9 de dezembro de 2022
A China enviou um novo satélite de detecção remota para o espaço a partir do Centro de Lançamento de Satélites Taiyuan, na província de Shanxi, no norte da China, às 2:31 da manhã de sexta-feira (9). O satélite, chamado Gaofen-5 01A, foi lançado a bordo de um foguete Long March-2D e entrou em sua órbita planejada com sucesso. É um satélite hiper espectral que será usado para sensoriamento remoto e aplicações em diversos campos, tais como redução da poluição, monitoramento ambiental, levantamento de recursos naturais e estudos de mudanças climáticas. O satélite ajudará a melhorar a capacidade de observação hiper espectral do país em áreas como proteção ambiental, terra, clima, agricultura e alívio de desastres. O satélite, enviado para uma órbita de 705 quilômetros acima da Terra, transporta cargas úteis como uma câmara hiper espectral infravermelha de onda visível e um dispositivo de imagem infravermelha térmica de amplo alcance, que fornecerá suporte de dados para a China responder ativamente às mudanças climáticas globais, de acordo com a China National Space Administration (CNSA) . O satélite é uma parte importante do projeto Gaofen da China, e melhora ainda mais a taxa de autossuficiência de dados de sensoriamento remoto por satélite hiper espectral na China, disse a CNSA. O lançamento bem-sucedido na sexta-feira marcou a conclusão da construção do segmento espacial do projeto Gaofen da China. Lançado em 2010, o projeto Gaofen se tornou a rede de base do sistema de observação da Terra de alta resolução da China. Promoveu a construção de um sistema nacional de infraestrutura espacial integrando comunicação por satélite, sensoriamento remoto por satélite e navegação por satélite. O lançamento foi a 453ª missão de voo envolvendo o uso da série de foguetes Long March . Fonte: Diário do Povo
10 de fevereiro de 2021
Por volta do Ano Novo do calendário lunar chinês (11 de fevereiro), a primeira missão de exploração da China em Marte, a sonda "Tianwen 1" chega perto de Marte e prepara-se para ser "capturada" pela órbita de Marte. Após mais de 200 dias de vôo, a "Tianwen 1" finalmente chegará na órbita ao redor de Marte, abrindo oficialmente a jornada de exploração em Marte. (Imagem editada capturada pela "Tianwen 1") Às 12:41 horas do dia 23 de julho de 2020, a primeira missão de exploração da China em Marte, a sonda "Tianwen 1", decolou e entrou com sucesso na órbita predeterminada, após voar por mais de 2.000 segundos, iniciando sua viagem a Marte. Até 9 de fevereiro de 2021, a "Tianwen 1" voou por cerca de 201 dias na órbita predeterminada no espaço. Todos os sistemas da sonda estavam em boas condições, e a sonda percorreu uma distância de mais de 465 milhões de quilômetros. A viagem entre a Terra e Marte é da escala de 100 milhões de quilômetros, com a distância variando periodicamente de cerca de 50 milhões de quilômetros em seu ponto mais próximo a mais de 400 milhões de quilômetros em seu ponto mais distante. Como a Terra e Marte estão em movimentação ao redor do Sol, a sonda irá viajar mais longe do que a distância real entre Marte e a Terra. Entende-se que quando a sonda “Tianwen 1” chegar às proximidades de Marte, estará a cerca de 190 milhões de quilômetros da Terra e terá percorrido um total de 470 milhões de quilômetros. (Foto do Marte, com as geografias icônicas listadas) Na noite de 5 de fevereiro, quando a sonda estava executando a tarefa de capturar a órbita do Marte, ela tirou a primeira imagem de Marte por chineses, a imagem foi fotografada a uma distância de cerca de 2,2 milhões de quilômetros de Marte. Na imagem, as paisagens icônicas de Marte, tais como a “Planície Acidalia, “Planície Chryse “Valles Marineris”, são claramente visíveis. O local de desembarque da “Tianwen 1” é a “Utopia Planitia” no hemisfério norte de Marte. Entretanto, após a frenagem e capturação, ela terá que voar em torno do Marte por cerca de 3 meses para realizar a expedição científica, investigando a área de pouso para exploração preliminar, com o objetivo de aterrissar em boas condições climáticas quando a oportunidade surgir. Zhang Rongqiao, projetista chefe da primeira missão de exploração de Marte na China, disse que a maior característica do projeto é a longa distância e o ambiente desconhecido. “A lógica do design das espaçonaves é primeiro investigar o ambiente do destino, através de uma variedade de tecnologias, meios técnicos e medidas para garantir que a espaçonave se adapte a este ambiente, porém as características da exploração do espaço profundo é ir para um ambiente que ainda é desconhecido ". (Imagem editada capturada pela "Tianwen 1") "Atualmente, nosso conhecimento de Marte ainda é muito limitado, e durante o período entre orbitar o Marte e pousar nela, a sonda fará uma pré-detecção da zona de pouso para tornar nosso pouso mais seguro e mais controlável", disse aos repórteres Wang Chuang, projetista-chefe-geral da Sonda Marciana da Quinta Academia da China Aerospace Science and Technology Corporation (CASC). (Imagem editada capturada pela "Tianwen 1") Fonte: People’s Daily; China National Space Administration
