16 de dezembro de 2025
O comércio exterior de bens da China somou RMB 41,21 trilhões nos primeiros 11 meses de 2025, um crescimento de 3,6% na comparação anual, segundo dados da Alfândega da China. Nesse contexto, a indústria chinesa de brinquedos ampliou sua presença no mercado global, com destaque para Yiwu, na província de Zhejiang, que concentra o maior centro de distribuição de pequenos produtos do mundo. Estimativas do setor indicam que um em cada quatro brinquedos vendidos globalmente tem origem na cidade. A Área 1 do Mercado Internacional de Comércio de Yiwu e o Centro Global de Comércio Digital tornaram-se polos de brinquedos inteligentes e eletrônicos, atraindo compradores estrangeiros. Entre janeiro e outubro de 2025, as exportações de brinquedos de Yiwu alcançaram RMB 21,81 bilhões, alta de 19,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os brinquedos inteligentes lideraram esse crescimento. Na Xiaole Intelligent Technology, robôs com inteligência artificial demonstram funções de interação por voz, movimento e resposta visual. Um dos produtos mais vendidos é o robô de companhia “K Bao”, equipado com câmera, reconhecimento de voz e suporte a mais de 60 idiomas. Baseado no modelo de IA DeepSeek, o produto já foi exportado para países como Mianmar, Bangladesh e Espanha. Outro destaque é o cão-robô “Dubi”, que passou por duas atualizações técnicas. A versão mais recente adota novo motor e amplia as possibilidades de interação. O produto mantém vendas elevadas em plataformas de e-commerce transfronteiriço. Na loja Xiangfeng Toys, o proprietário Wu Yunxing afirma que os pedidos estão agendados para o mês seguinte. Um cão mecânico com IA, capaz de executar mais de dez movimentos e responder a comandos de voz, registra vendas externas superiores a 400 unidades por dia na Europa, segundo o comerciante. O avanço da chamada economia de baixa altitude também impulsionou o mercado local de drones e aeromodelos. Nos últimos anos, o número de lojas especializadas em Yiwu passou de poucas unidades para centenas. Na Yushi Electronics, o proprietário Zhao Junjie afirma que a empresa desenvolveu drones com até três câmeras para atender à demanda internacional. Recentemente, um cliente da América do Sul encomendou 1.800 unidades com câmera dupla. Para Chen Meijun, secretária-geral do setor de brinquedos da Câmara de Comércio do Mercado de Pequenas Commodities da China em Yiwu, a inteligência artificial abriu novas frentes para o setor. Segundo ela, os brinquedos atuais oferecem compreensão semântica, conteúdo personalizado e interação emocional, o que amplia o valor agregado dos produtos chineses no exterior. Criatividade e cultura fortalecem exportações em Chenghai O distrito de Chenghai, em Shantou, na província de Guangdong, consolidou-se como uma das principais bases globais de produção de brinquedos plásticos. Em uma área de 345 km², concentram-se dezenas de milhares de empresas do setor. Cerca de 90% das peças necessárias à produção estão disponíveis localmente, o que permite ciclos de desenvolvimento rápidos e lançamentos diários de novos produtos. Na Guangdong Xin Jiaqi Technology, a empresa aposta em brinquedos colecionáveis de blocos com temas espaciais e vegetais. A série “Amanhecer Espacial” combina design técnico e desmontagem mecânica, permitindo a visualização da estrutura interna das peças. O produto tem boa aceitação no mercado internacional, segundo a empresa. Dados da Alfândega de Shantou indicam que, nos três primeiros trimestres de 2025, as exportações de brinquedos da cidade somaram RMB 8,555 bilhões. A União Europeia foi o principal destino, com crescimento anual de 11,4%. Além da escala produtiva, Chenghai investe em automação. Fábricas com linhas de injeção automatizadas operam continuamente, enquanto unidades com processos