com um grupo de empresários americanos em visita a Pequim, em 25 de março. Na ocasião, ele afirmou que as políticas da China permanecerão estáveis e consistentes, que a China continuará a promover a abertura para o mundo exterior. Disse ainda que a economia e a sociedade chinesa pressionaram o "botão reset" e estão à beira de uma forte recuperação. Qin Gang salientou que a relação EUA-China é o relacionamento bilateral mais importante do mundo, e o mundo inteiro se beneficiará de uma melhora na relação entre os países. "Espero que o lado americano abandone seu pensamento de soma zero, pare de conter e suprimir a China e trabalhe com o lado chinês para promover as relações China-EUA para superar as dificuldades atuais e retornar a um caminho saudável e estável", disse. [caption id="attachment_16546" align="alignnone" width="899"] Fonte: Cai Yang/ Xinhua[/caption] Ele também deu as boas-vindas às empresas americanas para continuar a expandir seus investimentos na China e criar raízes no país. A China está disposta a continuar a proporcionar um melhor ambiente de negócios para as empresas de todos os países, incluindo as companhias americanas. Outro objetivo da visita dos empresários e indústrias americanos à China é participar na reunião anual do Fórum de Desenvolvimento da China 2023, que é organizado pelo Centro de Pesquisa de Desenvolvimento do Conselho de Estado da China, que aconteceu de 25 a 27 de março. O fórum deste ano, o primeiro evento offline na China desde o início da pandemia há três anos, teve como tema "Recuperação Econômica: Oportunidades e Cooperação", e teve como foco questões importantes como crescimento econômico, abertura e cooperação, resiliência da cadeia industrial, transformação verde e com baixo teor de carbono e desenvolvimento da economia digital. Mais de 100 convidados estrangeiros participaram da conferência, incluindo o CEO da Apple Tim Cook, o fundador da Bridgewater Ray Dalio, o fundador da BlackRock Stephen A. Schwarzman, e executivos da Pfizer, Procter & Gamble, Qualcomm, Caterpillar e outras empresas americanas. Falando no fórum, Kristalina Georgieva, Diretora-Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), disse: "No momento, a recuperação econômica da China é muito sólida e tem um impulso muito forte, o que é significativo não apenas para a China, mas também para o mundo". Em fevereiro deste ano, o Fundo Monetário Internacional divulgou uma atualização de seu relatório World Economic Outlook, que revisou significativamente sua previsão de crescimento para a China este ano para 5,2%. Este ano, o relatório de trabalho do governo chinês propôs um esforço maior para atrair e utilizar o investimento estrangeiro. Nos últimos anos, com a vantagem de um mega mercado, uma China mais aberta continuou a proporcionar novas oportunidades para o mundo com seus próprios novos desenvolvimentos e continua a ser um foco de investimento para as empresas estrangeiras. Tradução: Mei Zhen Li Autor: Zhuohua Liang Imagem principal: Niphon/ Adobe Stock