17 de dezembro de 2020
Às 1:59 da manhã de 17 de dezembro, após uma viagem de 23 dias à Lua, o veículo de retorno Chang'e-5 pousou com sucesso na área predeterminada em Si Zi Wang Qi (四子王旗), Mongólia Interior, marcando a conclusão bem-sucedida da primeira missão da coleta de amostras extraterrestres da China. As informações são da “China National Space Administration” (CNSA). De acordo com relatórios, à 1:00 da manhã, Beijing Aerospace Control Center (BACC) usou a estação de medição e controle terrestre para injetar parâmetros de navegação de alta precisão nos equipamentos de combinação de órbita e veículo de retorno da Chang'e-5. Com isso, o módulo orbitador e o veículo de retorno foram separados a uma distância de cerca de 5.000 quilômetros acima do nível do mar no Oceano Atlântico Sul, e o orbitador completou as manobras complexas como planejado. À 1:33 da manhã, o veículo de retorno Chang'e-5 chegou a uma altitude de cerca de 120 km acima do solo e entrou na atmosfera terrestre a uma alta velocidade próxima à segunda velocidade cósmica (cerca de 11,2 km/s, equivalente a 40.320 km/h), no mesmo momento, implementou a desaceleração aerodinâmica inicial. Chegando a uma altitude de cerca de 10 km acima do solo, o veículo de retorno abre o paraquedas para completar a desaceleração final e manter a estabilidade de atitude, e depois aterrissou suavemente na área de Si Zi Wang Qi. O veículo de retorno Chang'e-5 será transportado via aéreo para Beijing para abrir o módulo e retirar o recipiente de amostras e seu conteúdo. A CNSA realizará uma cerimônia de entrega para entregar formalmente as amostras lunares aos devidos instituição para dar o início ao trabalho de armazenamento, análise e estudo das primeiras amostras extraterrestres. As amostras lunares serão usadas para o quê? Wu Yanhua, vice-diretor da CNSA e vice-diretor geral do projeto de exploração lunar, disse numa coletiva de imprensa no Escritório de Informação do Conselho de Estado que as amostras incluem três tipos de usos: A principal função é para pesquisa científica; Algumas das amostras serão armazenadas no Museu Nacional para exibição ao público e educação científica; De acordo com convenções de cooperação internacional e acordos de cooperação multilateral e bilateral, serão compartilhados dados e métodos de gerenciamento das amostras lunares com cientistas de países relevantes ao redor do mundo, e uma parte será dada como presente da China de acordo com a prática internacional. Wu Yanhua também mencionou a necessidade de armazenar uma parte como garantia em local ausentes de desastres naturais. A CNSA organizou um estudo e, além do principal local de armazenagem no Observatório Astronômico Nacional da Academia de Ciências da China em Pequim, a preparação para garantia de desastres também será realizada na cidade natal do líder chinês Mao Tse Tung, em Shaoshan, província de Hunan, para consolar o Presidente Mao. Um dos seus desejos (escreveu no seu poema Shuǐ diào gē tóu · zhòng shàng jǐng gāng shān, 水调歌头·重上井冈山) de ser "capaz de ir ao céu para reunir com a lua e capaz de ir fundo do oceano para alcançar as tartarugas", se tornou realidade. Depois do sucesso e consolidação técnica da missão Chang’e-5, quais são os objetivos para os próximos anos? O próximo passo da China na exploração lunar é ir para o polo sul da Lua, e construir uma estação de pesquisa do tipo básico até 2030. Ye Peijian, comandante-chefe da sonda apresentou que o próximo passo que a China planeja tomar a liderança no lançamento da sonda Chang'e-7 para o polo sul da Lua e conduzir a coleta e o retorno da amostragem do polo sul da Lua. Anteriormente, Wu Weiren, engenheiro chefe do projeto de exploração lunar da China e acadêmico da Academia Chinesa de Engenharia, disse que uma estação básica de pesquisa será construída no polo sul da Lua até 2030, e com a expansão da escala da estação de pesquisa num futuro mais diante, será possível construir casas, montar tijolos, impressão 3D e outros trabalhos na Lua. Fonte: caixin.com; 21caijing; The Paper