totalmente automatizados produzem peças de alta precisão. Parte dessas peças integra produtos culturais licenciados, como réplicas inspiradas em acervos de museus chineses. Os brinquedos da região incorporam elementos da cultura tradicional chinesa, como o Palácio Imperial, a Torre do Grou Amarelo e máscaras da Ópera de Pequim. Esses produtos ampliaram sua presença internacional e hoje chegam a mais de 150 países e regiões. Patentes e segurança impulsionam produção em Pingxiang O distrito de Pingxiang, na província de Hebei, é conhecido como a “Capital Chinesa dos Carrinhos Infantis”. A região reúne 5.285 empresas da cadeia de bicicletas, carrinhos e brinquedos, com produção anual de 155 milhões de unidades e receita superior a RMB 30 bilhões. Durante a 20ª Exposição Internacional de Bicicletas, Carrinhos Infantis e Brinquedos do Norte da China, realizada em novembro, compradores estrangeiros destacaram a variedade e o nível técnico dos produtos. O comprador saudita Masoud afirmou que os carrinhos produzidos em Pingxiang têm forte aceitação em seu mercado. Empresas locais investem em inovação e proteção intelectual. A Mengshou Bicycle (Hebei), por exemplo, possui mais de 20 patentes em um único modelo, incluindo duas de invenção. A empresa vende mais de 100 mil carrinhos por ano e exporta para países como Singapura e Coreia do Sul. Já a Hebei Hengchi Bicycle Parts Group lançou mais de 60 novos produtos por ano e acumula mais de 260 patentes, segundo o diretor Dong Hongzhi. Em 2024, as exportações de bicicletas e veículos infantis do distrito alcançaram RMB 799 milhões. Entre janeiro e junho de 2025, o valor chegou a RMB 400 milhões, conforme dados da Alfândega de Xingtai. Sustentabilidade orienta produção de brinquedos em Yangzhou Em Yangzhou, na província de Jiangsu, a indústria de brinquedos de pelúcia avança com foco em sustentabilidade. A Yangzhou Diteng Toys & Gifts utiliza softwares de modelagem 3D para reduzir custos de prototipagem e desperdício de material. A empresa investe há oito anos em materiais renováveis e recicláveis. Com faturamento anual de cerca de RMB 200 milhões, a Diteng ampliou sua participação em mercados internacionais por meio de feiras como a Canton Fair e a Feira Internacional de Brinquedos dos Estados Unidos. Segundo compradores estrangeiros, o compromisso ambiental influenciou decisões de compra. A Yangzhou Step Toys também aposta em design diferenciado. A linha “Companheiro Cúbico”, lançada em abril de 2025 após pesquisas em redes sociais internacionais, vendeu mais de 200 mil unidades em menos de um ano. A associação local informa que a indústria de brinquedos de pelúcia de Yangzhou começou nos anos 1960 e hoje reúne cerca de 2.000 empresas registradas, com produção anual superior a RMB 30 bilhões e mais de 150 mil trabalhadores. O setor busca ampliar marcas próprias e produtos sustentáveis, acompanhando a demanda global por inovação e responsabilidade ambiental. Fonte: gmw.cn
16 de abril de 2025
Na China, cães-robôs começam a dividir espaço com animais de estimação em locais públicos. Vídeos com esses dispositivos viralizaram nas redes sociais, evidenciando uma mudança no comportamento urbano. Um clipe popular mostra uma mulher passeando com um cão robótico pelas ruas de Xangai, enquanto outro registra um robô carregando um filhote real nas costas, em Chengdu. Essas cenas ganharam repercussão nas redes sociais chinesas, com milhões de visualizações e comentários que comparam as imagens à ficção científica. Os cães robóticos utilizam inteligência artificial para identificar o ambiente e caminhar com estabilidade. O modelo Go2, da startup chinesa Unitree Robotics, já vendeu mais de 3 mil unidades na loja oficial da empresa no Taobao, principal plataforma de e-commerce da China. O uso desses dispositivos se estende além da