As principais empresas de logística da China aumentaram em quase 30% os investimentos em transformação digital nos primeiros sete meses deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Os recursos têm sido direcionados a tecnologias como robôs, sistemas automatizados de armazenagem e ferramentas de inteligência artificial.
Um exemplo está em uma câmara frigorífica do Shenzhen Port Logistics Group. Empilhadeiras autônomas operam na movimentação e no armazenamento de cargas mesmo em ambientes com diferenças de temperatura próximas de 50 °C. Segundo os dados divulgados, a tecnologia aumentou a eficiência dessas operações em aproximadamente 40%.
A automação também chegou a outras etapas dos armazéns. Estruturas verticais inteligentes, robôs logísticos e sistemas automatizados de separação de pedidos estão sendo usados para organizar e movimentar mercadorias.
Centros logísticos nacionais e bases voltadas à cadeia fria também passam por processos de digitalização. A proposta é conectar diferentes partes da rede e permitir que informações sobre uma carga acompanhem todo o transporte, inclusive quando a mercadoria utiliza mais de um meio de deslocamento.
A inteligência artificial já aparece em mais de 1.000 tipos de aplicação entre as principais empresas de logística chinesas. Esses sistemas são usados, entre outras funções, para organizar operações e prever a demanda.
Em alguns casos, empresas conseguem responder em questão de horas às necessidades de distribuição próximas às fábricas e à reposição de materiais nas linhas de produção. O objetivo é ajustar o fluxo logístico ao ritmo de produção dentro dos polos industriais.
Os dados foram apresentados em uma pesquisa da Federação Chinesa de Logística e Compras e divulgados pela CCTV.
Fonte: CCTV

