A China estima que poderá reduzir mais de 7 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) entre 2026 e 2035 com a adoção do novo padrão nacional de qualidade do ar. O Ministério da Ecologia e Meio Ambiente da China publicou a norma em 24 de fevereiro, em conjunto com a Administração Estatal de Regulação do Mercado da China. As novas regras tornam mais rígidos os limites de poluição e passam a valer de forma gradual até 2031.
A norma revisa os limites de material particulado, como o PM2.5 e o PM10, além de poluentes como dióxido de enxofre (SO2) e dióxido de nitrogênio (NO2). Com isso, os critérios para classificar a qualidade do ar como “boa” ficam mais exigentes.
Os novos limites para o PM2.5 são de 10 microgramas por metro cúbico para média anual no nível I e 25 microgramas no nível II. Para a média diária, os valores passam a ser 25 e 50 microgramas por metro cúbico, respectivamente. O governo também reduziu os limites para outros poluentes e atualizou os métodos de medição.
A aplicação ocorrerá em duas etapas. Entre março de 2026 e dezembro de 2030, o país adotará limites intermediários. A partir de 1º de janeiro de 2031, os novos padrões entram em vigor em todo o território nacional.
Segundo o ministério, a mudança pode diminuir o número de cidades consideradas dentro do padrão oficial. No entanto, isso refletirá regras mais rígidas, e não aumento real da poluição.
Os dados oficiais mostram queda na concentração média anual de PM2.5, que passou de 68 microgramas por metro cúbico em 2013 para 28 microgramas por metro cúbico em 2025. A pasta afirma que a nova norma deve manter essa trajetória de redução.
Além da melhora na qualidade do ar, o governo projeta efeitos sobre as emissões de carbono. A estimativa indica que as medidas de controle de poluentes previstas no padrão ambiental podem gerar uma redução acumulada superior a 7 bilhões de toneladas de CO2 entre 2026 e 2035.
Após a publicação da norma, o ministério informou que orientará governos locais na adaptação aos novos limites e ampliará o monitoramento da qualidade do ar.
Fonte: gmw.cn


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