esfera doméstica. Em Chongqing, cães robóticos participaram de uma maratona ao lado de 35 mil corredores e realizaram uma apresentação da dança do leão. Em Zhejiang, um robô apareceu no palco durante um espetáculo da Ópera Wu, no papel de um cão celestial da mitologia chinesa . Segundo a organização da ópera, os robôs devem receber novos figurinos e movimentos acrobáticos nas próximas apresentações. Robôs assumem funções em serviços públicos e assistência a idosos A robótica também já está presente em serviços públicos e áreas de saúde. Em Hangzhou, um cão robótico atua como cuidador em uma casa de repouso. Ele entrega medicamentos, transporta objetos e acompanha os idosos durante as caminhadas. Na província de Shandong, robôs são usados no transporte de cargas em trilhas montanhosas e na remoção de resíduos. Em Qingdao, dois cães robóticos com alcance de 15 quilômetros foram integrados ao corpo de bombeiros para operações de busca e resgate. Em Pequim, a zona de desenvolvimento econômico estreou robôs em rotas de patrulha, atraindo a atenção de moradores e turistas. Mercado de cães robóticos cresce na China Segundo dados da consultoria GGII, o mercado chinês de robôs quadrúpedes movimentou cerca de 468 milhões de yuans (aproximadamente 64,9 milhões de dólares) em 2023. A projeção indica crescimento para 4,8 bilhões de yuans até 2030, com forte demanda doméstica. Diante dessa expansão, o governo chinês incluiu a robótica inteligente entre as prioridades industriais. O plano oficial prevê o estímulo à aplicação de modelos de IA em larga escala, incluindo o desenvolvimento de veículos conectados, computadores, smartphones e robôs inteligentes. Robótica e IA abrem novas frentes de inovação O mercado de robôs quadrúpedes na China movimentou cerca de 468 milhões de yuans (aproximadamente 64,9 milhões de dólares) em 2023, segundo levantamento da consultoria GGII. A previsão é que o setor alcance 4,8 bilhões de yuans até 2030. Diante desse cenário, o governo chinês anunciou medidas para fortalecer a indústria. O relatório de trabalho mais recente prevê o apoio à aplicação de modelos de IA em larga escala, além do desenvolvimento de terminais e equipamentos inteligentes, como veículos elétricos conectados, telefones, computadores e robôs. Fonte: Xinhua
11 de maio de 2022
Há algumas semanas, moradores da cidade de Xangai, na China, se depararam com uma cena inusitada, que parecia ter saído de algum filme de ficção científica: um cão-robô patrulhando as ruas da capital. O robô que imita um cachorro e que até late, trata-se de uma tecnologia para alertar a população e informar sobre os cuidados contra a Covid-19. Em um vídeo gravado pelos moradores é possível ver o cão-robô caminhando pela cidade com um megafone amarrado às costas pedindo para as pessoas usarem máscaras e lavarem as mãos. Desde 2013, a China é o principal mercado de robôs do mundo, e cresce cada vez mais a cada ano. Existem robôs atendentes, entregadores, que fazem a limpeza da casa, e até os que cozinham. A China possui um plano de Governo chamado “Made in China 2025”, que tem como meta transformar a nação em uma potência industrial, menos focada em mão de obra humana e mais em tecnologia, produzindo, inclusive, seus próprios robôs. Separamos uma lista com os cinco principais robôs autônomos da China: Cão-Robô: Em Xangai, robôs com formato de cachorro circulam pelas ruas para fiscalizar o isolamento social. Eles medem entre 28 e 35 centímetros de altura, fazem três ou quatro patrulhas por dia e com um megafone amarrado às costas alertam os cidadãos para ficarem dentro de casa, verificarem a temperatura e lavarem as mãos. Robôs de patrulha 5G Os robôs de patrulha 5G monitoram o uso de máscaras e temperatura do corpo em locais públicos, como aeroportos e shopping centers nas cidades de Guangzhou, Xangai, Xi’an