O pianista brasileiro Cristian Budu apresentou-se nesta segunda-feira (6) na Sala de Concertos da Cidade Proibida, em Pequim, marcando o início do Ano Cultural China-Brasil 2026. É a primeira iniciativa desse tipo em mais de 50 anos de relações bilaterais, com o objetivo de ampliar a presença da cultura brasileira na China e criar novas conexões entre os países.
O concerto trouxe ao público chinês a técnica de Budu, vencedor do Prêmio Clara Haskil. Bárbara Policeno, chefe do Departamento Cultural da Embaixada do Brasil na China, afirmou que a iniciativa busca mostrar a diversidade cultural do Brasil e gerar pontos de conexão com a China, seja na tradição, na criatividade ou no diálogo entre passado e presente. Para Budu, a música clássica transcende fronteiras. “Espero que a experiência imersiva aproxime o público do Brasil, mesmo à distância”, disse à Xinhua.
O pianista chegou à China há dez dias e visitou Xangai, Guangzhou e Chengdu. Ele destacou a proximidade cultural percebida com o público chinês, apontando semelhanças como cordialidade, diligência e abertura à diversidade. Estudantes de música presentes no evento relataram surpresa com a força da tradição pianística brasileira, além do interesse em acompanhar outros eventos do Ano Cultural.
Lançada oficialmente no mês passado pelos governos de ambos os países, a programação do Ano Cultural 2026 inclui artes visuais, cinema, música e intercâmbios acadêmicos, a serem realizados em ambos os países ao longo do ano. No próximo mês, Brasília receberá a Orquestra Sinfônica Nacional da China, fortalecendo a agenda de intercâmbio. Yao Liang, primeiro-violino assistente da OSNC, afirmou que “o Ano Cultural aproxima populações e permite que se conheçam melhor, vivendo a fusão das culturas humanas em escala global”.
Fonte: Xinhua

