Pesquisadores da Universidade de Shenzhen e dos Institutos de Tecnologia Avançada de Shenzhen, na província chinesa de Guangdong, desenvolveram bactérias programadas capazes de localizar ferimentos no intestino e selá-los. O estudo, publicado na segunda-feira (19) na revista Nature Biotechnology, investigou como a técnica pode tratar Doenças Inflamatórias Intestinais (DII).
A equipe modificou uma cepa inofensiva de E. coli, comum no trato intestinal. Eles inseriram um circuito genético ativado pela presença de sangue, sinal típico de crises graves de DII. Quando ativadas, as bactérias passam a liberar uma proteína adesiva semelhante à produzida por cracas marinhas (pequenos crustáceos). Essa proteína forma um selo no local do sangramento e libera um fator que auxilia na reparação do revestimento intestinal.
Segundo o autor correspondente Zhong Chao, os microrganismos são cultivados em meio líquido e administrados por via oral. No intestino, aderem aos pontos de sangramento, interrompem a hemorragia e contribuem para a cicatrização.
Os testes indicaram que uma única administração retal permitiu a adesão por até 10 dias e, por via oral, por até 7 dias. Em dois modelos com camundongos, o tratamento favoreceu a recuperação de peso, a reversão do encurtamento do cólon e a redução do sangramento intestinal. Para os pesquisadores, a tecnologia supera o desafio de manter terapias ativas em um ambiente úmido e em constante movimentação, como o interior do intestino.
Fonte: Xinhua


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