e Guiyang. Esses robôs são equipados com 5 câmeras de alta resolução e termômetros infravermelhos capazes de escanear a temperatura de 10 pessoas simultaneamente em um raio de 5 metros. Se uma temperatura alta ou a ausência de uma máscara for detectada, os robôs enviam um alerta às autoridades relevantes. Robôs em Clínicas e Hospitais Na China, robôs já circulam pelos corredores de hospitais, desinfeta áreas, entregam alimentação e remédios, realizam procedimentos, como extrair os sinais vitais dos pacientes, ao mesmo tempo em que se comunicam com eles e a equipe médica, por meio de videoconferência. Foram feitos testes nos robôs corporativos, Cruzr e Aimbot, no Third People’s Hospital, na cidade de Shenzhen, para executar ações de auxílio no combate à pandemia. O Aimbot faz a medição da temperatura corporal e detecta o uso de máscaras em grupos de até 15 pessoas, também é equipado com desinfetantes para esterilização. Já o Cruzr, que foi criado, inicialmente, para atuar no atendimento aos hóspedes de hotéis, além de outros estabelecimentos, foram feitos testes para ser utilizado em hospitais. Na recepção, os pacientes interagem com a máquina, fazendo uma espécie de triagem. Por meio do robô, ainda é possível conversar com um médico, que passa as orientações por vídeo. Robô Little Peanut A China usou o Little Peanut (Amendoim, em português), para o atendimento a pessoas em quarentena por conta do coronavírus. O robô foi responsável por entregar comida e outros itens aos pacientes em isolamento pelos corredores de um hotel em Hangzhou, no leste da China. Robôs dos Jogos de Inverno de Pequim Durante os Jogos de Inverno de Pequim 2022, robôs foram testados para auxiliar nas medidas de combate à Covid-19. As máquinas exerciam duas funções: esterilização do piso, espalhando uma nuvem de desinfetante por meio de um ventilador, e o reconhecimento de pessoas que não estavam usando máscara protetora. Além disso, possui um dispenser de álcool em gel que libera da substância através de sensor, sem necessidade de contato. Crédito: Redação China2Brazil
22 de março de 2021
De acordo com relatos da mídia chinesa, a empresa de tecnologia Nanjing Weilan, anunciou recentemente a quinta geração de cão-robô Alpha. Atualmente, ele ainda está em fase de teste e a velocidade máxima de caminhada desse cão-robô pode chegar a 4,15m/s. Segundo os dados publicados pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, a velocidade do novo cão-robô supera a do recordista mundial, MIT mini Cheetah, que possui velocidade máxima de 3,7m/s. O cão-robô Alpha possui várias funcionalidades. Além de ser usado em indústrias, serve também como cão de guarda, cão-guia, e é capaz de receber delivery. A empresa Nanjing Weilan já está se preparando para lançar uma versão mais em conta para o público em geral. (Ilustração do cão-robô Alpha. Fonte: ifeng.com) O cão-robô apresentou ótimos resultados nos testes de inclinação, equilíbrio e eficiência, ele movimenta facilmente em cenários com escadas e obstáculos. A Nanjing Weilan pretende lançar a versão mais em conta para ser usado como animal de estimação no futuro. O cão-robô mais popular foi desenvolvido pela empresa Boston Dynamics, e já foi utilizado em hospitais, locais de crime, testes de foguete, entre outros. Mas desde o ano passado, quando os cães-robôs começaram a ser vendidos por US$75.000,00, eles tornaram-se em um novo tipo de animal de estimação. Alguns tempos atrás, um vídeo de uma mulher passeando com um cão-robô na praia da Flórida (EUA) causou grande repercussão. A moradora da cidade levava o companheiro para passear, e várias pessoas perseguia a mulher e o cão-robô e tiravam fotos da curiosa caminhada com seus celulares. (Ilustração da mulher passeando com cão-robô na praia da Flórida. Fonte: ifeng.com) Fonte: ifeng.com