Os preços das commodities na China atingiram em setembro o maior nível em quatro anos e meio. O índice elaborado pela Federação Chinesa de Logística e Compras chegou a 137,6 pontos, alta de 4,1% em relação a agosto e de 22,9% na comparação com setembro do ano passado.
A alta atingiu a maior parte dos produtos acompanhados pela entidade. Das 50 principais commodities monitoradas, 38 ficaram mais caras no mês. Metanol, etilenoglicol e coque registraram algumas das maiores altas, de 39,5%, 24,8% e 20,4%, respectivamente.
Energia e produtos químicos foram os grupos com os aumentos mais expressivos. Os índices dessas duas categorias subiram 14,8% e 13,7% em setembro. Segundo a federação, o movimento refletiu fatores como a alta internacional do petróleo, restrições na oferta de alguns produtos e aumento dos custos de produção.
Outros insumos utilizados pela indústria e pela construção também ficaram mais caros. Os preços dos metais não ferrosos avançaram 1,6%, enquanto metais ferrosos e minerais subiram 0,5% e 0,3%. A entidade relacionou esses resultados à maior atividade produtiva e à melhora da demanda nos setores manufatureiro e de construção.
O aumento dos custos também aparece em outros indicadores da indústria chinesa. Em setembro, o índice de preços de compra de matérias-primas da indústria manufatureira chegou a 60,8%, 4,2 pontos percentuais acima de agosto, enquanto o indicador de preços na saída das fábricas subiu para 54%.
Zhou Xu, vice-presidente da divisão de circulação e mercados de commodities da Federação Chinesa de Logística e Compras, alertou que algumas empresas enfrentam dificuldade para repassar a alta das matérias-primas aos produtos finais. Segundo ele, isso aumenta a pressão sobre os custos de produção, especialmente diante dos riscos relacionados aos preços internacionais.
Fonte: China News

